sábado, 28 de novembro de 2020

Os Elementos e as Qualidades de Números e Letras

Os quatro elementos sempre foram usados simbolicamente
para representar comportamentos análogos na humanidade.


- Os Elementos - 

Os elementos são representantes dos estados psicológicos que se assemelham ao comportamento humano. E assim como na astrologia, também na numerologia os números tem correspondência com os quatro elementos naturais e suas respectivas atuações, tanto em nível interno quanto externo. Desde a Idade Média os elementos da natureza são comparados e equiparados com o comportamento humano e sua expressão no mundo visível. Assim o fogo se refere a um tipo psicológico intenso e passional, a água a um emocional profundo, sensível e psíquico, o elemento ar ao tipo comunicativo, experimentalista e inconstante. Já a terra ao tipo organizado, sensorial, seguro e prático. Assim os números que correspondem a esses elementos absorvem parte dessas características que são moldadas conforme os outros elementos dos outros números que compõem o mapa numerológico individual, bem como pelas qualidades a que cada número pertence. Isso ajuda a moldar mais precisamente as suas tipologias e manifestações na interpretação da personalidade. Os elementos podem ser descritos assim:

Fogo – Números 1 e 9

Este é o elemento da ação, do crescimento e do ímpeto para criar, manifestar ou expressar algo. Tem conotações espirituais, artísticas e inspiracionais que possuem muitas formas de aplicações e atuações. Desde uma liderança inspirada e transformadora (1), até a busca de um ideal global de transformação humana e planetária (9). O fogo é um elemento que está sempre se movendo às alturas, por isso alude ao movimento do espírito em sua jornada por evolução e autossuperação. Muito deste elemento, por outro lado, traz impaciência e uma incrível resistência em olhar os aspectos sombrios da alma ou o lado “feio” da vida. Este é a substância do otimismo e do positivismo que podem descambar para uma alienação dos fatos.

Água – Números 2 e 7

A dimensão do sonho, das intuições e visões que emergem das profundezas da alma são expressões desse elemento num mapa numerológico. Desde a sensibilidade afetiva conectiva, mediúnica, e espontânea (2), ao interesse e desenvolvimento do psiquismo profundo, e dos temas sofisticados e rarefeitos (7). Por ter a água o conceito de profundidade e de absorção de tudo que a toque, esse elemento também corresponde à memória humana, boas (recordações aprazíveis), e más (traumas perturbadores). A dimensão do sagrado e do mais íntimo se dão aqui. Os laços de afeto, e também os místicos, se dão através deste elemento e permeiam as qualidades dos números que a ele correspondem, impregnando a personalidade.

Ar – Números 3 e 5

O plano das ideias, dos planejamentos, da curiosidade e da vontade de aprender, essa é a dimensão do elemento ar! A versatilidade e a flexibilidade de opiniões são as tônicas deste elemento.  Bem como o desejo de crescer com novas experiências, absorvê-las e transmiti-las ao mundo com criatividade e beleza (3), ou de descobrir novas possibilidades, novas maneiras de fazer coisas já conhecidas e apresentar ao mundo sob um novo formato (5). A inconstância, a indisciplina, a mudança permanente de opinião, de experiências e ambientes também fazem parte dos aspectos sombrios deste elemento, que pode dar a seus nativos a impressão de que não construíram nada ao longo de suas vidas. Precisam trabalhar constância e foco sempre!

Terra – Números 4, 6 e 8

O elemento terra é, por excelência, o arauto do trabalho, da disciplina, do planejamento ordenado e da busca por estabilidade. Seja por meio do trabalho diligente, ou na criação de métodos eficientes de produção, no cuidado com a saúde, e na necessidade de se sentir útil de algum modo (4); no cuidado com a família e na integração da sua comunidade, na preservação dos costumes e das tradições sociais, no embelezamento da vida com inspiração artística (6), ou na construção de um patrimônio ou posição social de respeito e de dignidade, na realização de metas de engrandecimento e realização material e pessoal através dos próprios esforços e recursos pessoais (8). É o elemento com mais dígitos, como uma base que sustenta os demais.

- As Qualidades - 

As qualidades são as diretrizes de cada número, ou seja, para onde se dirigem suas qualidades intrínsecas de modo natural e se combinam com os elementos que os regem. As qualidades representadas por cada número impregnam também suas letras correspondentes. Assim os atributos mentais do número 1, por exemplo, serão transferidos às letras do alfabeto que correspondem a este número, ou seja: A.J e S. uma qualidade psicológica indica o modo como encaramos uma mesma vivência, ou o “tom” que damos a uma experiência. É o modo como recebemos os estímulos do mundo, e que respondemos a eles. As qualidades se dividem em quatro grupos, como os quatro tipos de temperamento propostos por C. G. Jung. Que por sua vez também possui analogia com os quatro elementos da natureza aos quais estamos todos entrelaçados. A presença de muitas letras com determinadas qualidades num nome, influenciam de modo bem determinante as características gerais da personalidade.

Um exemplo:

João Pedro da Silva

4 letras Corporais (2 x D; 1 x V; 1 x E)

5 letras Mentais (3 x A; 1 x J; 1 x S)

4 letras Emocionais (1 x L; 3 x O)

3 letras Espirituais (1 x P; 1 x I; 1 x R)

Vemos no nosso exemplo fictício acima que João Pedro da Silva é predominantemente mental, mas com forte carga corporal e emocional, e uma fraca presença do aspecto espiritual em sua personalidade. Com o tempo e o exercício da interpretação de mapas numerológicos eu fui percebendo cada vez mais a influência dos números para além da sua classificação quantitativa. Assim o mundo Corporal de João tem a influência do número 4, trabalho, ordem, esforço. O plano Mental a influência do 5, diversificado, inteligente, versátil, mas inconstante e dispersivo. Suas emoções estão sob a égide do 4, gosto por estabilidade, segurança e confiança, mas uma certa aridez. E, por fim, o mundo espiritual não seria assim tão inexpressivo, mas com a presença do 3 indica que a expressão espiritual se coaduna muito bem com as manifestações da espiritualidade através da arte como danças circulares sagradas, confecção de Mandalas, entonação de mantras, estudo de palavras de poder para a transformação da consciência, como trabalhos motivacionais, PNL, entre outros. Sempre lembrando que tudo isso poderá ser mais ou menos acentuado conforme cada caso. Um mapa numerológico leva em consideração outros aspectos que definem melhor a expressão de cada caráter em seus potenciais tanto quanto em suas limitações para o trajeto de desenvolvimento nesta vida.

