sábado, 28 de janeiro de 2012

São Paulo - Um Estudo Numerológico

No último dia 25 a cidade de São Paulo completou 458 anos! Fundada em 25/01/1553 a pequena vila transformou-se na maior cidade do Brasil e na mais rica cidade da América Latina! O seu PIB é maior do que países como Israel e Cingapura. Eu senti, é claro, Imensa vontade de lançar um olhar mais atento sobre o mapa numerológico da cidade. Quis entender o que a levou a se tornar a locomotiva que impulsiona o Brasil na sua ascensão econômica. Já que somos a sexta maior economia do mundo! O que apresento aqui não é um estudo completo, mas um resumo objetivo dos principais traços relevantes no conjunto vibracional deste município.
Avenida Paulista, o coração econômico da metrópole.

Começamos por sua data de nascimento. Nos mapas tanto pessoais como coletivos (Como no caso de empresas ou cidades), esse dígito é resultante da soma do dia mais o mês e o ano de nascimento e indica a trajetória possível de desenvolvimento. Então somamos 2+5+1+1+5+5+3 e obtemos 22/4. São Paulo é regida pelo número mestre 22/4. O número que denota uma vocação para coisas grandiosas e universais, ou seja, que atingem muitas pessoas para além do próprio ciclo de envolvimentos. E como sabemos a força paulistana se faz sentir em todo o Brasil. Os números mestres são guias excepcionais, sempre orientando seus portadores para as instâncias mais elevadas de suas características, Como tudo o que sobe tem de descer, a raiz do 22 é o 4. Uma cifra que denota esforço, disciplina e demora! E a história comprova isso. São Paulo só enriqueceu quando o estado começo a produzir o café em 1817. A riqueza que lançou às alturas a economia paulistana. O 22 também tem seus desafios, e a impessoalidade e o maltrato do gênero humano é sua tônica. Muitas vezes essa grande cidade tem se mostrado cruel a níveis de recordes mundiais. É conhecida por sua violência contra imigrantes do nordeste do Brasil, homossexuais e mendigos. O 22 também não dá muito espaço para o planejamento ordenado, tão importante para o 4. Isso fica bem claro ao olharmos para os prédios paulistanos, sujos e depredados. A cidade é também suja e poluída tanto visual quanto atmosfericamente. 
O belo teatro municipal.


O nome São Paulo possui motivação (número da soma do valor das vogais) 8, deixando claro a vontade de vencer e conquistar que rege tanto os que moram no município quanto os que migram para lá! Tradicionalmente na numerologia o 8 representa a ambição, a força e o poder! Promete crescimento e realizações, e quem pode dizer que não é isso que envolve os habitantes de São Paulo? O 8, porém, não é um número muito humanizado também e de certa forma muito conservador. Está associado ao simbolismo de saturno. Duro, frio e implacável. O que talvez também explique o número imenso de movimentos reacionários que há na cidade! Entre eles os grupos neonazistas.
A soma do valor de suas consoantes (número da personalidade) é 11/2. Outro número mestre. O 11/2 está relacionado aos movimentos inovadores e espirituais. Há hoje em São Paulo uma grande concentração de grupos espiritualistas e encontros da Nova Era que ocorrem todos os anos! Desde congressos espiritualistas a confrarias de tarot, encontros para meditação coletiva e orações que mobilizam pessoas de todo o país! A raiz do 11 é o 2, um número de contato e aproximação. O que deixa claro porque a vida noturna da metrópole é a mais famosa do país! São Paulo possui uma infinidade de restaurantes, lancherias, cinemas, teatros, boates, danceterias e clubes de danças variadas. Do tango a danças tradicionais do oriente! O 11 possui por outro lado uma vocação para a excentricidades. São Paulo também é a capital das coisas esquisitas e até mesmo bizarras! 

O museu do Masp.


