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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

O Princípio da Polaridade na Numerologia

 "Tudo é duplo; tudo tem polos; tudo tem seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus; extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."

O Caibalion

A dualidade é a essência da vida, que é feita de opostos que se complementam no momento em que a consciência se amplia ou amadurece. Até que isso aconteça a consciência ficará dividida e cada parte  reivindicará para si a totalidade da verdade, da razão, do equilíbrio e da justiça. Ao compreendermos as polaridades presentes também nas linguagens simbólicas, como o estudo dos números, e o tanto que agregam uma a outra, tanto mais fácil será interpretar a complexidade arquetípicas da jornada evolutiva da humanidade como um todo quanto de um único indivíduo. Abaixo apresento um breve relato da polarização no estudo numerológico, focando na luz e na sombra de suas características, deixando livre para que cada leitor relacione os números do modo que quiser aplicando sua própria introvisão no estudo numerológico.

Os números e suas polaridades:

Os números 1,3,5,7 e 9 são dígitos de vibração yang, masculina individual, racional/concreta, ativa, impulsiva e direcionada.

O 1 é líder, forte, focado, rápido mental e fisicamente, resoluto, integrador e convergente, seu impulso é de tomar a dianteira, dirigir o todo a uma nova fase ou visão; por outro lado é centralizador, precipitado, irritadiço, impaciente e errático.

O 3 é criativo, comunicativo, expressa ideias e planos de forma fluída, integra coisas aparentemente desconexas dando uma nova versão. É alegre, intenso, artístico, leve e afortunado; por outro lado pode ser imaturo, exagerado em tudo, e muito perdulário.

O 5 é aventureiro, curioso, versátil, sociável, simpático, sedutor, ama a mudança e o experimentalismo, e se delicia aprendendo qualquer coisa; na sua sombra é desfocado, instável, sem propósito interior, rebelde, revanchista e promíscuo em todos os âmbitos de seu interesse.

O 7 é um individualista espiritual/filosófico, observa a vida e as pessoas com interesse profundo, tem uma mente que integra o racional e o intuitivo, e apta a desvendar mistérios e complexidades, é crítico e criterioso na execução de qualquer coisa e preserva a sacralidade do seu espaço; na sombra é também antissocial, triste, sombrio e sem interesse pela vida.

O 9 é o líder altruísta, o incentivador de causas e de movimentos de transformação pessoal e global, atua na política, no ambientalismo, na espiritualidade aplicada, nas artes como um todo ou na filantropia; por outro lado pode ser fanático, obsessivo/compulsivo e autoritário.

Os números 2,4,6, e 8 são dígitos de vibração yin, feminina e coletiva, emocional/psíquica, passiva, receptiva e não linear.

O 2 é empático, intuitivo, mediúnico, afetivo, receptivo, acolhedor, envolvente, participativo e colaborativo, sutil, sensível, mnemônico, diplomático; por outro lado, na sua sombra, pode ser submisso, evasivo, covarde, rancoroso e apegado demais emocionalmente.

A empatia psíquica do número 2 tem
influência da sua regência lunar.


O 4 é ordenado, organizando, preciso, realizador, trabalhador, disciplinado, constante, confiável, leal, justo, simples e fácil de se tratar; na sombra é teimoso, tosco, irredutível, insensível, e limitado em suas percepções da vida.

O 6 é sociável, afetivo/familiar/comunitário, sensível à beleza e à arte, aglutinador de pessoas e ideias, ama o senso comum, e percebe a inter-relação entre as coisas tanto do ponto de vista espiritual quanto filosófico ou científico e quer explorar isso; por outro lado pode ser sensível demais às coisas, pessoas e eventos que o cercam, podendo ser conservador, e elitista.

O 8 é um líder democrático e organizacional, participa das determinações que ele mesmo aplica, é um progressista em todos os sentidos, um empreendedor nato, preocupado com a justiça e o desenvolvimento em tudo; sua sombra, porém, pode o tornar frio e obstinado demais, duro, autoritário e cruel.