Agora vamos às quatro qualidades dos números e letras da Tabela Pitagórica:

Tipo Corporal ou Físico 

Números 4 e 5 – Letras D, M, V e E, N, W

Essa é a personalidade que precisa da interação físico/material para poder dizer que fez algo. As experiências dos outros e as teorias não lhes diz nada. Precisam fazer algo por eles mesmos (4/5). Preferem tentar do seu modo e fracassar do que acertar sem ter feito nada. Usam os sentidos para determinar se uma coisa é boa ou ruim, algo como “não sei, não gostei do cheiro”, ou “achei a cor ruim”... E por aí vai (5)! Gostam de tocar nas pessoas que amam, precisam construir com as próprias mãos (4), curtem aventurar, explorar (5), ou se estabelecer num mesmo ponto a fim de conhecer todas as suas possibilidades (4). Normalmente gostam da terra e da vida junto à natureza, tensionam muito o corpo, e massagens e atividades físicas como Yoga e Tai Chi Chuan ajudam a recuperar seu equilíbrio físico e psicológico rapidamente. São bons executores.

Tipo Mental ou Cerebral 

Números 1 e 8 – Letras A, J, S e H, Q, Z

São o contrário dos primeiros, precisam planejar a estratégia de algo (1), ou e conhecer muito bem uma coisa antes de fazer qualquer coisa (8). Amam aprender, investigar, escrever, planejar estrategicamente e, sobretudo, amam ter planos, praticá-los e mais ainda vê-los serem executados e se saindo vitoriosos (8). Claro que podem não ter paciência de esperar todas as etapas de criação e execução de uma tarefa, amam o novo e tendem a dispersar um pouco antes de voltarem-se para o seu foco de ação. Isso pode demandar uma energia absurda, e um desgaste igualmente grande. São bons argumentadores, falam bem, são eloquentes e não raro um tanto hipnóticos na sua fala (1/8), ainda mais quando se trata de um assunto ao qual tenham se dedicado desenvolver. São divulgadores, comunicadores e palestrantes motivacionais natos (1).

O Tipo Emocional Afetivo – Números 2, 3 e 6 

Letras B, K, T ; C, L, U e F, O, X

Os números emocionais ou afetivos percebem o mundo através de seus sentimentos que, normalmente, são intensos (3) e ou profundos (2). São inspirados e artísticos (3), conciliadores e cuidadores (2/6), ou sensíveis e mediúnicos (2). Gostam das memórias e da tradição (2/6), e precisam expressar seus sentimentos de algum modo (3). Os tipos emocionais amam estar com os seus e apreciam apoiar aqueles a quem tem consideração, criam laços e os alimentam (2/6). Podem ter uma miríade de conhecidos (3), mas selecionam cuidadosamente aqueles com quem partilharão sua intimidade. Sua sensibilidade e memória afetiva os torna capazes de lembrar datas e eventos marcantes para aqueles que amam, tanto quanto dificultar esquecer uma mágoa. Podem ser alegres e motivadores (3/6) ou tímidos e muito esquivos num primeiro encontro (2).

O Tipo Espiritual ou Místico 

Números 7 e 9 – Letras G, P, Y e I, R

Esse é o tipo que tem uma aspiração para as grandes questões da vida e do universo (9). Possuem pendores tanto para a espiritualidade quanto para a ciência (7), pois que são questionadores da vida. Paradoxalmente podem ir do misticismo ao ateísmo na ânsia por respostas às suas perguntas existencialistas (7). Quando se voltam para vida espiritual se tornam especialistas em estudos herméticos, curas psíquicas ou linguagens oraculares (7), ou em filantropos que creem na caridade como uma forma de exercitar a elevação da consciência e a transformação do ser (9). O interesse por assuntos espirituais e culturais costumam ser a tônica para esse tipo (9), mas curiosamente alguns se envolvem em assuntos com outro tipo de sofisticação como a moda, as artes, a política, a filosofia, a física teórica e a ciência de vanguarda como um todo (7/9)...

A seguir a visão simbólica dos números sob a luz de suas qualidades e influência Elemental:

O Número 1 – Mental de Fogo

Entusiasmado com suas ideias e cheio de convicções, possui a força interior para manifestar o que deseja, entretanto possui muitos desejos e intenções. Tem de aprender a focar nas suas metas e objetivos pessoais para que, enfim, se realizem. Seu entusiasmo com suas opiniões pode descambar para o autoritarismo por um lado, por outro o torna um líder que move as multidões, motiva de forma efetiva os seus comandados. Um líder ou facilitador intuitivo que sabe o que obter de cada pessoa, pois reconhece talentos potenciais e competências naturais.

O Número 2 – Emocional de Água

Possui profunda empatia, tanto afetiva quanto psíquica. Sente o campo energético das coisas e das pessoas, seus sentimentos e intenções, sem com que os revelem. Uma memória profunda que em termos espirituais pode alcançar registros atemporais do inconsciente coletivo, do tipo que “sabe sem saber como sabe”. Intuição, imaginação, dons psíquicos, sensibilidade emocional e mediúnica. Por outro lado pode gerar apegos emocionais, mágoas profundas, rancores, melancolia intensa e por longos períodos além de apatia, submissão e indiferença.

