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terça-feira, 17 de setembro de 2024

Espiritualista, Terapeuta Holístico e Médium... Aprenda a Diferença!

O Caminho espiritual é intrinsicamente
solitário, e baseado na auto-observação!

Um espiritualista não é necessariamente um terapeuta holístico, e nem um médium é necessariamente um espiritualista ou terapeuta holístico... Entenda a diferença! Um espiritualista é alguém que procura entender a vida sob uma perspectiva que não se resuma só aos ciclos naturais de existir, mas também para além deles. É alguém que percebe as conexões entre homem, natureza e universo e procura compreender através não só de estudos, mas também de meditações e introvisões como isso se dá. Além de perceber a imortalidade da consciência e aceitar que ela evolui continuamente e para além da vida presente. Geralmente não se apega a uma única doutrina espiritual ou religiosa. Não é incomum, porém, que tenha uma ou duas delas como base da sua filosofia pessoal de espiritualidade.

Um terapeuta holístico é alguém que se forma numa determinada disciplina, ou terapia complementar, que considera os planos sutis de consciência para a harmonização do ser tanto quanto dos quatro planos básicos. Deve-se, entretanto, ficar atento, pois nem todo terapeuta holístico (a maioria na verdade) tem conhecimento consistente sobre campos vibracionais, planos de consciência e muito menos sobre temas transcendentes como karma, reencarnação, Mônada, egrégora, etc. As terapias complementares são muito valiosas, mas seus propagadores são pouco cuidadosos de como ou a quem distribuem suas certificações. A ânsia pelo mundo espiritual miseravelmente associada a uma voracidade financeira fez com que se confundisse uma formação holística com uma graduação espiritual, e não é nada disso! É claro que um espiritualista pode atuar como terapeuta, assim como um terapeuta holístico pode investir numa real imersão pela vida espiritual. E ambos podem ser ou desenvolver algum tipo de mediunidade com o tempo!

As habilidades psíquicas de um médium são a
oportunidade de servir à vida, e refinar a experiência
espiritual, e não o refinamento espiritual em si!

Um médium é alguém que é dotado de certas habilidades psíquicas como vidência, clariaudiência, intuição profunda, premonições, habilidades curativas etc. Isso não significa que esta pessoa esteja "pronta" e que dispense mais atenção ao conhecimento teórico colhido através dos tempos sobre todos os temas antes citados. Existem alguns que possuem acesso à guias espirituais realmente elevados, vide o caso de Chico Xavier, que parecem compensar essa lacuna. Porém, isso é uma raridade reservada à almas que trilham a senda espiritual por muitas e muitas vidas. Médiuns são, infelizmente, os que mais facilmente caem na armadilha do ego de se autointitularem enviados, mensageiros ou escolhidos do Sagrado para uma missão, bem como a se considerarem infalíveis em suas canalizações, preleções ou orientações. Como disse o próprio Chico, todo mundo quer desenvolver a mediunidade, mas não tem o mesmo interesse em desenvolver a humildade, a caridade ou a compaixão. O que pode lançar um médium às suas sombras mais nefastas, vide o caso de João de Deus! Um médium precisa muitas vezes sim aprofundar-se na senda espiritual. E poderá tornar-se, ou não, um profissional holístico, sem com que um ou outro diminua nem acrescente nada à sua trajetória evolutiva.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Os Arquétipos do Masculino

O texto que se segue não é meu, é a compilação de fontes da internet que acabei editando, no sentindo de cortar mesmo, certos trechos por se afastarem da ideia original dos autores, ou por enfatizarem mais o aspecto sombra em detrimento do aspecto Luz de cada arquétipo... 

As indicações das profissões que melhor expressam cada arquétipo é que sim, são minhas. Bem como as correspondências numerológicas em que incluí números os nove números da estrutura psíquica, mais números Mestres e números Kármicos que compõem as qualidades e os desafios de cada um dos quatro arquétipos!

Do Livro Rei, Guerreiro, Mago e Amante, 

de Robert Moore e Douglas Gillette.

O REI

Números: 1, 8

Números Mestres: 22/4. 33/6, 44/8

Número Kármico: 19/1

Ao longo da história, as culturas muitas vezes colocaram o rei no centro do universo. Dele irradiava toda a existência. Se você observar como as civilizações antigas estabeleceram suas cidades, muitas vezes vemos que a morada do rei ou líder ficava no centro.

Além de servir como centro geográfico de seu reino, o antigo rei também representava seu centro espiritual. Ele era o intermediário entre o céu e a terra. Por meio de seus poderes divinos, o rei trouxe ordem ao universo reconciliando forças opostas. Abundam os mitos de reis lutando contra criaturas demoníacas malignas e estabelecendo ordem no caos.

Quando um homem está vivendo o arquétipo do Rei em sua plenitude, ele sente esse mesmo poder centralizador dentro de si mesmo. Não que ele acredite que o mundo gira em torno dele, mas sim que sua confiança, propósito e bem-estar lhe dão um supremo senso de equilíbrio. Mesmo quando o mundo ao seu redor se torna caótico, ele permanece frio, calmo e controlado. Ele age, em vez de reagir. Ele é a rocha em uma crise. Um homem totalmente engajado com a energia positiva do Rei está completamente presente como homem. Por causa de sua posição no centro das coisas, ele pode examinar tudo o que está acontecendo, absorver tudo e então ter uma visão ampla das coisas. Essa perspectiva abrangente permite que ele permaneça imóvel diante do superficial e passageiro.

Decisivo

O Rei é o executivo dos outros arquétipos e, como tal, é encarregado de tomar decisões. Sua capacidade de ser decisivo está enraizada em duas coisas. Primeiro, quem ele é e o que ele representa; os valores centrais do Rei estão centrados em princípios firmes e imutáveis. Então, quando chega uma crise, ele não vacila porque já determinou o rumo que vai tomar. Em segundo lugar, o Rei tempera suas decisões com experiência. Suas experiências lhe dão sabedoria prática: o conhecimento de como fazer a coisa certa, na hora certa, pelas razões certas.

Íntegro

A palavra integridade está relacionada às raízes de palavras como “integrar” e “inteiro”. Em espanhol é traduzido como “integro”, que significa inteiro. A integridade, portanto, implica o estado de ser completo, indiviso, intacto e ininterrupto. A integridade é realmente o vínculo que mantém unidas as outras virtudes de um homem; é a marca de um homem que integrou com sucesso todos os bons princípios. Sua vida é um todo unificado.

Filipe II da Espanha (1527/1598), o Prudente, delegou o poder
ao irmão e ao filho, sem nunca deixar o comando. 
Dizem que nunca perdeu a calma e muito menos
 sua elegância... Foi chamado de "O Rei do Mundo".