Se você já possui intimidade com a linguagem dos números deve ter percebido que algumas cifras destoam do seu grupo. Os números 3 e 5 parecem muito receptivos ao seu entorno, e por isso mesmo influenciáveis em suas respostas a esse meio, e são mesmo! Muito embora isso tenha origem na sua busca cerebral por compreensão das coisas e de como se relacionar com elas. Da mesma forma os números 4 e 8 parecem lineares e racionais demais para estarem no contexto yin. Eles são muito duros e determinados para estar neste grupo. Porém, isso se dá porque sua emocionalidade é introspectiva e externam seu afeto proporcionando segurança e estabilidade, provendo os que amam, sendo leais, e estáveis na presença. Por essa característica que muitas obras são feitas por amor, por exemplo...
Não há nisso nenhuma incompatibilidade com a ideia de polarização e complementaridade. No próprio símbolo do tao aparece na parte escura um ponto branco, e na parte clara um ponto negro. Isso significa que cada porção tem uma parte de si que lembra ou reflete como o seu oposto. Algo como o bem tendo algo de maléfico e o mal tendo algo de benéfico, e isso é inevitável e é a vida!

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

As Idades dos Chakras

Chakras, centros de energia, 
consciência e transformação.

Há uma interessante relação entre a passagem do tempo e o desenvolvimento dos planos de consciência e sua relação com os chakras da filosofia tântrica da Índia. A cada ano, durante os sete primeiros anos de vida, vamos abrindo um dos sete planos de consciência a medida em que também nos desenvolvemos fisicamente. O mundo biológico e os planos sutis entrelaçam suas conexões a cada nova encarnação. Ao final de cada ciclo de sete anos repassamos cada um dos sete planos de consciência, e isso se dá inúmeras vezes da infância à maturidade, e assim até o fim de cada existência. Em poucas palavras somos chamados durante cada pequeno ciclo de um ano a retomar a função central e equilibrada de cada um dos fluxos energéticos que sustentam nossas vidas neste planeta, a fim de que possamos evoluir nas expressões mais elevadas de cada uma dessas frequências. A seguir uma breve relação das regências e influências de cada chakra, no plano físico, mas sobretudo no âmbito psicológico e energético. Essa relação não define de modo nenhum toda a profundidade e abrangência deste tema, mas pretende apenas uma ilustração da relação entre os planos físico, psicológico e espiritual. Sugiro aos leitores que pesquisem mais sobre o tema dos Chakras e suas relações com a vida prática da humanidade em sua escalada evolutiva.

1°) Muladhara Chakra (Terra) – localizado entre o ânus e os órgãos genitais é o Chakra da estrutura do corpo, ossos, carne e pele. Rege a conexão com o corpo e os instintos básicos de sobrevivência, bem como da sexualidade animal que detém em si um poderoso vórtice de energia que se elevado proporciona a elevação da consciência. Esse vórtice de energia adormecida é a Kundalini. Enquanto o fluxo deste Chakra não é equilibrado as necessidades básicas de sobrevivência são afetadas e a sexualidade tem sua força pervertida ou desequilibrada. A posse, a ganância e materialismo exacerbado são frutos desse desequilíbrio.

– Idades do Muladhara: 1, 8, 15, 22, 29, 36, 43, 50, 57, 64, 71, 78, 85, 92, 99.

Nesses períodos estamos desenvolvendo nosso sentido de segurança e autopreservação. A criança sente o impulso natural de se alimentar e se proteger. Corre de sons e formas que pareçam ameaçadoras. O adulto começa a repensar seu sentido de valor pessoal e de segurança, tanto financeira quanto emocional. Há também a possibilidade de mudar hábitos, sobretudo de saúde e alimentação, liberar apegos ou reafirmar valores esquecidos, ou ainda agregar novos. O corpo físico pode exigir cuidados que podem incluir dietas e atividade física, como também balanceamento energético, conexão com a terra e a natureza como um todo.

2°) Svadhisthana Chakra (Água) – Rege órgãos e glândulas reprodutoras no plano físico, e a interação com os outros e o mundo ao redor. Como sua regência é da água, simboliza nossas emoções e o quanto são estimuladas nas nossas interações. Quando em desequilíbrio nos tornamos muito reagentes aos estímulos externos e vulneráveis demais às demandas energéticas e emocionais vindas de fora. Esse Chakra fala do prazer da troca e do convívio íntimo, bem como do descontrole emocional e das relações de interdependência ou não, nos afetos. Este é o Chakra que revela se nos tornamos ou não permeáveis ao mundo e o quanto.

– Idades do Svadhisthana: 2, 9, 16, 23, 30, 37, 44, 51, 58, 65, 72, 79, 86, 93, 100.