O Número 3 – Emocional de Ar

Um positivista comunicativo, uma mente criativa com uma imensa necessidade e vontade de se expressar, tanto em palavras quanto em formas artísticas como artes plásticas, literatura e artes performáticas como o teatro e a dança. O artesanato, a culinária e a moda também estão em seu escopo de interesses. Absorvem muitas ideias e gostam de conhecer coisas, pessoas e culturas diferentes. Excitam-se com o novo e a experiência, porém, podem perder tempo demais ao longo da vida e acabar com a sensação de que tem de recuperar o tempo perdido.

O Número 4 – Corporal de Terra

O mais prático dos números, sabe lidar com os fatos e trabalhar a realidade como ninguém. Possui um natural senso de ordem e de organização. É o trabalhador disciplinado e resiliente, com uma capacidade prática de organização e aprendizado. Aprende rápido como as coisas funcionam, sejam esquemas de trabalho, assuntos técnicos, aparelhos ou os sistemas funcionais do corpo humano. Apreciam construção, organização e exploração sistemática de coisas. Por outro lado, porém, podem se tornar taciturnos, medíocres e sem sutileza de alma.

O Número 5 – Corporal de Ar

Este é o número dos que “veem com as mãos”, e daquelas personalidades que precisam viver uma situação na prática para poder avaliá-la. A pura contemplação intelectual simplesmente não basta. Há um gosto pelo experimento, pela mudança e a inovação. A curiosidade mental o faz se interessar por muitas coisas, e ao mesmo tempo nutrir uma ânsia interior pela realização e o encontro da vocação interior. Se mal ativado na personalidade cria dificuldades no foco e na atuação concentrada para a efetivação de qualquer coisa, criando um vazio de realizações.

O Número 6 – Emocional de Terra

Esse é o número dos criadores de ninhos, daqueles que gostam de cuidar e servir, seja sua família, sua comunidade, sua nação ou mesmo a toda a humanidade. Apreciam os valores tradicionais e acreditam no senso comum para se avaliar qualquer situação e tomar decisões. Para eles o indivíduo deve ceder pelo bem do coletivo. Percebem a harmonia das coisas e possuem apurado senso estético e crítico, gostam da elegância e do bom gosto. Possuem também boa “memória afetiva”, lembram de datas e coisas importantes das pessoas que ama.

O Número 7 – Espiritual de Água

Este é um número de percepções profundas sobre a vida e as coisas que a compõem. As pessoas desta cifra possuem intuições e manifestações psíquicas como as de número 2, mas sentem uma necessidade inerente de entender o que acontece. Confiam pouco nessas intuições e nos seus sentimentos, precisam de uma análise prévia de tudo antes de se “entregar”. Apreciam os níveis elevados de cultura, espiritualidade e estética de qualquer disciplina. Tendem a um distanciamento das pessoas para se preservarem e refletirem sobre os eventos.

O Número 8 – Mental de Terra

Este é o número que possui a capacidade de realizar o que planeja, que tem a visão exata do que deve ser feito, e que tende a “assumir o controle” diante das situações críticas. Os 8 são naturalmente administradores, disciplinados e resolutos. Não aceitam indefinições e não se permitem ficar sem saber o que fazer. Sua inteligência administrativa consegue antever a sequência de acontecimentos dentro de uma perspectiva lógica e analítica. Precisam se sentir evoluindo na conquista dos seus objetivos, e são ávidos pesquisadores daquilo que os interessa.

O Número 9 – Espiritual de Fogo

Um idealista que sente que tem uma missão para com o mundo, ele é movido pelo desejo de fazer algo que torne este mundo um lugar melhor para si mesmo, e para as futuras gerações! Os temas da alma humana o interessam, bem como todos os assuntos que falem de elevação e transformação da consciência, e evolução planetária. Sua busca não é limitada por coisas como interesses pessoais ou ânsia por algum tipo de lucro pessoal. O que pode, muitas vezes, tanto surpreender quanto deixar as pessoas desconfiadas. Podem oscilar entre inocentes e fanáticos.


sexta-feira, 26 de junho de 2020

E se os Números Fossem Animais?

Animais totem, guias animais através
do mundo espiritual...
Eis um bom exercício imaginativo intuitivo para aprofundar a percepção intuitiva dos números. Quais animais parecem representar melhor as qualidades básicas, ou instintivas de cada número para você? Apresento aqui a minha relação de animais que simbolizam melhor tais características, não só tendo por base seu comportamento na natureza, mas também sua simbologia esotérica e mítica. Os animais totem, por exemplo, são guias espirituais com forma animal que guiam e orientam as pessoas no seu próprio processo de autoconhecimento e cura espiritual, como ensinam as tradições xamânicas. Os animais e sua íntima conexão com a história e a espiritualidade humana remontam desde os primórdios da civilização. Muitos deuses e divindades com forma animal, bem como criaturas míticas, com a aparência de animais que enfrentaram heróis em suas sagas e contribuíram, inclusive com suas vidas, para a ascensão dos mesmos. Os animais aqui representados incorporam um pouco dessa magia, tanto por sua beleza, força e mistério quanto pelos mitos que eles inspiraram ao longo da história.

Vamos a eles:

NÚMERO 1 – Leão

Leão, símbolo de força e nobreza.
Imagem: Una e o Leão, 

de Briton Rivière (1840/1920).
Um animal forte e coletivo, o leão representa força, coragem e nobreza. Não foge de confrontos e precisa delimitar o seu território. Equilibra sua natureza familiar e grupal com a sua individualidade marcante. Ele se arrisca pelo grupo, mas quer ser o primeiro comer nas caçadas. Assim como as pessoas com muitos números 1 em seus mapas numerológicos. São fortes e familiares, mas precisam de reconhecimento e atenção. Não apreciam invasões ao seu espaço, gostam de dar e receber respeito. A “nobreza” atribuída a este animal faz com que as pessoas 1 apreciem coisas como honra, palavra, respeito, dignidade e comprometimento. As lutas travadas na savana pelos leões reais simbolizam bem os enfrentamentos que as pessoas 1 têm ao longo de sua história. Muitas dessas pessoas sentem a própria vida como uma corrida de obstáculos onde tudo o que lhes é importante e mais caro tem de ser conquistado, como numa constante afirmação da sua vontade pessoal.