O número de caráter ou destino (a soma de todas as letras do nome) é 1. O número 1 é o líder entre os números e também o pioneiro! Sua principal característica é a busca pelo novo, e por isso mesmo possui uma tendência à pesquisa incansável e avançada em todos os setores, do científico ao humano. Há em São Paulo muitos programas universitários para encontrar novos talentos nas artes tanto quanto na ciência, por exemplo. Devemos lembrar que São Paulo é o nome tanto da cidade quanto do estado da qual ela é a capital. E que no estado de São Paulo está sediada a Unicamp, universidade de Campinas, o maior centro de pesquisas científicas e tecnológicas do Brasil! O número 1 foi o que lançou essa grande cidade a se tornar o vetor do crescimento brasileiro. Essa cifra, contudo, propõe com isso o enfrentamento de muitos desafios de crescimento. Apesar de sua imensa produção de riquezas a cidade não possui qualidade de vida. Todo o verão é inundada pelas chuvas e por todo o ano é atormentada pelo fedor do seu principal rio, o Tietê, e pelo acúmulo de lixo em suas ruas!
O número de maturidade ou poder que resulta da soma dos dígitos da data de nascimento (4) com o dígito do nome (1) é 5. O que traz imensa facilidade adaptação e assimilação de novas ideias e conceitos. São Paulo é o lugar onde tudo acontece primeiro e se desenvolve mais velozmente. Tradicionalmente o 5 é a cifra do comércio e das negociações, o que explica essa ser a capital do turismo de negócios da América do Sul e Latina. A flexibilidade e a inteligência do 5 são, com certeza, as características que farão com que São Paulo vença seus grandes obstáculos para se tornar uma das maiores e melhores capitais do planeta.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O número 5


Inteligência e Versatilidade

O número 5 é muitas vezes referido como o número do homem. Os cinco sentidos humanos, a mão de cinco dedos com as quais a humanidade construiu sua civilização e as cinco extremidades do corpo: dois braços, duas pernas e cabeça. Os múltiplos de 5 nas operações com números ímpares possuem cinco, ex: 3 x 5 = 15, 13 x 5 = 65 e assim por diante. Os números ímpares indicam a individualidade do homem que pode ser recriada por ele mesmo. Os múltiplos pares de 5 possuem zero no seu resultado, a cifra do absoluto e do contato com o transcendente, ou divino. Ex: 5 x 4 = 20, 18 x 5 = 90. Assim sugere que o homem quando se dirige para o todo no sentido de servir ao próximo ou de experimentar os próprios limites de percepção encontra o aspecto transcendente da vida! Infelizmente muitos "manuais" sobre numerologia ressaltam o  5 apenas como o número da sexualidade... Na verdade ele rege todos os instintos humanos, e também a sexualidade. Esquecem, porém, de informar que o 5 busca um sentido maior para a aplicação de toda essa sensibilidade instintiva. É o número da quintessência, a parte mais pura do todo, a qual os instintos devem servir para que não se tornem vazios, destituídos de propósito. 
A sua forma lembra um meio quadrado em cima de um meio círculo. É o número que deve unir o profano e sagrado, o concreto e o abstrato, o físico e o espiritual. Daí sua analogia com o planeta Mercúrio, o mensageiro dos deuses, deus da comunicação, que percorria todos os mundos interligando-os. Esse planeta também é o mais próximo do sol, o que simbolicamente denota sua capacitação de reconhecer verdades superiores e transmiti-las ao mundo de modo compreensível. O quinto arcano do tarot O Hierofante, assinala a união dos mundos concreto e abstrato por um senso interno de direção e sentido intrínseco, que levado a extremos vira rigidez e dogmatismo. O quinto signo do zodíaco é Leão, que ressalta a criatividade humana e sua capacidade de transformar a realidade através do seu poder interno. E quanto mais pleno de significados estiver essa expressão, mais "brilhante" ela se torna. Leão é um guia inspirado e inspirador para a humanidade quando vivido positivamente.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nova Era - A Revolução Silenciosa