Nesta fase começamos a estabelecer conexão com as coisas e as pessoas do nosso meio, fazendo experimentos de interação, descobrindo o que nos dá prazer e o que nos repugna. A forma de se relacionar pode mudar significativamente na vida adulta, abrindo ou fechando o campo pessoal às interações com os outros. A expressão da afetividade através da interação física também sofre alterações. A descoberta de como podemos viver de forma mais prazerosa a vida, tanto na intimidade quanto na rotina dos afazeres mundanos e concretos também sofre alterações. É o primeiro plano criativo, é aqui que se aprende adaptação ao outro.

3°) Manipura Chakra (Fogo) – Este é o Chakra solar, e rege nosso poder pessoal e autoconfiança. No corpo rege o aparelho digestivo, e o fogo gástrico. Quando nos posicionamos no mundo e nos sentimos capazes de enfrentar as demandas da vida com total confiança em nós mesmos e em nosso potencial é nele que focamos. O sentido mais consistente de identidade pessoal e conexão com o poder do fogo interior da vida. Com a plenitude desta consciência conseguimos nos posicionar diante de situações que exijam uma atuação mais firme e contundente de nossa parte. Rege o intelecto, o ego, a força de vontade e a luta pela sobrevivência no dia a dia.

– Idades do Manipura: 3, 10, 17, 24, 31, 38, 45, 52, 59, 66, 73, 80, 87, 94, 101, 108.

A afirmação do eu se manifesta nesse período, a criança aprende a diferenciar o que é o eu e o outro. Da mesma forma o adulto reforma, ou reafirma, seu modo de se colocar na vida, e delimitar seu espaço de atuação. A consciência deste chakra está muito relacionada ao plano da sobrevivência, do trabalho e do como queremos ser vistos no mundo. Tem direta relação com a autoimagem, e do quanto nos empoderamos, ou nos enfraquecemos, e com como o mundo exterior reage ao que somos e fazemos. Durante este período pode acontecer uma reconstrução da imagem, do trabalho e daquilo que conhecemos como nossa expressão no mundo!

O Eterno ciclo de nascer e renascer,
a saga humana pela evolução da consciência
e a libertação da roda de Samsara.

4°) Anahata Chakra (Ar) – Este é o Chakra que interliga os planos superiores aos inferiores. Rege coração e pulmões. É o ponto da consciência do amor pleno sem cobranças ou expectativas quando está na sua potência superior. Ativa a capacidade de dar completamente a uma causa, fé ou pessoa sem restrições. O tipo de amor relatado aqui não tem a ver com as regras do ego carente e manipulativo. Sua função no sistema físico/energético é justamente acumular e distribuir para os outro Chakras do corpo a energia vital (prana) que fui juntamente com o ar que respiramos. É a abertura irrestrita à vida e ao próximo.

– Idades do Anahata: 4, 11, 18, 25, 32, 39, 46, 53, 60, 67, 74, 81, 88, 95, 102, 109.

Se no segundo plano aprendemos sobre adaptação e conexões primárias e instintivas, aqui as conexões mais profundas são estimuladas. O amor, ou a ausência dele, são intensamente refletidos aqui. Nesse período a criança aprende sobre amar e ser amada e como comunicar isso às pessoas do seu convívio. Aprende também sobre entrega e confiança, e a falta desse aprendizado desestruturará os vínculos deste adulto. Nos adultos é hora de pensar o significado e o valor das relações interpessoais mais profundas, bem como a empatia com o sofrimento dos seus semelhantes. Da mesma forma revê o quanto se deu de coração a causas ou pessoas.

5°) Vishuddha Chakra (Éter) – Este é o plano da comunicação e dos julgamentos que emitimos sobre as coisas da vida. Rege a garganta, nariz e ouvidos. É o centro da expressão criativa em sua totalidade. Músicos, compositores, oradores, e comunicadores de forma geral tem este Chakra forte. Esse é um importante ponto de expressão do “Eu”, por isso também associado à confiança em si mesmo, e seus julgamentos da realidade. Este chakra está muito associado ao modo com que nos expressamos na vida e ao tanto que confiamos nesse modo ou maneira de ser. Quando bem equilibrado traz a capacidade de ser firme e verdadeiro, mas também suave e gentil.

– Idades do Vishuddha: 5, 12, 19, 26, 33, 40, 47, 54, 61, 68, 75, 82, 89, 96, 103, 110.

Este é o plano da comunicação, da criatividade e da expressão para o mundo das ideias e das nossas criações (a comunicação em todas as suas manifestações). É quando a criança começa a desenhar e querer escrever e falar com todos que a cercam. A busca da expressão em todas as suas formas. Na vida adulta tem a ver com rever nossa forma de se expressar e refletir sobre o que temos comunicado para o nosso meio, e como isso afeta nossa realidade. Este é muitas vezes, um ciclo de mudar formas e expressão ou descobrir novas. Coisas como novos talentos aptidões ou campos de interesse que reestruturam de algum modo a nossa vida e consciência.