NÚMERO 2 – Camelo

O camelo, não é à toa que é representado como o veículo
dos Três Reis Magos em sua devoção ao seguir um presságio.
Um animal silencioso e capaz de grande resiliência física, que sempre encontra onde há água e que sempre acha o caminho de casa. Muitos povos do deserto contam histórias de homens mortos que chegam em cima de seus camelos! Simboliza a capacidade de suportar grandes esforços, e de ser um servidor calado. No Saara os povos nômades fazem de tudo para garantir o bem estar do seu camelo, pois não emite um único som que denuncie cansaço ou enfermidade, e quando caem é para não mais levantar. Na Cabala a terceira letra hebraica, Guímel, significa camelo.  O caminho cabalístico dessa letra é o mais longo da Árvore da Vida, e o que perpassa o “caminho do abismo”, aquele que passa por Daath, o Conhecimento. Este é o caminho do silêncio e da contemplação, de se ouvir a “Voz Interior” para não se perder a conexão com a essência do espírito na sua busca pela comunhão com Deus. Muitas semelhanças com o simbolismo do número 2, como introspecção e reserva sobre os próprios sentimentos, intuições profundas sobre as coisas e as pessoas que o cercam, bem como seu desejo de ser útil e colaborar com o próximo, no sentido de aliviar o seu sofrimento.

NÚMERO 3 – Macaco

Hanuman, o deus macaco da Índia.
Animal que simboliza a destreza, a curiosidade, a vontade de aprender e a exploração do novo. Na Índia representa o deus Hanuman, que era um deus guerreiro, e também um disseminador do conhecimento espiritual para os seres humanos. Essa divindade possuía muitos poderes, entre eles o de voar e de o aumentar muitas vezes o próprio tamanho! O macaco é um animal atribuído ao planeta Mercúrio, símbolo da comunicação, da inteligência e do conhecimento sagrado. Este planeta se opõe de forma complementar ao planeta Júpiter, normalmente associado ao número 3. Uma clara alusão à necessidade de ampliar o próprio saber e percepção de vida, tão fundamentais àqueles que possuem esse número em proeminência em seus mapas. O “crescer e voar” de Hanuman também aludem a esse movimento de crescer e expandir, tão presentes nas pessoas número 3. A alegria, o prazer e as brincadeiras também associadas a este animal combinam bem com a alegria do 3...

NÚMERO 4 – Boi

O Boi Ápis do antigo Egito.
Também símbolo de força e serenidade, o boi é uma força de trabalho e de reprodução, símbolo de poder material e trabalho que leva à estabilidade financeira. No Egito antigo o Boi Ápis representava a terra e a força criadora da vida. Ele era associado ao deus Ptah, o arquiteto e construtor do mundo que se originou do seu pensamento, e foi realizado por sua palavra! Os gregos também tinham um touro mitológico, o Touro de Creta, que representava a base da civilização grega em suas tradições de beleza e riqueza. Em todos esses mitos o boi ou o touro aparece como um símbolo de trabalho, organização e estruturação que levam à grandeza. As pessoas com muitos 4 em seus nomes tendem a valorizar todas essas coisas. Creem que o trabalho dignifica a alma, e amam se sentirem produtivas. Detestam a dúvida, tanto quanto a precipitação, e preferem a praticidade à idealização excessiva. A solidez bovina combina muito bem com os melhores atributos do número 4 pela vida.

NÚMERO 5 – Serpente

A Serpente da Kundalini.
Um símbolo de renovação e mudança, tanto quanto de baixos instintos e maldade, a serpente deve isso tanto ao fato de renovar a si mesma com inúmeras e sucessivas mudanças de pele ao longo de sua vida, quanto ao seu comportamento de ataque por emboscada e mordida venenosa. Na mitologia hindu aparece como a Serpente da Kundalini que descansa na base da coluna e que na hora da iluminação da consciência dispara se elevando subitamente por todos os chakras, iluminando a consciência no processo. Para os gregos é Ouroboros, cujo nome significa literalmente “aquele que morde a própria cauda”. A serpente grega representa o conceito de elevação da mente linear (o chão sob o qual se arrasta), para um outro nível de consciência (o círculo, símbolo da perfeição e totalidade). As pessoas 5 são mutáveis, aventureiras, sexuais e experimentalistas; mas também instáveis, sem foco e direção interior definida. Devem absorver de cada experiência a sua essência, a quintessência, para então encontrar seu propósito e realização na vida.

NÚMERO 6 – Lobo

Lobo, animal sábio e misterioso.
Assim como o leão o lobo não possui muito boas referências no imaginário popular. Na Europa foi desde o amaldiçoado rei Licáon (ou Licaão), que por sua violência e maldade foi condenado por Zeus a viver como um homem lobo, sendo o primeiro lobisomen, até o Lobo Mau dos contos de fadas. Na verdade os lobos são animais sociáveis e familiares que se organizam em alcateias com estruturas hierárquicas bem definidas, e vivem em relações monogâmicas para toda a vida. Os nativos da América do Norte veem no lobo o guia, Mestre ou professor que ilumina os caminhos dos outros, e como o protetor da família e dos relacionamentos. Assim também as pessoas 6 são bem zelosas e ocupadas com o bem estar de suas famílias, amam a estabilidade, a tradição, a rotina, a beleza e o conforto. Por outro lado podem ser conservadoras demais e muito fechadas em seus “círculos” pessoais de relacionamento, fechando-se para o novo e as novas perspectivas.