A Nova Era basicamente se trata de um período astrológico que se repete a cada 2.500 anos. A presente era é regida pelo signo de Aquário e teria tido seu início com o alvorecer do período renascentista. Cada um desses períodos ou eras astrológicas carrega as características do seu signo regente. O termo ganhou mesmo força a partir dos anos 60 com o movimento hippie. A juventude da época criou o slogan paz e amor e iniciou um movimento que resumia todo o pensamento da Nova Era aquariana. Mas afinal que valores ou conceitos são estes? Eles ainda se aplicam aos nossos tempos? Como? Bem, o signo de Aquário é por definição um signo de síntese. O que torna nossos tempos um santuário de encontros entre o passado e o presente, o espiritual e o científico, o concreto e o abstrato, e assim por diante! Todas estas manifestações e renovações são perceptíveis em muitos campos do interesse humano. Na arte houve a perda da forma exata do realismo para o surrealismo e o cubismo, por exemplo. Na política o conceito de democracia foi expandida para o indivíduo e suas liberdades. Minorias ganhando voz e direitos sociais (homossexuais, negros, e grupos raciais e religiosos minoritários como um todo). Aliás, Aquário é o signo da liberdade e da ousadia! O experimentalismo também é uma característica dessa era, e vimos nascer o conceito de que certo é o que dá certo, bem como um incentivo para a multiplicidade de experiências e vivências!
O signo de Aquário, regente da Nova Era, 
e dos próximos 2.000 anos.
E na espiritualidade humana, o que mudou? Podemos afirmar que quase tudo! Antigas religiões ancestrais (wicca e xamanismo) voltam com toda a força, e mesmo as religiões oficiais mudam sua forma de pregação (Entre os católicos nascem os carismáticos e entre os evangélicos os pastores eletrônicos da tevê). Renovação é a palavra chave. O ponto mais forte da espiritualidade na Nova Era é uma universalização do pensamento religioso. De repente há uma ideia amplamente difundida de que a verdade está em todas as religiões e em nenhuma especificamente. Nasce o conceito de holismo, palavra grega que significa todo e que teve seu início no interesse da juventude transviada dos anos 60 pelas religiões orientais e na integração corpo-mente-espírito.
Muitas vezes a Nova Era é chamada de a revolução silenciosa porque sua influência cresce com uma penetração cada vez maior sem ter à sua frente nenhum líder específico, mas muitos devotados consultores, professores e palestrantes. Estes, por sua vez, também foram sendo influenciados por outros servidores da luz (como são chamados os new agers) que são aqueles que perseguem os ideais da Nova Era. A Era Dourada, ou Nova Era, é antes de tudo uma renovação espiritual que pretende integrar a humanidade e todas as suas expressões. Por ter um cunho profundamente místico todas as mudanças propostas passam por uma revisão e transformação a partir de dentro. O que a torna totalmente diferente de todas as outras eras astrológicas, onde as mudanças externas foram a tônica das mudanças. A Era de Peixes, por exemplo, foi das grandes navegações portuguesas, espanholas e britânicas, a de Áries foi dos grandes impérios bélicos, como os romanos, os persas e os gregos. A tecnologia é um atributo de Aquário, e vemos que toda essa técnica nasce com o objetivo humanitário de unir povos e culturas dos mais variados lugares do mundo, e auxiliar o homem a responder perguntas muito antigas como: “De onde viemos?” e “Para onde vamos?”. Aquário é um signo de ar, e o homem desenvolveu a aviação, a ciência espacial e se lançou ao cosmo. E, dentro do afã aquariano por liberdade e autonomia, mapeou seu próprio genoma com o intuito de não mais se tornar uma vítima dos caprichos da natureza, vencendo doenças e deformidades genéticas
O comunitário e o social ganharam peso e força. Nunca a solidariedade desenvolveu-se de modo tão organizado, maciço e até institucionalizado! Junto com a visão de todo humanitário nasce o todo planetário, e a ecologia que era um assunto de bicho grilo dos anos 60 e 70, virou uma urgência global! Mas como eu disse anteriormente, a revolução aquariana é uma revolução espiritual por excelência! Nasceu do profundo vazio existencial de nossa sociedade materialista e permeou com sua visão holística tudo quanto possa se imaginar! Quem diria a quarenta anos atrás que psiquiatras e médicos pesquisariam sobre a reencarnação considerando-a uma possibilidade científica?... Quais são as características principais das novas propostas inseridas no bojo da Nova Era? Aqui estão algumas:
1º) Retomada do animismo, ou seja, a certeza de que tudo possui vida e ou algum tipo de consciência e que está evoluindo. Por esse motivo deve ser respeitado em sua dignidade. Seja animal, vegetal ou mineral! Essa percepção mais ampla da vida sustenta a defesa dos direitos dos animais e a alimentação vegetariana.

2º) A busca por novos níveis de consciência para além da racionalidade acadêmica. A valorização do processo intuitivo e a exploração dos recursos de percepção extra sensorial como clarividência e clariaudiência. Também a popularização da meditação, como na yôga e no zen budismo. Cresce o interesse nos estados de transe naturais, ou induzidos por ervas mágicas como o ayhuasca, que são resgatados.

3º) A integração com a natureza. Volta a percepção profunda de que homem e natureza são uma coisa só, e que é uma obrigação da humanidade preservá-la para as gerações futuras. Retomou-se também a prática das curas naturais feitas com ervas e chás (Fitoterapia), óleos essenciais (Aromaterapia), princípios ativos (Homeopatia) ou de consciência (Terapia Floral) e pelo poder amplificador da energia com as pedras (Cristaloterapia).

O homem volta-se para a natureza. 
(Na foto a Taiga siberiana, a maior floresta do mundo).
  