O Rei não apenas integrou todos os outros arquétipos, mas também busca essa totalidade em outras áreas de sua vida. Ele conserta relacionamentos quebrados, mantém sua palavra, age com honestidade e assume a responsabilidade por suas ações. Ele é quem diz ser; ele não tem um conjunto de princípios para os domingos e outro para o resto da semana.

Protetor

Embora um homem possa não ser o líder de um país, ele certamente tem seus próprios reinos pelos quais é responsável por proteger – seja essa proteção física, mental, emocional ou espiritual. Se você é casado e tem filhos, sua casa é um reino, um lugar onde você quer se refugiar das influências negativas. O departamento pelo qual você é responsável no trabalho é outra esfera em que você trabalha para proteger seus funcionários de brigas internas, mediocridade e demissões. E sua própria psique e limites pessoais são soberanias que você deve proteger e defender com zelo.

Quaisquer que sejam seus reinos, quando você está acessando o arquétipo do Rei em sua plenitude, você faz o que precisa para protegê-los, e isso geralmente requer acessar a agressividade do arquétipo do Guerreiro.

Ordenador

Assim como esses antigos reis deram ordem às suas respectivas sociedades, também um homem que acessa o arquétipo do Rei estabelece ordem em sua própria vida e na vida daqueles ao seu redor. Vemos o Rei se manifestar em nós quando estabelecemos regras, diretrizes e princípios para os outros seguirem. Um homem que acessa a energia positiva do Rei não cria regras apenas para poder colher a satisfação de ver as pessoas obedecê-lo. Em vez disso, suas regras fornecem a estrutura que permite que outras pessoas floresçam. Descobrir como criar regras que ajudem em vez de atrapalhar o progresso das pessoas requer o tipo de reflexão ponderada que vem do acesso ao arquétipo do Mago.

Algumas das profissões onde o arquétipo do rei se realiza são a administração, o direito, o empreendedorismo de modo geral, e o gerenciamento de pessoas, operações de mercado e criação de soluções práticas para empresas ou grupos de investimento em qualquer área.

O GUERREIRO

Números: 4, 5, 9

Números Mestres: 66/3

Número Kármico: 16/7

Este arquétipo é o mais comum na representação da força do macho – física e mental. Guerreiros são lutadores associados a personagens positivos e negativos. Eles são agressores binários por natureza. Isso pode significar que eles usarão força bruta para lutar até a morte, para satisfazer seus egos ou para proteger suas comunidades. Eles usam sua força para o bem ou para o mal.

Bons guerreiros assumem total responsabilidade por suas ações e escolhas. Eles usam sua força de forma sábia e apropriada. Mas quando eles são suficientemente provocados ou sua comunidade está sob ameaça iminente, eles liberarão todo o seu poder em toda a sua fúria. Muitas vezes lutam por uma causa ou um ideal maior do que eles mesmos.

Guerreiros nem sempre precisam estar envolvidos em batalhas físicas. Qualquer conflito, violento ou não violento, é encarado pelos guerreiros.

Esse arquétipo nunca é complacente porque está sempre observando, observando, estudando e calculando as situações e seus ambientes. Ele não procura atalhos ou saídas rápidas quando as coisas ficam difíceis. Ele suporta a luta sabendo que ela pode render um resultado positivo no final.

Apesar de sua força, os guerreiros estão cientes dos limites de suas forças físicas, o que lhes permite avaliar com precisão os riscos. Eles também estão cientes da inevitabilidade de sua própria morte – real ou metafórica – que seria o fim do status social ou fim da vida.

Renovador

Histórias de guerreiros frequentemente exploram as interações da masculinidade geracional, seja por meio de pais e seus filhos, ou homens e seus aprendizes em seus clãs.

Ao derrubar seus pais que se tornaram velhos, decrépitos, ineficazes, duros ou corruptos, os filhos podem restaurar a paz e a justiça em suas comunidades.

Os filhos dos bons pais guerreiros são bem vistos quando descem do poder ou passam adiante. Eles se tornam veículos para seus atributos, conhecimento e sabedoria.

Musashi Miyamoto (1584/1645),
foi o maior samurai de todos os tempos!

O guerreiro bem-sucedido integra virtudes de coragem, flexibilidade e adaptabilidade. É decisivo e toma decisões rápidas e firmes com as informações de que dispõe. Ele não se demora.

Esse arquétipo toma decisões altamente consequentes em tempo real. Ele exige provisões mínimas e muitas vezes vive frugalmente – com poucas posses, poucas obrigações e poucos relacionamentos além de um pequeno círculo de confiança.

Se eles não conseguem superar um obstáculo, eles mudam rapidamente de rumo. Apesar de suas demonstrações abertas de raiva e força, eles permanecem sensatos em tempos de crise. Os contratempos são considerados par para o curso dos acontecimentos. Eles são os testes de seu caráter.

Disciplinado

Esses homens são altamente disciplinados. Eles treinam regularmente para a guerra, suas profissões ou qualquer atividade pessoal que os leve ao seu melhor através do hábito e determinação.

Guerreiros temperam suas emoções para alcançar clareza mental. Eles os possuem em abundância, mas sabem quando mascará-los para enfrentar a tarefa em mãos. Os guerreiros sabem que a emoção em momentos de estresse causa erros. A remoção da emoção excessiva durante as crises leva a uma maior autoconfiança. O desapego emocional permite que os guerreiros ignorem as opiniões dos outros e as limitações que essas opiniões carregam.

O medo é tanto seu inimigo quanto seu amigo. Muitos guerreiros optam rotineiramente por realizar uma missão perigosa ou enfrentar seus medos internos de frente para construir seu caráter. Os ataques permitem que os guerreiros construam sua resiliência.

Planejador

Guerreiros se conhecem – tanto de corpo quanto de alma. Eles têm um conjunto central de valores pelos quais vivem. Eles são implacáveis. Isso não significa que eles sejam rígidos em todas as crenças que mantêm. Se a situação o justificar, eles mudarão de ideia de acordo.

Guerreiros destrutivos também se enquadram nesta categoria.

Eles são divididos em destruidores criativos que destroem o antigo e o substituem por algo novo e melhor. Os senhores da destruição são tão sinistros quanto seus nomes sugerem. Eles são niilistas, do tipo de terra devastada, muitas vezes vistos em filmes de gângsteres. Eles estão associados à ganância, riqueza e poder. No entanto, eles também representam renovação e renascimento.

O arquétipo do guerreiro é muitas vezes contrabalançado com certos traços, incluindo sabedoria e intuição.