NÚMERO 7 – Coruja

Coruja, animal repleto de mistérios e lendas.
Animal de hábitos noturnos tem sido tanto associada ao estudo profundo, à erudição e à sabedoria quanto ao mau agouro e os submundos sombrios.  O primeiro aspecto se deve graças a sua associação com as deusas Athena grega e Minerva romana, como seu animal totem, o segundo aspecto se deve, sobretudo, pelo fato de as corujas muitas vezes frequentarem cemitérios atrás de sua presa urbana favorita: os ratos... Possuem a capacidade enxergar e ouvir no escuro com absoluta precisão. Esse mover-se entre as trevas tem sido o seu mote para a sabedoria, a pesquisa e o saber incomum. De fato as pessoas 7 são profundas, reservadas e dadas ao estudo de coisas sutis, sofisticadas, ou raras. Possuem tanto um desejo de compreensão científica quanto metafísica das coisas do mundo. As pessoas 7 precisam de um tempo de silêncio, retiro e introspecção para recobrar seu equilíbrio interno, assim como as corujas se recolhem em suas tocas, em velhos troncos de árvores, para reunir forças para as caçadas da noite, e se proteger dos elementos.

NUMERO 8 – Águia

Zeus, transformado numa águia, sequestra
Ganimedes, o mais lindo dos mortais.
Um animal poderoso, guerreiro e muito habilidoso que inspira muitos mitos positivos relacionados à amplitude de visão, nobreza, poder e grandiosidade. Também chamada de “A Rainha dos Céus”, foi o emblema dos maiores impérios do mundo, como Roma, Pérsia, Prússia e Estados Unidos! Por seus olhos serem capazes de fitar o Sol diretamente acabou se tornando símbolo do poder de clarividência. Era o animal símbolo de Zeus, com o qual contemplava a vida na Terra e no qual se transformou quando quis sequestrar o belo Ganimedes para torná-lo copeiro dos deuses do Olimpo. Considerada um animal Psicopompo, ou seja, o condutor das almas dos homens para o reino divino. No xamanismo das tribos nativas da América do Norte a "Medicina da Águia" também representa a ascensão e a comunicação com o mundo espiritual. O número 8 também é um número que estimula seus nativos à ascensão material, pessoal, psicológica e até espiritual se tiver pendores místicos no resto dos seus mapas, daí sua conexão com esses animais fabulosos.

NÚMERO 9 - Cavalo

Quíron, o centauro sábio...
Um animal majestoso e nobre que na mitologia nórdica foi consagrado ao seu deus supremo Odin, que possuía um cavalo mágico chamado Sleipnir, um corcel mágico e poderoso de oito pernas que era o mais veloz do mundo! Seu nome significa "aquele que voa ou plana". Outro mito que os cavalos inspiraram foi o dos centauros, metade homens metade cavalos. No começo eram inimigos dos homens, pois que se tornavam violentos ao se embriagarem. Um deles, entretanto, se tornou a personificação da consciência elevada, da sabedoria e da devoção espiritual: o nobre centauro Quíron. Era um curador e educador sábio a quem foi confiada a preparação dos grandes heróis da Grécia. Ferido por uma flecha envenenada não morria, pois que era imortal, mas sofria sem parar e o seu sofrimento o tornou um curador perfeito e empático! Como as pessoas 9 que buscam os altos ideais para contemplar a vida, e tornar o mundo melhor a partir de seu próprio sofrimento e agonia. O que os faz caridosos humanitários, e naturalmente espirituais.

terça-feira, 21 de abril de 2020

O Simbolismo do Número Doze


Não tão aclamado na tradição oculta quanto o 10, que é considerado símbolo de perfeição, elevação e totalidade, desde a escola pitagórica até a escola cabalística, o 12 é uma cifra que também possui em si mistérios místicos que merecem ser conhecidos. Entretanto, é preciso entender a cifra entre esses dois números para se ressaltar a importância do 12.
O número 11, situa-se além da cifra da perfeição de Deus, o 10. Por esse motivo muitos cabalistas o consideram um número de pecado e perversão. Hajo Banzhaf diz: “A palavra ‘Elf, onze em alemão, originou-se da palavra ‘einlif’ do alto alemão, que significa ‘um além’, ou seja um a mais que o dez”. Nada há para além do 10 que representa a totalidade da criação de divina, e a perfeição dos Dez Mandamentos! O 11 é o número da sephira de Daath (cujo significado é Conhecimento), que representa o fruto proibido. Outros veem no 11 o homem tornado Deus, e interagindo ativamente com sua presença sagrada para cocriar a realidade que o cerca. Por isso ele é um dos mais poderosos Números Mestres, é a cifra dos que nascem com o desejo de inspirar, orientar, instruir, e estimular o crescimento das pessoas, além de possuir conexão com níveis superiores de consciência que trazem inspirações, visões astrais, intuições profundas e acesso a Voz Interior vinda do altíssimo. Com a possibilidade de atuar em campos como a arte, a política, a espiritualidade, o ensino e a comunicação em todas as suas formas. O 11 é a cifra do EU maior empoderado e ativo no mundo...


O rei Arthur, líder de um grupo de cavaleiros míticos
que dedicaram suas vidas à busca do Graal...