4º) A valorização da linguagem subjetiva dos símbolos como uma forma de acesso às profundezas da alma humana. A Astrologia, o Tarot, o I Ching, a Cabala, a Numerologia e a Mitologia, bem como outras formas oraculares e simbólicas de autoconhecimento, se avolumam no interesse da cultura moderna. Surgem consultores e professores que trabalham, inclusive, para grandes corporações empresariais!

5º) A percepção de outros campos de energia mais sutis no corpo físico e a profunda relação entre esses campos energéticos e a saúde tanto física quanto psicológica do ser humano. Aparecem muitos curadores naturais que se utilizam da imposição das mãos e de outras formas de cura e, pela primeira vez, surgem técnicas de cura acessíveis ao homem comum, como o Reiki, Johrei, etc. O estudo de diagnósticos através da aura (Fotos Kirlian) e dos chakras ganham grande impulso.

6º) As religiões naturais retornam com toda a força. Muito embora o preconceito ainda seja grande, bruxas, bruxos e xamãs retomam suas práticas espirituais com muitos adeptos no mundo todo! As religiões oficiais ainda são a base da formação espiritual, mas não se sustentam no processo de evolução da maioria dos indivíduos.

7º) A espiritualidade não mais se resume ao temor a Deus dentro do antigos conceitos religiosos, mas sim a uma compreensão do real significado da existência  e o contato com o aspecto transcendente da vida. Cresce também o conceito gnóstico de que Deus está dentro de cada um e que uma conexão com ele torna possível mudar a realidade física e material, curando, inclusive, doenças.

8º) A comunicação, forte característica dos signos de ar, se amplia para outras dimensões. Surge a transcomunicação (Comunicação com os mortos através de aparelhos eletrônicos de áudio e vídeo) e canalizadores que se comunicam com seres espirituais superiores, como Mestres ascensionados (Mestres Saint Germain, Kutumi etc) seres intergalácticos (Kryon, Ashtar Sheran...) e até animais, como golfinhos e baleias.

O renascimento do sagrado feminino.

9º) O feminino espiritual surge com grande força. Esse movimento se caracteriza por uma abordagem mais suave e interior e menos intelectualizada da vida. As relações, a expressão afetiva, o prazer e a beleza como formas de engrandecimento e evolução da alma, bem como o respeito à diversidade são as tônicas desse movimento apoiado nas características do feminino universal. O culto a Deusa dos ritos ancestrais também retorna com toda a força em todas as suas expressões.

10º) A arte ganha conotações muito maiores do que no passado, o artista passa a ver o seu trabalho como uma forma de levar as pessoas à reflexão e introspecção transcendente. Nasce a new age art and music que expressa as percepções espirituais do artista. Na música aparecem nomes como Enya no cenário mundial e Aurio Corra no Brasil. *1 Nas artes plásticas destaca-se o trabalho monumental de Niki de Saint Phalle e seu belíssimo Tarot Garden, um parque temático localizado na região da Toscana, com vinte e duas esculturas inspiradas nos arcanos maiores do Tarot com o objetivo de criar uma vivência arquetípica.
A Sombra

É claro que nem tudo são flores! Como todos os demais signos astrológicos, Aquário possui coisas que devem ser observadas. Ao não realizar o seu poder de síntese de tudo o que já foi visto com o que se pretende para a nova vida na Terra no futuro, ficamos só com os aspectos racionais e corporativos desse signo. Vemos que a ciência assume cada vez o papel do grande inquisidor dizendo no que devemos ou não crer. Os grupos da mais variadas origens se organizam na defesa dos seus direitos, mas também para a destruição! Ressurge o nazismo, o racismo e homofobia em movimentos organizados. Vemos também o florescer do vício tecnológico que afasta cada vez mais os homens uns dos outros e do planeta onde vivem e produz uma quantidade notável de lixo que envenena o solo. A massificação da cultura, onde modismos vão e vem sem acrescentar nada à sociedade, e a banalização das reações instintivas, como o sexo e a violência, que são vendidos como um produto ou uma atração muito popular sob o pretexto da liberdade de expressão... E assim por diante!
O importante é que nos conectemos com as boas vibrações aquarianas para deixar para nossos descendentes não só um mundo melhor, mas também engatilhado o próximo passo na evolução humana.