6°) Ajna Chakra – Rege a hipófise e a parte frontal do cérebro.. Este é o Chakra da iluminação da consciência, sede da alma e o portal da Consciência Superior. É a abertura do dom da intuição que é o guia Superior da consciência que revela a verdade por trás das aparências deste mundo concreto, e também da vidência que são as imagens da visão interior que revelam o porvir e a verdade oculta. Com este Chakra desperto podemos, enfim, atingir a revelação do propósito de nossa existência! Paradoxalmente rege a mente concreta e objetiva. A razão plena, clara e lúcida de si mesma. Esse Chakra tem duas pétalas que simbolizam os poderes racionais e mediúnicos da mente e da consciência humana.

– Idades do Ajna: 6, 13, 20, 27, 34, 41, 48, 55, 62, 69, 76, 83, 90, 97, 104, 111.

Neste plano de consciência é que se desenvolve as aptidões do intelecto e das visões superiores do mundo imaterial. Nessa fase a criança tanto aprende a discernir sobre alguns fatos do seu mundo próximo quanto exercita sua capacidade de imaginar, ou visionar, as coisas que quer para si. Para a vida adulta esta é a fase de ampliar nossas visões de mundo, novos aprendizados ou o despertar para novos planos de consciências antes ignorados ou negados. O despertar da visão interior, da intuição ou outros dons psíquicos, como também da intelectualidade profunda e do conhecimento acadêmico se dão neste período. É a visão do todo e da integridade da Vida!

7°) Sahasrara Chakra – Rege a glândula pineal e a integração dos hemisférios do cérebro. Este é o Chakra da integração corpo, mente e espírito. É a conexão da consciência humana com o Infinito, o Grande Mistério, o Sagrado ou Deus... Rege a inteligência aguda, a memória profunda e o foco pleno. Quando desperto as perspectivas sobre a vida se tornam claras e positivas. Toda a crença no mal ou na injustiça são substituídas por um sentimento de que tudo corre dentro de um plano de perfeição Superior, com um propósito evolutivo ainda que incompreensível num determinado a nós dentro de um certo período de espaço tempo. Traz a serenidade dos santos diante dos reveses da vida...

Idades do Sahasrara: 7, 14, 21,28, 35, 42, 49, 56, 63, 70, 77, 84, 91, 98, 105, 112.

Nesta fase da vida a criança demonstra imenso interesse pelo seu meio e expressa um desejo intenso de interagir ajudar ao próximo. É quando elas expressam um sentimento de totalidade com a sociedade em que vivem, e também com a natureza! Já nessa fase da vida o adulto se questiona sobre o seu papel na vida das pessoas que ama, da sua comunidade e até mesmo no mundo! Revisa suas realizações e se questiona se há outras no porvir. Nesse período há uma ruptura com as realidades vividas até então, e a busca por novas realizações e espaços para auto expressão. Espiritualidade ou ampliação das perspectivas de vida despontam nessa fase da vida.

Leitura: Chakras - Centros Energéticos de Transformação, de Harish Johari. Edit. Bertrand Brasil, São Paulo 1994.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

A Nova Espiritualidade

 

A espiritualidade despojada do Oriente,
totalmente focada na libertação
da consciência das
limitações da mente.

O nosso modelo de espiritualidade perigosamente se afastou do Oriente e migrou para o Ocidente, e para os Estados Unidos para ser mais claro! Os grandes Mestres da Índia e do Japão, não trabalharam por notoriedade, mas por um real despertar da consciência de si mesmos e de todos aqueles que deles precisassem. Suas reputações atravessaram o tempo e a história pelo brilhantismo de suas visões, e ensinamentos. Foi nos Estados Unidos que surgiu a ideia de "guru da moda", de celebridade metafísica. Aos poucos os novos gurus norte-americanos começaram a vender a ideia de que evolução espiritual é igual ou equivalente a evolução material. Os grandes "mestres" de lá se vangloriam de seus milhões de livros vendidos, dos carros importados que colecionam, e de suas mansões na Grécia, Havaí e outros locais paradisíacos! Num mundo agonizante, onde recursos naturais estão escasseando a proporções escalafobéticas, eles convencem à humanidade a sonhar com carrões, mansões e coisas caras porque somos merecedores, porque não devemos aceitar viver na escassez. De repente uma vida digna não é mais o suficiente! Algumas filosofias espirituais são tidas como uma culpa espiritual introjetada, que somos muito mais, e mais uma miríade de besteiras materialistas, consumistas e nada produtivas do ponto de vista do crescimento interior. 