As profissões que melhor absorvem as qualidades do guerreiro são a carreira militar, as artes marciais, os serviços de segurança, e tanto o ambientalismo quanto o bem-estar animal, pois os guerreiros se sentem conectados ao coração selvagem das coisas - e não à toa muitos dos ativistas de proteção animal no Brasil são policiais. Os esportes e todas as atividades físicas de alta performance e superação também são afinadas com a energia feroz e disciplinada do guerreiro.

O MAGO

Números: 2, 7

Números Mestres: 11/2, 55/1, 77/5

Número Kármico: 13/4 

Como Moore coloca, “O Mago é o conhecedor”. O que ele sabe? “Conhecimento secreto e oculto de todos os tipos.” Embora esse tipo de conhecimento pareça muito esotérico, e pode ser, Moore está simplesmente se referindo a qualquer tipo de conhecimento que “não seja imediatamente aparente ou de senso comum”. É o conhecimento que você aprende em graus, seu domínio exige grande esforço e diligência, e a recompensa é ser capaz de habitar um reino ao qual o homem comum não tem acesso.

O Mago é um “mestre da tecnologia”. Quando os homens aprendem o conhecimento secreto de como o mundo funciona, e usam esse conhecimento para aproveitar suas leis, energias e forças para manipulá-los em ferramentas e sistemas práticos, eles estão acessando a energia do Mago. Inventores, cientistas e apenas simples funileiros são exemplos de “mestres da tecnologia". É engraçado como muitas vezes imbuímos nossos inventores e criadores mais famosos com qualidades quase sobrenaturais. Os jornais apelidaram Thomas Edison de “O Mágico de Menlo Park”, lendas surgiram sobre Nikola Tesla e seu poder sobre a eletricidade, e obituários recentes sobre Steve Jobs costumavam se referir a suas criações como quase mágicas.

Tornar-se um mestre da tecnologia não exige que inventemos um dispositivo como o iPad. Em vez disso, simplesmente precisamos criar. Há um conceito na tradição esotérica ocidental do Hermetismo de que o objetivo do homem deve ser viver o princípio de: “como acima, assim abaixo”. É um pouco semelhante à admoestação de Cristo na oração do Senhor para “fazer na terra como no céu”. Existem várias interpretações quanto ao significado de “como acima, assim abaixo”, mas a interpretação que eu gosto é que significa tornar nossos pensamentos amorfos, imaginações e sonhos uma realidade. Para isso, devemos usar todo o conhecimento e ferramentas à nossa disposição. Em suma, devemos nos tornar mestres da tecnologia.

Reticente

Na sociedade de hoje, a informação foi muito democratizada, e as pessoas esperam que tudo o que há para ser conhecido esteja disponível para todas as pessoas. Se você disser a alguém que determinado conhecimento é sagrado, secreto ou avançado demais para que eles entendam, eles geralmente ficam profundamente ofendidos e automaticamente assumem que você está tramando algo suspeito. Mas os grandes mestres ao longo da história compreenderam que o conhecimento e a verdade devem ser ensinados “preceito sobre preceito; linha sobre linha, linha sobre linha; aqui um pouco, e um pouco ali”. O aprendizado eficaz deve ser feito em graus – cada avanço é obtido pelo domínio da etapa anterior. Cada conceito se baseia no outro, até que uma pessoa tenha adquirido o conhecimento perfeito.

Aqueles que tentam pular no fundo do poço sem primeiro aprender a nadar podem se afogar. Por essa razão, os homens que acessam a energia do Mago são reticentes sobre o conhecimento que possuem, apenas compartilhando-o com o estudante sério que continuamente prova que é digno do conhecimento que busca.

Alquimista e Mediador Espiritual

Os alquimistas da antiguidade procuravam encontrar uma maneira de transformar os elementos mais básicos em ouro. E essa inclinação para transformar a orelha de uma porca em bolsa é uma corrente vital no fluxo de energia do Mago. Quando o arquétipo do Mago é integrado a um homem, ele procura maneiras de transformar situações decepcionantes e contratempos em oportunidades para aprender, crescer e se tornar um homem melhor.

Gérard Anaclet Vincent (1865-1916), mais conhecido pelo pseudônimo de Papus, foi um médico, escritor, ocultista, rosacrucianista, cabalista, maçom e fundador do martinismo moderno. Autor de "O Tarot do Boêmios", de 1889 e "O Tarot Adivinhatório", de 1909.

Como Moore coloca, o Mago “entende a ligação entre o mundo invisível dos espíritos – o Mundo Divino – e o mundo dos seres humanos e da natureza”. Como mediador entre esses mundos, o Mago tem a habilidade de explicar ideias espirituais complicadas de maneiras que outros podem facilmente compreender. Se você já conversou com um amigo que usou uma metáfora simples para resolver suas dúvidas, essa foi a energia do Mago em ação.

Iniciadores

Existem dois papéis principais pelos quais a energia do Mago flui – o iniciado e o iniciador. Ou em outras palavras, o mentorado e o mentor.

Como acabamos de discutir, a energia do Mago nos leva a obter conhecimento oculto. Mas ao contrário do ditado popular sobre mágicos profissionais – que eles nunca revelam seus truques – um homem verdadeiramente animado pelo arquétipo do Mago maduro está ansioso para se virar e compartilhar o que aprendeu com os outros. Ele deseja elevar o buscador sério e sincero ao seu nível.

É por isso que a falta de energia mágica na cultura moderna está realmente no centro das questões que muitos homens estão enfrentando hoje. Há uma falta de homens maduros que disponibilizaram um rito de passagem para iniciar outros homens no “conhecimento secreto” da masculinidade. Pais e avós, tios e primos, costumavam ensinar seus filhos e outros jovens a agir, vestir e se comportar como um homem. Mas muitos homens cresceram sem um mentor nos dias de hoje e, portanto, se sentem perdidos, sem direção e à deriva. 

E isso não só no âmbito social/comportamental, mas também Espiritual. Muitos homens despertam para a espiritualidade de forma autônoma e tão natural, quanto aprender a respirar mais lenta e profundamente para se centrar, a maioria, porém, carece de direcionamento como acontece com os atuais grupos de espiritualidade feminina. O homem comum precisa de suporte para acessar o arquétipo superior do Mago, assim como a mulher comum precisa de suporte para ancorar sua Bruxa interior. E isso só pode ser feito por outro homem!