O 12 vem justamente quebrar a fluência desse poder. Esta é a cifra do sacrifício voluntário, do olhar sobre outra perspectiva a essência das coisas. Enquanto o 11 quer atuar o 12 quer servir. Este é o número de meses do ano e dos signos do zodíaco, que mais que uma representação mandálica das qualidades primordiais às quais servirão ao homem em sua trajetória evolutiva e mais ainda à vida na Terra, é um grande calendário celeste. Cada uma dessas qualidades simbolizam aspectos essenciais à manutenção e evolução da vida, tanto do planeta quanto da humanidade. A palavra sacrifício, sempre tão mal recebida, significa literalmente “tornar sagrada a obra”, e tem muito a ver com o quanto aos entregamos nos processos em que nos envolvemos. A dedicação a algo tem tudo a ver com sacrifício, tem a ver com estudo, aprofundamento, investimento, e tempo! O tempo é justamente a única coisa que não se pode recuperar, e ninguém pode ser ressarcido do tempo que dedicou a algo. Tempo é vida! Há uma estreita relação entre este número e o tempo, como os 12 ponteiros do relógio, que contado duas vezes percorre as 24 horas de um dia.  A passagem do Sol por cada um dos 12 signos representa justamente a passagem das estações dentro da corrida cronológica, e para cada pessoa que nasce com a representação dessa passagem em si é proposto o desenvolvimento de uma consciência. E assim em sucessivas reencarnações passaremos por cada um dos doze signos, até nos livrarmos da roda das encarnações! Um canceriano, ou seja, uma pessoa que nasceu no momento em que o Sol transitava na parte do zodíaco que corresponde a Câncer, veio nesse mundo para aprender a lidar com seus sentimentos e emoções, e também aprender sobre família, cuidado e afeto para cuidar, amar, emocionar e inspirar o maior número de pessoas. Cada canceriano o fará ao seu modo, pois cada um tem o seu próprio mapa astrológico para viver. O tanto que cada um se dedicará a fazer este trabalho corresponde a obra que veio para tornar sagrada neste mundo, e que se relaciona diretamente com sua evolução de consciência. Então não nascemos apenas para viver, ser, e atuar para nosso próprio regozijo e evolução, mas também para a evolução do mundo e a felicidade de todos. E é, não por acaso, esse o olhar humanitário transcendente que nos propõe a 12ª casa da roda zodiacal, que é a morada do signo de Peixes, aquele que percebe o fio invisível que conecta tudo e todos pela via interior mais que pela exterior...

O zodíaco, uma representação das qualidades celestes
que também definem a entrada das estações, e marcam
a passagem do tempo para o nosso planeta...

O signo de Peixes, aliás, regeu a era em que a cristandade se desenvolveu e se alastrou pelo mundo seguindo a mensagem de amor e compaixão do Mestre Jesus, o Cristo. Coisa que os cristãos não conseguiram fazer, infelizmente. Cristo também trazia a sua volta 12 discípulos que sacrificaram tudo o que tinham para seguir seu Mestre e criar um caminho espiritual novo, um caminho onde a proposta era o amor! Toda vez que decidimos fazer ou criar algo, a ideia do sacrifício é inerente a essa obra. Toda a ideia de realização que não envolva algum tipo de empenho, dedicação ou até mesmo de certa privação é falsa, pois é vazia. A alma não se identifica com o que não envolve todos os aspectos da vivência humana, da dor à alegria. Sempre a ideia de “sacrifício” a que se refere o 12 envolve tanto o sentimento de propósito quanto a ideia de ampliação da consciência. Na mitologia em todo mundo se vê isto: Jasão segue para a conquista do tosão de ouro com 12 colegas, todos heróis míticos da Grécia, assim como na mitologia germano/escandinava dos Nibelungos Siegfried segue com 12 companheiros para Worms para conquistar Kriemhild, e depois navega por 12 dias e 12 noites para chegar à Islândia. No mito do rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda o 12º lugar era mantido livre, pois era onde sentaria o cavaleiro que achasse o Graal. Hércules também fez 12 trabalhos que ao serem cumpridos o elevaram à sua senda evolutiva espiritual, e depois disso foi transformado em um dos deuses do Olimpo. Empenho, sacrifício, voluntário dedicação a algo, seja a uma causa, pessoa, filosofia, atividade, entidade ou trabalho com certas doses de renúncia que tornam sagrados esses esforços, é a essência do que esta cifra nos fala. E quem não o faz, se nega por puro hedonismo ou ignorância? Bem, este virá na roda reencarnatória tantas vezes quanto forem necessárias, até que consiga realizar seu propósito espiritual.
Arcano de O Enforcado,
do Rider-Waite tarot, acima.
A figura do dodecaedro, abaixo
.
Na geometria sagrada o dodecaedro é a composição de doze pentágonos regulares, unindo o número do homem e sua quintessência espiritual (5) ao espaço divino (12), para criar sua obra e a jornada em busca da sua evolução!
O décimo segundo arcano do tarot cujo nome é “O Enforcado”, nos fala justamente das situações em que perdemos o controle sobre os fatos e temos de lidar com o imponderável como ele se apresenta, o que traz dor, desapontamentos, problemas de comunicação, e muito desconforto para o ego, mas traz também em si a possibilidade de ver o mundo sobre outra perspectiva. Remanejando nossa própria percepção da vida, nos fazendo refletir sobre a limitação de nossas vontades, e sobre o propósito a que vínhamos servindo consciente ou inconscientemente. Do mesmo modo que o 7 marca o encontro do 3 divino com o 4 terreno pela adição (3+4 = 7), o caminho terreno, o 12 resulta da multiplicação desses dois números (3x4 = 12), o caminho do crescimento e da transcendência, que significa o ir além do conhecido pelo senso comum... Então, curiosamente, o mártir representado neste arcano do tarot tem também o potencial para se tornar um iluminado. O que foi explicitamente representado por Arthur Edward Waite em seu Rider-Waite tarot ao colocar uma auréola dourada em torno da cabeça do seu Hanged-man (Pendurado/Enforcado). O arcano de O Enforcado nos diz que essa reflexão ou descoberta poucas vezes se dará de forma suave ou voluntária, é preciso alguma motivação crítica para que a alma nos faça “ver com outros olhos”. Este arcano está muitas vezes relacionado com o planeta Netuno, o senhor da visão transcendente, e o regente do 12º signo zodiacal já mencionado aqui...