Claro que ouve, e há muitas grandes e significativas contribuições, mas ter uma cautela com as teorias e terapias que vem de lá é mais do que recomendável! Existe hoje na América uma "indústria da cura" e muitas dessas novas terapias que prometem elevação espiritual, liberação do Karma, desbloqueio da intuição, e acesso à quinta dimensão são um engodo descarado! Uma mentira que se alimenta da preguiça humana por esforço real para se libertar das limitações condicionadas, e confrontar sombras íntimas! Esse mercado entrona e derruba seus gurus/estrelas com muita rapidez e frieza, pois o mesmo mercado precisa de novidades para vender livros, seminários e workshops. Duvido que alguém com menos de 50 anos se lembre de Chris Griscom. Ela foi a guia espiritual da Shirley MacLaine nos anos 80, e ficou mundialmente conhecida ao ser citada pela atriz no livro "Dançando na Luz" de 1987. Chris continua viva e realizando seu lindo trabalho! Em 1985 fundou o “The Light Institute of Galisteo”, no Novo México/EUA, e a “Escola Nizhoni para a Consciência Global”, inspirando pessoas a procurarem o sentido de suas vidas e o que têm para oferecer ao mundo. Entretanto hoje ela é uma ilustre desconhecida das novas gerações, muito embora seu trabalho seja tão necessário ao mundo hoje quanto foi no passado... Por outro lado o trabalho de Ramana Maharshi (1879/1950) segue mudando vidas e abrindo mentes, embora não esteja na lista dos mais seguidos no Instagram, ainda influencia artistas e místicos do mundo todo que divulgam seus ensinamentos, como o cantor Krishna Das!

Ramana Maharshi (1879/1950), Mestre indiano
cujos ensinamentos inspiram e libertam
mundo afora até hoje!

Mais do que nunca é necessário que cultivemos reais valores e cultura espirituais! O Oriente e seus Mestres têm muito a nos ensinar... E para quem pense: "Ora, mas eles vivem em sua maioria em pobreza e ignorância!", sim eles têm desafios. Os Estados Unidos são a nação mais violenta dos países industrializados, os maiores consumidores do mundo de cocaína, heroína e opioides em geral. Os maiores poluidores. Um país que fomenta e se alimenta das guerras do planeta vendendo armas sofisticadas. Onde virou rotina um aluno entrar atirando e mantando numa escola pelo território nacional... Isso é mesmo preferível? Todas as nações possuem deficiências sociais e também potencialidades culturais diferentes entre si, e é isso que deve ser levado em conta! 


quinta-feira, 7 de março de 2019

Desenvolvendo a Intuição...

Ativando o Guia Interior

A intuição é uma habilidade humana que pode sim ser desenvolvida, porém, é sempre bom ter em mente que há pessoas que parecem possuir um infinito poder intuitivo espontâneo, que se expressa de muitos modos, com muita precisão e muito naturalmente. Mas ainda assim isso é para poucos, e mesmo essas pessoas podem aprimorar os seus talentos.
Sempre fui muito intuitivo, mas igualmente racional e crítico demais, custei primeiro a confiar na minha intuição, e depois conhecê-la mais profundamente. A intuição tem peculiaridades de pessoa para pessoa. Umas são muito boas em perceber fatos físicos, como o mal estar de alguém ou sentir que esta pessoa não está bem muito antes de ela manifestar os sintomas. Outros são bons em captar sentimentos e intenções ocultas, e avaliar um caráter com pouco ou quase nenhum amparo da mente analítica. Outros conseguem perceber o desfecho de uma situação, quase como um oráculo vivo, são capazes de dizer a direção que uma pessoa ou situação tomará sem nenhuma informação prévia. Há aqueles que possuem uma intuição mais voltada para questões organizacionais, sabem quando tem um problema num sistema do qual conhecem o funcionamento, mas ainda assim percebem a desarmonia sem com que nenhum distúrbio aparente se evidencie. Muitos contadores, auditores, técnicos de informática e computação possuem esse viés intuitivo, mas como veem a si mesmos como racionalistas, nem supõe que na verdade são mesmo intuitivos. E, por fim, há os intuitivos sensitivos que percebem as energias de ambientes e pessoas, e se “contaminam” com tais energias. Muitas vezes essas pessoas são chamadas de médiuns, e orientadas a se desenvolverem...
Erroneamente se acha que todo intuitivo tem potencial para ser um consultor holístico, um oraculista (tarólogo, cartomante, astrólogo), ou curador! E isso faz com que muitas pessoas se afastem de atividades que favoreçam o desenvolvimento das suas habilidades intuitivas. A percepção intuitiva é um guia interior para a tomada de decisões sobre nossas vidas, nossos relacionamentos e caminhos de crescimento, e abarcam todas as áreas do interesse humano. Ninguém precisa deixar seu trabalho para se tornar um místico, curador ou paranormal. Executamos nossa missão de vida em muitos âmbitos. Uma regra absoluta, porém, é de que o desenvolvimento intuitivo requer disciplina, dedicação e introspecção.