A palavra chave do Mago é transformação, e os homens que vivem este arquétipo amadurecido são motivados pela ideia de transformar vidas e consciências. Assim o mundo científico/tecnológico, a medicina, a química, a física, e a engenharia em todas as suas as formas são seu palco. O ensino também, como são iniciadores, sabem do poder transformador da educação. Da mesma forma os temas complexos e profundos da ancestralidade como o saber oculto e a magia o atraem, e são veículos incríveis tanto para sua expressão quanto para o seu propósito transformador. Com o Mago acontece que quanto mais exercita sua mente poderosa tanto mais desperta sua intuição profunda, e muitas outras funções psíquicas. Por isso cabalistas, tarólogos, astrólogos, magos, xamãs, quirólogos, alquimistas, numerólogos, intérpretes de runas, I Ching etc. estão sob sua égide. Todos os sistemas de autoconhecimento, reflexão e despertar são do domínio deste arquétipo masculino. Sua mente é tanto científica quanto mística, e expressam isso muito naturalmente. Não por acaso surge hoje psicólogos, filósofos, físicos, médicos e matemáticos (todas expressões do Mago) unificando o pensamento Espiritual e científico em livros, palestras, seminários e blogs.

O AMANTE

Números: 3, 6

Números Mestres: 88/7, 99/9

Número Kármico: 14/5 

Quando você ouve a palavra “amante”, provavelmente pensa em romance e sexo.

Mas existem muitos tipos de amor – um amor pela família, pelos amigos, por Deus e pela própria vida – e o arquétipo do Amante busca apaixonadamente por todos eles.

O Amante é o arquétipo da emoção, sentimento, idealismo e sensualidade. Como a palavra “amante”, a sensualidade é frequentemente associada exclusivamente ao sexo, mas na verdade tem uma aplicação muito mais ampla. Ser sensual significa abrir e usar todos os seus sentidos em todas as áreas da sua vida – tocar, saborear, cheirar, ouvir e ver – ou em outras palavras – experimentar tantas dimensões da vida quanto possível, com a maior frequência possível.

Assim, quando um homem explora a energia do arquétipo do Amante, ele se sente vivo com energia e vigor e conectado ao mundo e às pessoas ao seu redor. Um homem em contato com o arquétipo do Amante sente profundamente, sejam esses sentimentos de alegria ou dor.

O Amante Espiritual

O Amante está sintonizado com as forças misteriosas subjacentes à nossa existência cotidiana; este é o arquétipo que alimenta a espiritualidade de um homem e aquele em que residem as Musas. Quando recebemos esses lampejos de inspiração ou faíscas de criatividade, essa é a energia do Amante se manifestando em nossas vidas. Um homem que leva tempo para desenvolver esse arquétipo experimentará esses palpites, insights e premonições com mais frequência do que os homens que não o fazem.

Um homem que desenvolveu plenamente o arquétipo do Amante em sua vida também costuma ser adepto da leitura das pessoas e das pistas sociais. Ele é empático com os outros e entende como se dar bem e se conectar com uma grande variedade de pessoas.

Totalidade

Por ser tão vivo e sensual, o Amante desfruta de todos os prazeres da vida, seja boa comida e bebida, belas artes ou belas mulheres. Este é o arquétipo que estimula nossos apetites. Mas essas fomes não são apenas por prazeres “básicos” como sexo e comida, mas por uma vida de significado e propósito. E ao buscar a liberdade para perseguir apaixonadamente esses fins, o Amante pode ver os limites e as regras como restritivos.

É por isso que o arquétipo do Amante tem uma relação única com os outros três arquétipos da masculinidade madura. Enquanto a energia do Amante procura ser ilimitada, os arquétipos do Rei, Guerreiro e Mago fornecem ao homem estrutura e disciplina. Assim, a paixão do Amante alimenta e potencializa essas três forças vitais e, por sua vez, elas canalizam e aproveitam a energia do Amante de maneira saudável e em direção a objetivos dignos.

A Criança Selvagem

Você pode encontrar o arquétipo do Amante em mitos e rituais que abrangem cultura e tempo. O deus grego Dionísio apresenta talvez o exemplo mais saliente. Dionísio era o deus do vinho, alegria, arte, paixão e sexo. Seus seguidores acreditavam que quando um homem ficava tão emocionado que parecia louco, Dionísio era o culpado. O festival anual realizado em sua homenagem a cada primavera era um ritual inspirado no arquétipo do Amante: muita bebida, muita dança, muito teatro e muito sexo.

Giacomo Casanova (1725-1798). O homem que nasceu para as mulheres. Apaixonava-se pela alma das mulheres mais do que por sua forma física.

Uma história moderna que exemplifica o arquétipo do Amante é Zorba, o grego. Zorba é um homem que vive a vida plenamente. Ele é terreno. Ele adora boa comida e bebida. Ele dança com o coração. Zorba entende que para um homem ser verdadeiramente livre, ele precisa ter uma vida emocional profunda; ele precisa de um pouco de loucura.

Esse é um homem que tem uma dose saudável do arquétipo do Amante em sua vida.

O arquétipo do Amante é geralmente o primeiro que se desenvolve em um homem. Olhe para a maioria dos jovens e você verá que eles são frequentemente governados pelo arquétipo do Amante apaixonado. Eles estão procurando novos e excitantes empreendimentos, desenvolvem relacionamentos românticos e sexuais intensos e estão cheios de idealismo juvenil. Suas experiências são marcadas por uma intensidade aguda.

O Amante é um ser em permanente interação com a vida e as pessoas. Se a palavra chave do Mago é transformação, a do Amante é conexão, e esta conexão não se dá só com pessoas, mas também com o corpo, a natureza, e o transcendente. Enquanto a conexão do Guerreiro com a natureza é de defesa e identificação a do Amante é de deslumbramento e inspiração. Enquanto a interação do Mago com o transcendente se dá através de propósitos bem definidos e do estudo profundo (intelectual e intuitivo), a do Amante passa por uma não mente, pois o seu caminho é devocional. Sendo assim iogues, meditadores, dançarinos (clássicos e sagrados), artistas e artesãos de todos os tipos, atores (e todos os artistas ou técnicos do teatro e da dramaturgia como um todo) são regidos por este arquétipo. Também modelos, maquiadores, cabeleireiros, assim como arquitetos, designers, cozinheiros, nutricionistas, personal trainers, terapeutas corporais... E todas essas atividades ajudam a canalizar sua natureza criativa, intensa e inspirada!