*1  Conheça o lindo trabalho de
Niki de Saint Phalle, o Tarot Garden

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O número 6

União e Harmonia

O 6 é a cifra da busca por harmonia. Vale lembrar que a harmonia é um sentimento, um estado interior que não pode ser forçado ou dissimulado. É um processo que começa dentro e que se exterioriza para o mundo ao redor. O símbolo esotérico do 6 é a estrela de seis pontas, onde um triângulo humano (Ou masculino), com a ponta para cima encontra-se com um triângulo feminino (Ou divino) com a ponta para baixo, representando a união das forças que mobilizam a vida e a impulsionam a buscar o transcendente. Busca que se dará mais efetivamente no número 7. O 6 é o dígito que canaliza a atenção do homem para dentro no anseio por sentido e entendimento sem perder contato com o mundo manifesto. Por isso mesmo é o número da troca e do aprendizado com as relações. 
Tradicionalmente associado à família e aos relacionamentos de um modo geral, o 6 vai além, ele pressente que existe algo mais profundo que interliga todas as coisas e as relaciona entre si. É o único número que se desmembrado volta a ficar inteiro com precisão. Se juntarmos sua sexta parte (1), mais sua terça parte (2), com sua metade (3), o teremos novamente. Ele mantém a integridade mesmo quando separado em suas partes. No plano mundano isso representa a integridade de valores que os nativos desse número possuem.
Associado ao planeta Vênus, que gira da esquerda para a direita no céu, indo de encontro aos seus irmãos do sistema solar, o 6 é a cifra do amor, dos relacionamentos e da procura por clareza. 
O sexto signo do zodíaco, Virgem, fala dessa aspiração por clareza e exatidão que nascem do afã inconsciente por pureza e perfeição que os virginianos percebem existir na essência da natureza. O sexto arcano do tarot Os Amantes fala da união dos opostos que, nem por isso perdem sua particularidade. Sendo constantemente desafiados a manter essa neutralidade receptiva, para comungar diferenças e viver bem em parcerias, sociedades e vida comunitária mantendo o propósito intrínseco.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Amy Winehouse - Um Estudo Numerológico!


Algumas pessoas levam suas vidas como exemplos do que deve ser seguido, e outras de exemplos a serem evitados. Apesar de seu imenso talento Amy Winehouse tornou-se um exemplo de tudo o que deve ser evitado por um jovem astro ou aspirante a popstar. Avaliando alguns pontos do seu mapa numerológico fica claro o potencial para a autodestruição que ela enfim consolidou. 
Os mapas, tanto numerológico quanto astrológico, não podem revelar o ponto de evolução em que se encontra uma alma. Duas pessoas podem ter os mesmos números ou aspectos planetários e darem uma expressão diferente para as mesmas vibrações numéricas ou astrológicas. No caso de Amy vemos muitos pontos do seu mapa numerológico que foram mal canalizados e acabaram pervertendo-se. Para o estudo aqui exposto usaremos a tabela pitagórica de números como vemos abaixo:


O nome completo de Amy Jade Winehouse tem expressão 7, o número que assinala os tipos ou muito profundos ou excêntricos. Aqueles que ao mergulharem em si descobrem as luzes ou as trevas. Quando encontram luzes viram luminares, quando encontram trevas viram tipos atormentados como Amy. Os aspectos negativos do 7 se fazem notar com nitidez em seu mapa pessoal, excentricidade e uma dose bem grande de exclusão dos meios usuais de relacionamento e de envolvimento social. Amy vivia como se não fosse desse planeta, ou pelo menos como se fosse muito difícil viver aqui. A sua motivação (A soma total do valor das vogais e que expressam as emoções) é 6 o que indica que ela buscava união e afeto quase como uma cura para seu profundo sentimento de solidão e estranheza, e que por fim foi o que levou às drogas pesadas, apresentadas a ela pelo ex-marido Blake Fielder. A soma de sua impressão ou persona (O valor das consoantes no seu nome que expressam suas ações no mundo) somam 1, o número do brilho e do sucesso, mas também da agressividade e do egoísmo. O que parece combinar com seu temperamento agressivo com jornalistas e fãs.
Outro fato que chama muito a atenção é de que o nome Amy Winehouse, que ela usou artisticamente, soma 59, que reduzido dá 14/5, *número kármico que adverte sobre excessos de toda espécie e com uma forte tendência aos vícios. Pessoas com esse número têm um pesado comprometimento com a autodisciplina, coisa que definitivamente ela não conseguiu desenvolver! O 14/5 também aparece no seu número psíquico (Que corresponde ao seu dia de nascimento e revela dons ou deficiências). Amy nasceu em 14/09/1983. Suas muitas entradas e saídas de clínicas de recuperação revelam o quanto ela tentou tomar as rédeas da própria vida nas mãos, mas perdeu todas as vezes. 
O primeiro ápice ou pináculo (Que é um dos quatro ciclos que regem a vida de uma pessoa) de Amy iria até os 28 anos foi regido pelo número 5, que também aparece como o número síntese do 14. Esse número revela uma fase de vida com muitos altos e baixos, bons e ruins, um período de mudanças súbitas e de muita instabilidade tanto material quanto emocional. O número de desafio (Que simboliza o que deve ser desenvolvido nesse mesmo período) era o 4. Mais uma vez o apelo para que ela buscasse a organização interior e usasse suas habilidades e talentos o mais disciplinadamente possível. Esse seria o caminho para que Amy chegasse à vida madura com todo o reconhecimento que uma estrela como ela poderia e merecia. 
Essa breve síntese dos números de Amy Winehouse só comprovam que estudos como a numerologia só podem mesmo fazer isso, apontar caminhos e orientar quanto às melhores opções, realizá-las, entretanto, cabe a cada um. Se ela tivesse feito uma análise anterior talvez nada tivesse mudado, ou teria mudado tudo! De qualquer forma o autoconhecimento, mais uma vez, aparece como o melhor caminho para se transformar dificuldades em oportunidades e desdobrar debilidades em evolução interior, o que sempre acaba se revelando exteriormente.