Leia também: O Simbolismo do Número Dez 


sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Ápices e Desafios - Propostas de Crescimento


Os quatro grandes ápices ou pináculos representam as quatro grandes fases de desenvolvimento da vida humana, do nascimento ao fim da vida. São propostas que poderão ou não ser vividas por quem as possuir, positiva ou negativamente, dependendo do grau evolutivo de cada consciência. Viver sem manifestá-las, porém, é impossível! Cada número que rege um ápice representa a direção que a vida daquele nativo tomará durante o período de tempo em que ele durar. Cada ápice começa e termina conforme a data de nascimento de cada pessoa, pois que são definidos conforme o número de Caminho de Vida, ou Destino, no mapa numerológico. De modo geral o primeiro ápice termina entre os 27 e os 35 anos de idade, conforme a data de cada pessoa.

Assim sendo para os que possuem Caminho de Vida 1 o 1º ápice durará de 0 a 35 anos.
Para aqueles que possuem Caminho de vida 2 durará de 0 aos 34 anos.
Caminho de vida 3 dos 0 aos 33 anos.
Caminho de vida 4 dos 0 aos 32 anos.
Caminho de vida 5 dos 0 aos 31 anos.
Caminho de vida 6 dos 0 aos 30 anos.
Caminho de vida 7 dos 0 aos 29 anos.
Caminho de vida 8 dos 0 aos 28 anos.
E para o Caminho de Vida 9 dos 0 aos 27 anos... Mais adiante veremos como se faz o cálculo completo de ápices e desafios!

O primeiro ápice é o mais longo e vai do nascimento até a data de transição antes mencionada. E ele abarca a infância, a juventude e a maturidade. Por isso uma interpretação aprofundada do seu significado é fundamental, já que influenciará muito das vivências dos ápices, ou pináculos posteriores.

O segundo ápice, assim como o terceiro, é mais curto. Entre 9 e dez anos, pois a cada ciclo de 9 anos segue-se um ano de transição entre uma e outra fase. Costumam ser os mais agitados, pois que nessa época da vida a maioria das pessoas está desenvolvendo suas ideias e ideais, testando os próprios valores e conceitos pessoais.

O quarto e último ápice é também chamado de “ápice da maturidade”, pois é neste período vida que se colhe os frutos de tudo que foi vivido e disseminado ao longo da jornada, ou seja, onde se vê o resultado das ações de uma pessoa ao longo da vida. Independentemente do número que ali esteja, seu enfoque interior de vida determinará se viverá os aspectos luminosos ou sombrios de vida desta cifra.

Calculando o Ápice

Para aprender como se faz o cálculo dos ápices e desafios pessoais vamos tomar a data de uma grande escritora brasileira, a poetisa Cecília Meireles, nascida em 7 de novembro de 1901. Procedemos assim:
O 1º ápice = dia + mês – 7 + 11 = 18 = 1 + 8 = 9, seu primeiro ápice ou desafio é 9.

O 2º ápice = dia + ano – 7 + 1901 = 1908 = 1 + 9 + 0 + 8 = 18 = 1 + 8 = 9, seu segundo ápice também é igual a 9.

O 3º ápice = o resultado do primeiro mais o resultado do segundo, ou seja, 9 + 9 = 18 = 1 + 8 = 9, o seu terceiro ápice também resulta em 9.

Por fim, o 4º ápice = mês + ano de nascimento = 11 + 1901 = 1912 = 13/4, seu último ápice de vida foi um número kármico bem difícil...

Calculando a duração

Para descobrirmos quanto tempo durou cada ápice vamos ter de descobrir qual o seu número de Caminho de Vida, ou Destino como preferem alguns.

Fazemos então assim 7 + 1 + 1 + 1 + 9 + 0 + 1 = 20 = 2 + 0 = 2

Cecília Meireles (7-11-1901/9-11-1964).
Poeta, ensaísta, folclorista,
jornalista e professora.
Seu Caminho de Vida foi 2, o que explica a extrema sensibilidade dos seus versos, o saudosismo decantado lindamente em passagens de sua infância, e nas suas lembranças dos amores passados e de suas origens ciganas, assim como seu interesse em história e folclore. O misticismo também é uma prerrogativa do número 2 que tem similaridades arquetípicas com o simbolismo da Lua, a anfitriã de todos os ritos mágicos da antiguidade, dos mistérios, da magia, e das visões de profetas, videntes e feiticeiras ao longo da história da humanidade, tudo isso se reflete em sua obra, como no poema que se segue:

Entusiasmo

Por uns caminhos extravagantes
Irei ao encontro desses amores
- por que suspiro distantes –

Rejeito os vossos que são de flores.
Eu quero as vagas, quero os espinhos
e as tempestades, senhores.

Sou de ciganos e de adivinhos.
Não me conformo com os circunstantes
e a cor dos vossos caminhos.

Ide com os zoitos* e os sicofantes**.
Mas respeitai vossos adversários,
que nem querem ser triunfantes.

Vou com sonâmbulos e corsários
poetas, astrólogos e a torrente
dos mendigos perdulários.

E cantamos fantasticamente,
pelos caminhos extravagantes,
para Deus, nosso parente.

·         *Zoitos = detratores, invejosos.
·         **Sicofantes = impostores, caluniadores.

Para descobrir as idades que serão regidas por cada ápice, será preciso reduzir cada número da data de nascimento a um número de um só dígito. No caso de Cecília 2, mas caso o resultado fosse um número mestre 11, 22 ou 33 etc, o resultado deveria ser o algarismo final de 1 a 9. Nos casos mencionados 2, 4 e 6... Ao obter esse número simples subtraia-o de 36, este número corresponde ao quadrado mágico do Sol que rege a frequência espiritual do 6.
Então 36 – 2, número do Caminho de Vida da escritora, = 34.

Seu primeiro ápice foi do nascimento aos 34 anos.

O segundo ápice começa no ano seguinte, aos 35 anos, e soma-se a ele 9, que corresponde ao número de anos de duração dos dois ciclos intermediários: 35 + 9 = 44. Assim o segundo ápice durará dos 35 aos 44 anos.