Leia também:

Números Mestres - Portais para a Transcendência 

Os Números Kármicos 




quarta-feira, 21 de julho de 2021

Sobre a Unidade da Vida


Estive revendo a série "Cosmos" do físico, astrofísico, biólogo e divulgador do pensamento científico Carl Sagan (1934/1996). Sagan era um ateu convicto e considerava todo o tipo de crença em divindades ou em um Deus criador fantasiosa, tal como o biólogo Richard Dawkins, autor do livro “Deus Uma Ilusão”. No episódio 2 da série Sagan conta a história do jovem imperador japonês Antoku, o 81º imperador da dinastia japonesa, que em 24 de abril 1185, em Dan-no-ura, foi afogado por sua própria avó para que não fosse entregue ao clã rival que pretendia dominar o Japão. Ela também pulou junto no mar. Os últimos descendentes do clã do imperador que sobreviveram se tornaram em sua maioria pescadores, e dizem que o jovem imperador sobrevive como um samurai que ainda vagueia nas profundezas do mar. Ele sobrevive nas costas de um caranguejo que tem marcas que lembram a do rosto furioso de um samurai. Sagan então indaga: “Como é possível que o rosto de um guerreiro fique marcado na carapaça de um caranguejo japonês?”. E ele mesmo, é claro, dá a resposta afirmando que fomos nós os humanos que fizemos isso... Como? 

O caranguejo com uma cara de guerreiro Samurai zangado.


Segundo o cientista os traços físicos do caranguejo são herdados geneticamente de seus ancestrais, assim como acontece entre nós humanos. Então há muito tempo atrás, antes dessa batalha, o caranguejo tinha um leve traço que se parecia com o de um guerreiro. Os homens então relutavam em comê-lo! Ao jogá-lo de volta ao mar, nós humanos teríamos dado início a um processo de seleção natural. E ele diz: “se você é um caranguejo e a sua carapaça é apenas comum, os humanos vão comê-lo, mas se você parece um pouco com um rosto eles vão jogá-lo de volta e você vai poder ter muitos caranguejinhos que vão parecer com você!”. Assim passadas muitas gerações de caranguejos e pescadores, os caranguejos com rosto humano aprimoraram esse traço genético e sobreviveram. Então esse traço hereditário nada teria a ver com o desejo do caranguejo, mas com uma imposição feita pelo lado de fora, ou seja, por nós humanos... Bem, já na época a teoria do renomado cientista me pareceu totalmente estapafúrdia! Pelo simples questionamento: Como os caranguejos saberiam o porquê de estarem sendo devolvidos ao mar? Não faz nenhum sentido pelo ponto de vista científico. São naturezas separadas e as motivações dos pescadores são totalmente intrínsecas, mitológicas e, portanto, subjetivas. Tal coisa só seria possível se houvesse uma conexão entre eles, mas essa conexão seria mística, muito antes de ser física. Ou, se mais uma vez quisermos colocar a ciência no meio disso tudo, podemos salientar que todos os seres vivos deste planeta possuem carbono em sua composição, o que nos conectaria de alguma forma fisicamente, mas haveria de ter algo maior que nos unisse. Na teoria espiritual seria nossa unidade divina transcendente esse elo perdido. Entendo que na visão de um ateu cético, que está querendo explicar o mundo pelo viés exterior, isso tudo pareça uma grande viagem! Mas para quem já estudou teorias antigas, que se parecem muito com as atuais teorias da física quântica, há uma noção de que tudo está de algum modo interligado dentro de um plano de consciência mais amplo e profundo. Realizar essa integração de consciência é o caminho do místico. Mas a maioria da humanidade vive alheia a tudo isso, e o atual estado do nosso planeta, sua devastação e sucessivas pragas que infestam a humanidade são a prova, e o pesado tributo, que pagamos por essa alienação. E para quem diga ah, mas eles (os caranguejos) já existiam lá! É verdade. Mas e o sincronismo de essa batalha, e o afogamento do imperador japonês, acontecerem ali? Com certeza não é um fato biológico também! Ou é? Trago esse questionamento não como um panfleto anticientífico, mas como uma validação do olhar do espiritualista que, mais uma vez parece nos conduzir a um caminho de maior equilíbrio, respeito à vida em todas as suas manifestações, e a uma real ascensão evolutiva para muito além do plano tridimensional...


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Tudo é Sagrado...


Tudo é sagrado, mas você não enxerga isto porque foi condicionado a ver o sagrado à parte do restante da vida. O sagrado não se limita aos templos ou aos ritos cerimoniais, nesses momentos é que ele está mais presente, mas saiba, porém, que o sagrado vive também dentro de todo ato feito com amor e consciência e a serviço da sua própria evolução e da evolução da espécie humana. Se todos fôssemos sacerdotes, oraculistas, curadores, ou magos que chato, e difícil, seria viver! A face de Deus possui uma emanação material tanto quanto imaterial e ela precisa ser cuidada. Orações, meditações e ritos são a contemplação de sua face imanifesta, por outro lado obras de arte como esculturas, poemas, pinturas e danças são expressões de sua porção manifesta. A ciência e as leis, por exemplo, têm suas bases nas reflexões mais profundas sobre o imanifesto. Assim o direito é uma expressão do sagrado manifesto porque nasceu da necessidade humana por equilíbrio e da sua busca pela verdade. O mesmo pode se dizer do comércio que nasceu da ânsia humana por comunicação e troca com outros povos, e assim por diante! Todas essas atividades serviram ao propósito humano por evolução tanto material quanto intelectual, e até mesmo espiritual. Foi assim que filosofias como o budismo e o sufismo chegaram ao ocidente, bem como as ideias de organização política e econômica chegaram ao oriente... 
Toda a atividade feita com consciência da importância do que se faz é um caminho de elevação espiritual. Isso não significa que você precisa, ou tem, de se afastar dos ritos que celebram o sagrado imanifesto, até porque você pode integrar sua sabedoria no que você faz, mas não significa que precise se tornar um sacerdote, um terapeuta ou bruxo, pois que o sagrado mora em tudo, e cada um de nós tem um papel específico a desempenhar no esquema da vida. Esta é a percepção mística mais profunda que você pode desenvolver! A ideia de que certas coisas são sagradas e outras não é simplesmente estúpida. Em seu livro “O Caminho do Guerreiro Pacífico” o escritor Dan Millman recebe ensinamentos espirituais de um mecânico de carros chamado Sócrates que mudariam sua vida! Porém, se ainda assim você não consegue enxergar o sagrado no que faz, ou ainda está ignorante sobre o seu papel na existência, isso significa que você precisa investir no seu autoconhecimento, isso é o que se costuma chamar de “O Caminho”.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Floral Não é Aspirina!

Um importante esclarecimento sobre a aplicação 
da terapia com florais...