*Reveja o meu artigo sobre Numerologia Kármica

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O número 7

Mistério e Profundidade

O número que possui a chave dos mistérios, pois que contém em si todas as ambiguidades. As possíveis somas do 7 são compostas por números antagônicos. O 1 (individual) com o 6 (Coletivo). O 2 (Das mudanças harmoniosas) com o 5 (Dos movimentos bruscos). O 3 (Da criação abstrata) com o 4 (Da realização no mundo concreto!). Por isso o 7 está associado aos sete passos alquímicos que representam as etapas de transformação e elevação da matéria, ou as sete cores do arco-íris, onde a multiplicidade de tons cria um caminho traçado no ar. Os antigos vikings viam nesse fenômeno uma ponte entre o reino dos deuses e o dos homens... Ou seja, mais uma vez o 7 sugere uma ligação e uma síntese entre dois mundos diferentes! E é exatamente isso que o 7 faz, aproximar naturezas opostas sintetizando e combinando suas forças para que se extraia algo mais puro, poderoso ou mais elevado. E isso traz a esse número as qualidades de introspecção, reflexão, crítica e ponderação.
Qualidades essas imprescindíveis para o desenvolvimento espiritual, daí o 7 ser tantas vezes associado ou referido ao mundo espiritual, ao ocultismo e a todos os conhecimentos que levam o ser humano ao interior de si mesmo com o intuito de obter respostas sobre o significado da existência!
Por outro lado o 7 também é o número da solidão, da confusão emocional e das perversões da alma! O planeta Netuno está associado às características do 7. Representa a qualidade da inspiração mística e artística. No tarot o sétimo arcano, O Carro, mostra um cavaleiro puxando uma carruagem onde os cavalos dirigem os corpos para sentidos opostos, mas ambos olham para a mesma direção em que está o olhar do condutor (Confira no Tarot de Marselha), simbolizando seu perfeito domínio sobre as adversidades e sua determinação interior. Na astrologia o sétimo signo é Libra, o signo da ponderação das partes em busca da justiça e do equilíbrio.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

As Seis Deusas da Alma


Os escritores norte-americanos Roger J. Woolger e sua esposa Jennifer Barker Woolger escreveram o livro A Deusa Interior, uma apurada pesquisa sobre os seis arquétipos femininos essenciais presentes na psique tanto de mulheres quanto de homens. Outros livros relacionando mitologia e psicologia foram escritos antes e depois, como He, She e We de Robert A. Johnson e Os Deuses e o Homem de Jean Shinoda Bolen. Considero a simplicidade e a praticidade do livro do casal Woolger muito mais tocante! 