O terceiro ápice começa também no ano que se segue, aos 45 anos, e soma-se a ele de novo o 9 relativo a esses dois ciclos intermediários: 45 + 9 = 54. Este ápice então se estenderá dos 45 aos 54 anos de idade!

O quarto e último ápice segue a regra e se inicia no ano seguinte, aos 55 anos, e segue até o fim da vida na presente encarnação. Não sendo necessário acrescentar a ele nenhuma cifra.

Vemos que do nascimento até os seus 54 anos a grande poetisa brasileira foi regida em seus três primeiros ápices pelo número 9, uma cifra que rege tanto a arte quanto a busca de um propósito filosófico/espiritual para a vida. O que justifica muito bem seus versos existencialistas, tanto quanto a sua grande e inspirada produção literária. Aos dezesseis anos já lecionava, aos dezoito lança seu primeiro livro de poemas chamado Espectros, em 1919, e aos vinte e um se casa com o artista plástico português Fernando Correia Dias. Tece através dele contatos com a comunidade literária portuguesa. Assim como a inspiração e a arte, os temas universais, a relação com o estrangeiro e as viagens são outra característica abarcada no simbolismo do 9, e elas se fazem presente em sua vida intensamente; viaja pelas Américas, Chile, Uruguai, Argentina, México e Estados Unidos, onde deu palestras na universidade de Austin, no Texas. Chega inclusive a viver por períodos curtos em países como Bélgica, Holanda, Israel e Índia, o que influencia imensamente sua obra inspirando-lhe lindos versos da Índia e da Holanda. A universalização é também um dos significados mais profundos do ápice 9, e que Cecília viveu tão intensamente nesses períodos de sua vida.

A partir dos 55 anos ela passa por um pináculo 13/4, um pesado número kármico que infelizmente ceifou sua vida precocemente. As inúmeras atribulações propostas por seus números de desafios, suas perdas emocionais nunca trabalhadas, reverberaram num tumor no estômago que a levou aos sessenta e três anos. O 13/4 é um número que propõe esforço e disciplina, o que nunca faltou na vida da grande escritora, mas que com certeza foi demasiado na fase final de sua jornada, ainda mais com todo o peso de suas emoções reprimidas, tão comum aos portadores de um Caminho de Vida 2.

Os Desafios


Se os pináculos ou ápices são as buscas realizadas pela alma, os desafios são os obstáculos que encontramos nessa busca. São nossas deficiências, nossas fraquezas ou pontos cegos que nos fazem tropeçar nos caminhos que nós mesmos delineamos em nossos projetos de crescimento e amadurecimento. Os ápices ou pináculos são como uma semente tentando vir á tona, para encontrar a luz. Os desafios são como a terra que os oprime, ao mesmo tempo em que fornece o campo por sobre o qual a semente crescerá e dará frutos!
Cada desafio tem o mesmo tempo de duração de cada ápice/pináculo, assim sendo quando achar o tempo de duração de um não se faz necessário calcular o do outro. E sua forma de cálculo se utiliza dos mesmos elementos, só que ao invés de somar devemos subtrair. Metaforicamente a soma representa tudo o que acrescentamos a nossa vida, e que nos faz crescer. A subtração, pelo contrário, simboliza tudo aquilo que pode nos ser tirado, ou enfraquecido se não ficamos alertas.

Ainda com a data da poetisa procedemos da seguinte forma: data 07-11-1901

O 1º desafio = dia menos o mês = 7 – 2 (lembre-se sempre se utilizar dos números simples de 1 ao 9 mesmo se houver números mestres, reduzindo-os, como vemos agora) = 5. O primeiro desafio de Cecília, dos 0 aos 34 foi o número 5.

O 2º desafio = dia menos o ano = 7 – 2 (mesmo processo, já que 1901 dá 11/2). O segundo desafio também é o 5.

O 3º desafio = primeiro menos o segundo = 5 – 5 = 0, o zero tem as mesmas características aritméticas do 9, assim sendo consideramos como o terceiro desafio o 9 e não 0.

Por fim o 4º desafio = mês menos o ano = 2 – 2 = 0, que novamente consideraremos como 9 o quarto e último desafio da sua jornada.

Do nascimento aos 44 anos Cecília enfrenta o desafio 5, uma cifra dura demais para se começar a vida, esse dígito denota mudanças de casa, de vida, rupturas inesperadas e até traumáticas. O que explica muito bem as inúmeras perdas que teve ao longo de sua vida, como o pai que morreu antes de ela nascer, a mãe que morre no parto e, por fim a avó que falece quando ela tinha apenas dezesseis anos. Além de sua viuvez aos trinta e quatro anos, data em que exatamente termina seu primeiro ápice/desafio! Seu marido cometeu suicídio.
Aos quarenta e cinco anos os dois desafios 5 se encerram deixando para trás suas inúmeras atribulações, perdas e instabilidades (inclusive financeiras) que ela vivenciou ao lado do primeiro marido. O número 9, que rege os seus três primeiros ápices/pináculos, agora se transforma no seu desafiador. A inspiração, o idealismo, e a vontade de aprender e conhecer as coisas a fundo, tão características do 9, talvez tenham diminuído na escritora, ou tenham se tornado mais existencialistas e cobrados internamente, o que parece mais verossímil com sua trajetória. O desafio 9 muitas vezes nos faz perguntar se há ainda o que buscar ou realizar, ou na pior das hipóteses, se teremos forças para fazê-lo!

Um ilustrativo, e triste, exemplo da atuação do seu dificultoso ápice 13/4 com seu desafio 9 no fim da vida, é que ela morreu enquanto escrevia um poema que lhe fora encomendado em homenagem ao aniversário da cidade do Rio de Janeiro que, é claro, ficou inacabado!


Vale lembrar que os números não definem nossas vivências, eles apontam tendências, porém o que aprendemos e apreendemos de nossas vivências é que definem nosso destino.