Não restam duvidas que a utilização dos florais possa ser extremamente eficiente para a eliminação de sintomas físicos causados pelas enfermidades! Entretanto, essa não é com certeza a sua aplicação mais profunda, e muito menos a mais transformadora. A terapia floral é, como já se diz, um processo terapêutico, ou seja, uma utilização assistida dos remédios florais por um terapeuta, o que auxilia e impulsiona de modo bem vigoroso o processo de evolução pessoal! Utilizar as essências florais para aliviar dores de cabeça, dores musculares, etc é fazer uma aplicação alopática desse sistema. O que podemos encarar como um desperdício de suas melhores aplicações! Se como terapeutas holísticos somos motivados pela certeza de que todas as enfermidades, físicas ou psíquicas, são causadas por programações condicionadas de nossas emoções, como investir nesse método? A terapia floral é, antes de tudo, uma terapia da alma que viabiliza uma transformação da consciência, o que definitivamente não correrá simplesmente por se ingerir essa ou aquela essência floral. As fórmulas florais abrem novos insights perceptivos que se não forem desenvolvidos e ampliados dentro de sessões regulares com um terapeuta experimentado, simplesmente se perderão! O olhar de um terapeuta é mais do que um “olhar de fora”, é também um olhar por dentro, ou através de... A troca de percepções sobre as vivências proporcionadas pelo tratamento ajuda a sedimentar e estruturar os saltos perceptivos que a terapia abre, e assim transformá-los numa mudança real de paradigmas e de comportamento. Assumir um processo terapêutico não é para os fracos, é complicado, e um tanto longo e tortuoso sim, mas gratificante, profundo e efetivo. E realmente curativo, no sentido mais transformador da palavra! Agregar a terapia floral a sistemas oraculares e de autoconhecimento como o tarot, a astrologia, a numerologia, o eneagrama, entre outros é extremamente eficiente, pois que os arquétipos da alma revelam de modo direto os pontos a serem trabalhados na psique. Porém, ao recebê-los através de um desses atendimentos se a pessoa não fizer nada no sentido de assumir o trabalho profundo a ser feito a partir das informações obtidas, bem, então tudo terá sido um esforço que poderá causar sim alguma mudança, mas raramente uma transformação completa e consistente...

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Numerociência

Numerologia, Cultura 
e Desenvolvimento


A numerologia, uma porta para
a compreensão de muitos aspectos da vida!
Um exercício interessante, e que recomendo a todos os que se interessam pela ciência dos números a fazer, é olhar o significado numérico de palavras em diferentes idiomas! Isso nos auxilia a entender melhor a cultura de um povo no que se refere ao sentido intrínseco de uma atividade conforme o seu significado numerológico! Um bom exemplo disso é a palavra TRABALHO. Na língua portuguesa o valor desta palavra é 5, o que denota que para nós de ascendência cultural lusitana, o trabalho é algo que requer movimento e versatilidade para ser executado. O que por um lado pode trazer instabilidade aos resultados deste trabalho, por outro lado nos torna sobreviventes no jogo da vida! Em italiano trabalho é LAVORO, cuja soma numerológica é 11/2. Um número associado à inovação, à inventividade e criação em todos os sentidos. Os italianos precisam de um trabalho que os conduza também à inspiração. Vemos esse fato bem registrado na fama dos italianos de ter o melhor design do mundo e os maiores artistas plásticos que a humanidade já conheceu! Sem falar em sua tradição de elegância, com uma alfaiataria mundialmente renomada e uma extraordinária produção na indústria de artigos de luxo, de carros à moda feminina, cuja marca registrada é o acabamento impecável!
Italianos, os reis do estilo no mundo!
Mesmo aqueles que não trabalham nesse ramo de produção sentirão essa necessidade de fazer bem feito e de modo inspirado... Haja visto os caprichos da sua cozinha e artesanato! A raiz de 11, entretanto, é 2. O que traz imensa instabilidade aos resultados do trabalho. E o mundo ainda vê os incríveis altos e baixos que a economia e a política italiana sofrem ao longo de sua história. Na língua inglesa a palavra é WORK, cuja soma resulta em outro número Mestre, assim como em italiano. Work soma 22/4, que tal? Esta é a cifra dos grandes empreendimentos e dos grandes empreendedores! Para a cultura inglesa trabalho é algo para ser grandioso, gratificante e edificante em todos os sentidos. Vemos isso bem refletido na cultura americana que exorta seus trabalhadores a terem conquistas, a serem especiais, marcarem o seu tempo... E a abominar a mediocridade! Por outro lado a raiz desse 22 é 4, e vemos a mesma cultura americana cultuar a classe média, criar ídolos que são quase deuses para depois vasculhar sua vida íntima a fim de mostrar ao mundo que no fundo são só pessoas comuns. Bem exemplificado também entre os britânicos o que foi a perseguição, literalmente homicida, da imprensa à princesa Diana que culminou com sua morte num acidente de carro em 1991. Uma discrepância bem comum nesse número!
Amor, comum a todos os povos
mas com estilos diferentes.
Cansou de trabalho? Quem sabe um pouco de AMOR? Em língua portuguesa, tanto quanto na espanhola, tem como resultado o número 2, afetivo, próximo, íntimo demais. Pode ser um número romântico, mas instável com toda a certeza. Unimos-nos e desunimo-nos muitas vezes. Por ser uma cifra relacionada à memória e ao sentimento profundo há uma tendência a suspirar por aquele amor mal fadado... Tenha sido ele feliz ou infeliz. Que o digam o fado português e o samba canção brasileiro que em suas letras decantam amores sofridos e saudades infinitas. Para os franceses AMOUR que tem valor numerológico 5, um número ligado ao sexo e à aventura. Bem, isso tudo nos parece bem francês, não é mesmo? O velho povo da Gália desde sempre foi reconhecido por ser perito nas artes do amor e da sedução. A palavra bordel, inclusive, tem sua origem neste idioma, o que deixa transparecer que nem só de romance a aventuras pueris se constitui o espírito da intimidade desse povo, mas também da luxúria e do sexo casual. Não que tais coisas não ocorram em outras culturas, mas foi na cultura do povo franco que isso atingiu seu ápice em termos de expressão!


Paris, cidade símbolo de elegância e elitismo.