A obra ainda oferece um questionário que possibilita ao leitor avaliar com qual face do feminino interior ele (a) está mais conectado. A obra possui, entretanto, duas falhas fundamentais, em minha opinião, que são: primeiro que os autores não dão sugestões de como restaurar terapeuticamente a potência de uma deusa que por ventura não apareça no seu mapa das deusas, segunda ele mesmos chamam. O segundo erro, muito comum nos autores da América, é o excesso de identificação com os arquétipos de sua cultura. A deusa Hera vem a ser o caso mais típico! Ela aparece com uma das vilãs das minisséries de tevê, suas qualidades de administradora e política quase são suprimidas em sua totalidade! As constatações do casal Woolger se referem às observações feitas por eles em suas pacientes de consultório. A definição de seis arquétipos básicos da psique me pareceu muito precisa e logo passei a utilizá-la nos meus próprios clientes. 
*Com o tempo modelei um curso de oito encontros onde apresento as seis deusas com suas respectivas personalidades, sombra e a “chaga”, ou deficiência que deve ser elaborada dentro da personalidade de cada uma. Tomei o cuidado de ampliar os aspectos úteis e luminosos da deusa Hera, e de apresentar um guia para o desenvolvimento das qualidades arquetípicas das deusas que não aparecem no mapa da psique. Uma harmonia entre as seis forças arquetípicas é fundamental! A falta de um indica o não desenvolvimento de um aspecto da vida.
Apresento aqui um breve histórico das deusas, suas características principais e algumas de suas filhas e filhos amadurecidos:


Afrodite: Nascida do sêmen do pênis decepado de Urano teve um casamento arranjado com Hefestos o deus ferreiro, mas teve muitos amantes, como o deus da guerra Ares e o jovem e belo Adônis. É a deusa que rege os romances tanto quanto a sexualidade humana, a sedução e coisas afins como moda, beleza, e o mundo das celebridades. Desde cedo se sente atraída pelos homens e eles por ela. De todas as deusas essa vem a ser a que tem mais dificuldade de integrar as outras qualidades em si, devido a isso envelhecer é particularmente complicado para ela. Sua chaga é a solidão.

Uma Afrodite que amadureceu: Brigitte Bardot, quando a juventude e o status de sex symbol acabou ela incorporou a porção Ártemis de sua alma e se tornou uma defensora dos direitos dos animais. Entre os homens filhos dessa deusa, podemos destacar Giuliano Gemma, galã dos westerns italianos, quando se afastou do cinema se dedicou às artes plásticas e virou um consagrado escultor.

Athena: nascida da cabeça do deus supremo Zeus, ela não teve infância, pois que foi concebida adulta. Era a deusa da civilização, das artes e das ciências. Seu culto marca o fim da fase agrícola da cultura grega. Essa deusa rege o mundo acadêmico e desde cedo possui afinidade com o mundo intelectual dos homens se sentindo pouco à vontade com as brincadeiras das meninas e com o papel tradicional das mulheres. Sua vivacidade intelectual a destaca logo cedo nos estudos, mas complica sua vida íntima. Athena era uma deusa virgem. Sua chaga é a ausência do seu corpo e dos seus instintos.

Uma Athena que amadureceu: Simone de Beauvoir, intelectual existencialista francesa que foi uma das pioneiras do movimento feminista, autora do livro O Segundo Sexo. Teve um longo e polêmico relacionamento com o filósofo Sartre. O próprio Sartre também é um belo exemplo de homem filho de Athena, foi um aguerrido defensor dos direitos humanos, ficou conhecido por defender a obra do seu amigo e também escritor Jean Genet, que era um polêmico poeta e romancista homossexual assumido na França da década de 50.



Hera: esposa e irmã de Zeus dividiu com ele os domínios dos céus. Protegia o casamento, mas ficou mais conhecida por tramar e perseguir contra os filhos bastardos do seu marido. Diz a lenda que ela tinha sete templos por toda a Grécia, mas que Hércules, um dos filhos ilegítimos do seu marido, destruiu todos! A deusa Hera interior é uma administradora nata, possui muitas ideias e planos de vida. Seu mundo interior é tão rico que uma vida não basta para cumprir tudo o que ela ambiciona. E isso pode ser a fonte de suas frustrações, quando ela começa a apontar para o marido e ou os filhos para que concretizem aquilo que ela não pode. Sua chaga é justamente a vida não vivida.

Uma Hera que amadureceu: Benazir Bhutto primeira mulher a ocupar o cargo de premiê do Paquistão, um país muçulmano de tradições fortemente machistas! Sofreu um golpe que a destituiu do governo e em 2007, quando tentava voltar ao país, foi assassinada num atentado assumido mais tarde pela Al-Qaeda! Gandhi, um típico filho de Hera, foi primeiro ministro da Índia e um líder pacificador que libertou seu país do domínio britânico sem pegar em armas, mas acabou assassinado por permitir a divisão do terrítório indiano com os muçulmanos, o que deu origem ao Paqusitão.