A proposta desse exercício é um mergulho na compreensão da cultura de um povo através de seu idioma, o que proporciona ao estudante dos símbolos numéricos uma ampliação das possibilidades de aplicação da numerologia, além de incentivar o próprio crescimento cultural e intelectual. O conhecimento oculto não se exclui de modo algum dos temas corriqueiros da vida. Pelo contrário, o abarca e o reveste de significados!
Para concluir vejamos o EU, a expressão do indivíduo. Para nós resulta em 8, a busca por um senso de correção e identidade muito baseado no sentimento de aquisição, posse e estabilidade. Na língua inglesa é I, que nada mais é que a letra “i” com valor numérico 9. O que nesse caso é um eu universal, que não se contém em si mesmo. E basta ver que a Inglaterra teve o maior número de colônias dentre todos os povos europeus, sendo que uma delas se tornou a maior nação do mundo (os Estados Unidos), o que fez que esse idioma se tornasse a língua comercial oficial e a mais falada do planeta! Mais tarde os mesmos norte americanos investem na ideia de que americano não é necessariamente aquele que nasce na América, mas aquele vive os ideais americanos, uma ideia totalmente compatível com os atributos de universalização e idealismo do número 9. Para os franceses JE tem valor numérico 6, uma cifra ligada à beleza, ao conforto e aos prazeres da vida, bem como a elegância e os hábitos sociais refinados. O pior aspecto desse número também se expressa na individualidade do povo francês que sempre foi acusado de elitista e protecionista quanto à sua cultura e idioma, e apego aos seus valores sociais. E que de fato o é!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O Mistério do Santuário do Roncador

Serra do Roncador (MT), ponto energético do planeta.

Ontem, dia 22/06/2014, assisti a reportagem do programa Fantástico, intitulada de Santuário do Roncador, e mais uma vez testemunhei um claro ataque e generalização ao termo “místico”, e às crenças espirituais da Nova Era. Uma comunidade chamada de Igreja Gnóstica vive no exato ponto do paralelo 15 no estado do Mato Grosso, que alega fazer curas orientadas por seres espirituais intra-terrenos canalizados por uma matriarca há cerca de trinta anos. O jornalista faz questão de salientar que a referida matriarca mal tem o ensino médio concluído, e que ela faz questão de ser chamada de “Deusinha”. Confronta as declarações dos sacerdotes da comunidade com médicos, um físico e uma sexóloga! A intenção de declarar que a comunidade é uma fraude é clara! Não vou aqui entrar no mérito de dizer de que se trata ou não de fraude ou curas legítimas, mas é curioso notar que nenhuma reportagem, quer seja da Globo quer seja de qualquer emissora, confronta com cientistas de áreas diversas os milagres alegados pelas muitas igrejas evangélicas que anunciam cura de tumores e outras doenças terminais em programas na tevê aberta! Isso sem falar que fizeram questão de entrevistar os visitantes da comunidade, mas não de colher testemunhos de curas recebidas por eles! Em trinta anos não houve nenhum caso? Se não, como a comunidade durou tanto e ficou tão famosa? Vale lembrar que as milionárias igrejas evangélicas compram espaços em diversas emissoras, menos na Rede Globo de televisão. A emissora tem seus próprios interesses no mercado de música gospel que, aliás, rende milhões!
A cura espiritual pode ter muitos enfoques.
Como disse não quero defender as práticas da comunidade gnóstica, até porque as desconheço em sua completude e de modo geral, dentro do que vi, discordo delas. Achei apenas que era necessário mostrar um outro ângulo, que evidentemente é ignorado pela maioria das pessoas! Sobre o castigado termo “místico” vale esclarecer que tem origem grega e se refere aos iniciados nos Mistérios de Elêusis. Mais tarde Santo Agostinho define místico como sendo aquele que busca uma experiência pessoal com Deus! Uma bela definição, que nos tempos atuais virou uma chacota comum ao definir pessoas que defendam crenças espirituais que não se enquadrem nos esquemas das religiões oficiais. Por isso uns se esquivam dessa definição, outros a assumem também como uma forma de transgressão, de sair do esquema massificado dos comportamentos sociais.
O pensamento místico é diversificado, e pode se expressar de muitas maneiras, mas de nodo geral segue duas correntes bem claras. Uma, bem representada pela comunidade mística do Roncador, que acredita e espera a intervenção de seres superiores para realizar curas e outros eventos transformadores na vida das pessoas! Essa orientação é muito antiga, remonta aos primórdios da civilização, quando o homem se via como um joguete nas mãos do destino e de seres superiores, e clamava por sua misericórdia. Então tudo era medido simplesmente em os deuses me amam ou me odeiam! Pois sim, havia os que se curavam, e sim também havia os que não se curavam! Muitos pensadores místicos, Mestres e Avatares vieram através dos tempos para aprimorar a relação do homem com o que ele mesmo definiu como a divindade! Muito embora a máxima “Conhece a ti mesmo e conhecerás os deuses e o Universo”, inscrita na entrada do templo grego de Delphos remonte há milhares de anos, o valor desse pensamento teve de ser esmiuçado, por assim dizer, por diversos orientadores espirituais ao longo dos tempos. Pois uma segunda corrente do pensamento místico acredita que nada ocorre fora de nós mesmos, e de que a divindade é uma força interior que quando acessada transforma a consciência e eleva a percepção e o entendimento a um nível de perenidade e compreensão da morte, e o do próprio sentido de existir.

O Ho'oponopono, somos responsáveis
por tudo o que vivemos!

Nessa corrente de pensamento nada ocorre por acaso, tudo está conectado de modo sincronístico. Todos os eventos desarmoniosos que sofremos foram causados por nós mesmos, consciente ou inconscientemente. Assim sua superação inclui a compreensão do que esses eventos podem nos ensinar sobre nós mesmos e nossos potenciais ou limitações! É bem verdade também que esta linha de pensamento místico é menos popular, afinal ela parece dar mais trabalho a quem já se sente debilitado e vitimizado pela vida!
Os que simpatizam com a primeira corrente de pensamento são os que vão consultar videntes, cartomantes e toda sorte de oráculos para ouvir sobre o seu futuro, como se eles mesmos nada tivessem a ver com isso! São os que buscam curadores ou templos de cura para que estes o libertem de seus males, dos quais se sentem simplesmente vítimas! Se o futuro é generoso, ou se eles se curam de seus males, então a vida e perfeita, mas eles mesmos não evoluíram nada, ou muito pouco com o que sofreram! Caso não tenham se curado, ou só o que lhes foi revelado pelos oráculos foram mais agruras, então sofrem em dobro sem entender nada do processo interior que os levou até aquele momento!

O solitário, mas recompensador,
caminho da auto-responsabilidade!