Deméter: deusa da agricultura e irmã de Zeus, possuía uma única filha sequestrada por Hades, deus do submundo, que se apaixonara por ela. Na luta pela posse da filha e com intervenção do deus Hermes, foi definido que a jovem Perséfone, a filha de Deméter, ficaria um quarto do ano com o marido, época em que sua mãe criava então o inverno. No verão estavam juntas e a primavera e o outono marcavam sua chegada e ou partida. A mulher Deméter é mãe em essência. Adora cuidar de tudo e de todos que pareçam pequenos ou frágeis. Não possui a ambição de suas outras três irmãs, gosta do ambiente doméstico e tudo o que se relaciona com ele. Coisas como a culinária, a decoração, artesanato a recreação infantil, etc. Sua chaga é justamente a maternidade perdida ou não vivida. Não lida bem com o esvaziamento do ninho quando os filhos saem de casa e frustra-se violentamente se não puder ser mãe.

Uma Deméter que amadureceu: Zilda Arns, pediatra e sanitarista dedicou sua vida a cuidar de crianças pobres e em precárias condições de vida e higiene. Desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação de conhecimento entre as famílias carentes como uma forma de combater a multiplicação de doenças e a marginalidade entre as crianças. O médico norte amerciano Patch Adams é um bom exemplo de um filho de Deméter, sua filosofia de trabalho com a medicina inclui o amor e o riso e costuma dizer que o melhor método para curar os próprios problemas é dedicar-se a cuidar do próximo.



Ártemis: deusa das florestas e dos animais selvagens era filha de Zeus e Era. Pediu ao pai que nunca se casasse porque viu o sofrimento de sua mãe no parto do seu irmão Apolo, e seu pai concedeu-lhe esse pedido. As filhas de Ártemis, assim como sua mãe, gostam de ficar sozinhas com seus pensamentos, amam a vida ao ar livre, a natureza, os animais e a liberdade como um todo. Não teme o trabalho duro e uma vida de certa forma rude por assim dizer... Não se sentem bem localizadas na cidade e acham a vida urbana estressante. Esse deslocamento diante do mundo civilizado é justamente o que constitui a sua chaga... O não reconhecimento do seu papel no mundo!

Uma Ártemis que amadureceu: Dian Fossey, naturalista americana que dedicou a vida a estudar e observar a vida dos gorilas da montanha em Ruanda. Graças ao seu trabalho, pesquisa e denúncias à comunidade internacional é que foi possível saber como esses animais raros viviam e também sobre ameaça que sofriam por parte dos caçadores! Os mesmos caçadores que mataram Dian. Sua morte serviu, ironicamente, para a criação de leis de proteção aos gorilas. Jacques Cousteau, oceanógrafo francês que pesqusisou e defendeu a preservação da vida marinha e incitou os filhos a continuarem seu trabalho. É um outro belo exemplo masculino da deusa Ártemis interior.


Perséfone: filha de Deméter era uma koré, ou menina, quando foi levado ao submundo, mas ao retornar tornou-se a rainha das sombras, uma peça importante para a manutenção da vida. Ela incorpora o mistério da existência e do ciclo das estações. Uma intermediária entre mundo concreto dos vivos e o mundo espiritual dos mortos. Essa deusa encarna o arquétipo da bruxa, da vidente, cartomante, curandeira ou sensitiva que conhece os desígnios do tempo e do destino. É atraída pelo mistério, o simbolismo, a história e tudo o que leve ao entendimento da alma humana. Percebe tudo com muita profundidade, o que a faz sensível demais, ao ponto de entrar em conflito com o mundo terreno das impurezas e instintos básicos. O que pode levá-la a desvios escapistas. Sua chaga é justamente a alma infantil que não quer crescer nem perder contato com o mundo ideal de suas visões.

Uma Perséfone que amadureceu: Emma Kunz, médium, curadora e artista plástica suíça, curou muitas pessoas com ervas e minérios apenas entrando em “contato” com a essência deles e das pessoas que a procuravam. Suas curas se tornaram quase lendárias e as pessoas tratadas nunca tiverem reincidência dos males que originalmente as havia levado até Emma. Hoje existe um instituto que leva o seu nome e que se localiza na casa em que viveu. Entre os filhos homens de Perséfone podemos destacar Chico Xavier, consagrado médium brasileiro reconhecido internacionalmente por suas psicografias que revelavam detalhes impressionantes da vida de pessoas falecidas que ele nunca conheceu! Dedicou sua vida a fazer a caridade aos menos favorecidos e levou conforto à milhares de famílias.