Os que simpatizam com a segunda corrente de pensamento procuram os oráculos como uma reflexão sobre seu momento de vida, estão abertos à proposta de avaliação das interferências de programações de memórias introjetadas no que estão vivendo. Procuram saber o que podem fazer para a situação através de suas próprias ações no presente. Fazem as perguntas certas, tais como: “o que isso que estou passando significa? Como pode me ajudar a crescer? O que preciso aprender com tudo isso?”.  Mesmo quando querem saber do futuro pedem conselhos sobre qual a melhor ação, interna ou externa, para alterar aquele estado de coisas! Essas pessoas procuram os curadores cientes de que elas mesmas possuem em suas mãos 50% de sua cura, e de que o resto é da competência do curador e do seu próprio comprometimento interno com a doença ou problema! Nesse caminho há mais lucidez e crescimento interior, bem como capacidade de transformar a própria vida assumindo o controle dela. Os instrumentos utilizados, como oráculos e terapias, não são vistos como muletas ou tábuas de salvação, mas como instrumentos de crescimento pessoal!
É bem verdade que esse segundo tipo de místico é mais raro de se encontrar conscientemente, mas ele existe e está despertando cada dia mais! Não graças, é claro, a ajuda da mídia atual que é o braço direito da sociedade utilitária de consumo, limitada e emburrecedora!

Assista a reportagem: Santuário do Roncador
Assista também esta reportagem, mais imparcial e completa, sobre os mistérios da Serra do  Roncador: Serra do Roncador - Ufos, seres intra-terrenos


sábado, 12 de março de 2011

Definindo Holismo



A palavra holismo deriva do grego “holos” que significa “todo”, portanto holismo é, por definição, uma filosofia de vida em que a totalidade da existência é levada em conta e tudo aquilo que foi dissociado em nossa cultura como sendo sem relação agora é visto como um conjunto indissociável. Como a máxima Mens sana in corpore sano, na citação do poeta Juvenal. Uma mente sã num corpo são, um influencia o outro. A consciência holística torna essa afirmação muito atual e verdadeira. Ondas de pensamentos destrutivos farão adoecer o corpo e comprometerão o espírito e assim por diante...
O holismo foi uma palavra que tomou força como avanço da Nova Era, pois esse movimento é caracterizado pelo crescimento integral da humanidade. Devido a isso temas tão aparentemente distantes como esoterismo, política e ecologia têm sido frequentemente tratados juntos em reuniões holísticas pelo mundo a fora. Para entender melhor a maravilha deste conceito é preciso ampliar nosso campo de visão: Todo o conhecimento esotérico visa devolver o homem comum a sua condição mais intrínseca, a de um ser livre que deve experimentar tanto as alturas mais elevadas do espírito e dos temas transcendentes quanto sua ligação com a natureza, da qual ele mesmo faz parte e da qual pode extrair valiosos ensinamentos. Basta lembrar que  a maioria dos sistemas oraculares, como o tarot e a astrologia, se baseiam nos quatro elementos naturais. Da mesma forma muitas filosofias místicas, como o zen budismo japonês e o taoismo chinês, extraem seus ensinamentos da observação pura e simples da natureza!
Um conceito de integração global.

Hoje os temas ligados à preservação do meio ambiente, bem como todas as áreas de atuação humana, dependem dos sistemas políticos! Os esquemas de ordem política não podem, por esse motivo, serem deixados de lado! Ao levantar a bandeira de um ideal coletivo estamos também expressando um ato político! Ao lutar pelo bem estar da família humana, a qual todos nos encontramos ligados por tanto tempo quanto dure nossa jornada terrena, estamos cumprindo uma atividade tanto espiritual quanto política, sem exaltar nem ignorar a importância de uma ou de outra! A política como um mero instrumento de poder é tanto vazia quanto nociva, pois destrói a consciência coletiva de proteção ao povo que a originou, além de servir ao ego doente de alguns poucos.
O holismo alarga nossos conceitos limitados de vida e nos coloca num patamar de responsabilidade sobre nós mesmos e sobre a vida sustentável neste planeta. A visão egoica do “tudo meu” deve dar lugar a visão comunitária do “tudo nosso” numa celebração da vida. Esse tipo de mentalidade é que inspirou o interesse moderno pelo xamanismo e o estilo de vida dos povos nativos, também chamados de primitivos, das Américas, Europa e África que viviam sob a égide da partilha comunitária com respeito total à natureza sem nunca esquecer o legado aos seus descendentes.
O conceito holístico encaixa-se perfeitamente dentro das qualidades arquetípicas do número cinco. Sua forma guarda a metade de um quadrado na parte superior com a metade de um círculo na sua parte inferior, unindo assim o material e o espiritual, o consciente e o inconsciente, e toda e qualquer realidade que pareça dispare num primeiro momento. O cinco é o número da exploração e integração da diversidade de experiência e realidades. No tarot corresponde ao Hierofante (O Papa), aquele que une o mundo visível ao mundo invisível dando um propósito à existência. Na astrologia é mercúrio, o grande comunicador que une as muitas verdades numa síntese perfeita! Esse planeta nos remete ao Deus Hermes da mitologia grega, o único que podia viajar às alturas do Olimpo até às profundezas do submundo do Deus Hades. O grande psicopompo, o que resgatava as almas.
Número cinco, um integrador de múltiplas realidades.

Respeito às diferenças de costumes, crenças e filosofias tornam o holismo não uma utopia, pois que não prega uma vida homogênea, mas sim um grande desafio onde toda uma cultura deverá ser revista e transformada em seus valores mais superficiais, mas estranhamente arraigados nesse início do século XXI.
O respeito ao indivíduo criará uma comunidade mais equilibrada, e um indivíduo disposto não só a entender, mas a respeitar e aceitar as diferenças existentes numa comunidade ajudará a criar uma sociedade menos violenta e muito mais tolerante. Se o dogma religioso for substituído por uma aceitação do espírito, que afinal pode se expressar em qualquer religião, teremos pessoas mais livres, satisfeitas e capazes de religarem-se a Deus independentemente do nome pelo qual o queiram chamar.

O Hierofante, arcano V, no Thoth Tarot de Aleister Crowley. 
Unindo os mundos e dando propósito à existência.

O holismo surge como uma necessidade intensa da humanidade em diminuir suas zonas de conflito. Preservar a própria sobrevivência com qualidade de vida, paz e prosperidade dentro de um novo modelo econômico que preserve a natureza, e permita aos outros seres vivos que também aqui habitam a ter a possibilidade de se desenvolverem e evoluírem enquanto espécies e não apenas de serem usados como comida, ou vitimados em esportes cruéis como touradas ou safáris!  A liberdade que esse extraordinário conceito traz, no entanto, depende do grau de interesse que cada um tem pela espiritualidade, pois como um tema transcendente ultrapassa os limites risíveis do nosso ego culturalmente limitado por conceitos sociais e estimula o autoconhecimento. Uma espiritualidade holística inclui desde a subjetividade das percepções místicas até a ampla pesquisa científica em diversas áreas, respeitando sempre as diferentes formas de perspectiva de ambas.