Três Dicas para o 
Desenvolvimento Intuitivo


1º - Saia da zona de conforto que você escolheu! Pautamos comumente em nossas vidas por fazer sempre uma mesma coisa com o objetivo de nos tornarmos o melhor naquilo que fazemos, e atingir o sucesso. E não há nada de errado com isso! O sucesso vem mesmo da prática contínua, e da dedicação e estudo constantes, e ao atingirmos o sucesso em nossos campos de interesse mais pessoas além de nós mesmos são beneficiadas. Um cabeleireiro que atinge a perfeição consegue ajudar a autoestima de seus clientes, um chef de cozinha consegue resgatar memórias afetivas, e proporcionar prazer e satisfação numa refeição solitária ou em parceria. Um tarólogo consegue trazer entendimento sobre uma situação impulsionando a transformação de seu cliente, um bailarino traz inspiração e enlevo ao seu público, e assim por diante. O sucesso nunca fica só com quem o atingiu, mas se expande para o mundo! O que fica perigosamente limitante é quando não nos proporcionamos outros interesses que nos desafiem, com o objetivo de expandir nossa consciência sobre a vida. Costumamos assim desviar de áreas em que não nos reconhecemos como competentes, evitando o fracasso e a frustração. Bem, eles realmente podem ocorrer, mas se perseverarmos no caminho do nosso desafio isso pode ampliar nosso potencial criativo tanto quanto nossa percepção intuitiva. Muitas vezes a inspiração intuitiva se apresenta quando estamos mais necessitados de orientação. Esses desafios podem ser coisas simples como fazer trabalhos manuais, desenhar, cozinhar, dançar, fazer jardinagem ou qualquer coisa que faça com que digamos a nós mesmos: “Nossa, eu não sou bom nisso”. Você pode descobrir que não é tão ruim assim, e adquirir um hobby interessante e envolvente, ou achar uma vocação oculta. O modo como cada pessoa corta o cabelo, cozinha, lê tarot ou dança é moldado intuitivamente, não importa de onde veio a formação, todos nós acabamos por misturar as instruções passadas por nossos mestres ao modo como percebemos a disciplina que desenvolvemos. Acontece naturalmente, é intuitivo, e a intuição é um fenômeno natural. Pense nos navegadores mais primitivos como os polinésios e os vikings, descobriram novas terras se lançando mar adentro, sem nenhuma informação prévia. Apenas observando as direções do sol, do vento, sombras refletidas nas nuvens, as estrelas, e o voo dos pássaros. A falta de conhecimento não foi empecilho para que seguissem adiante, não é mesmo?

2º - Daí vem a segunda dica: Contate com a natureza, somos parte dela! Acredite ou não estamos em constante troca com as energias dos elementos naturais do nosso meio ambiente (a Terra). É clássica a figura do escritor que se muda para uma casa na praia ou para uma cabana nas montanhas para escrever seus livros. Os artistas sabem intuitivamente que essa interação com o meio natural costuma ser inspiradora de algum modo. Somos parte dos ciclos naturais, e a maioria de nós se esqueceu disso completamente. Saiba que quanto mais urbano você é menos acesso à sua intuição natural você terá! A vida na cidade está transbordando de distrações, pessoas grudadas em seus celulares e tablets não olham mais sequer para o céu. Há, inclusive, pessoas que creem que no inverno escurece mais cedo porque não há o horário de verão... Isso mesmo! Não possuem nenhuma observação da direção do sol nas estações, nem no modo como ele entra pela janela de suas casas. Essa alienação é que faz com que nosso mundo esteja de tal modo depredado, e faz com que postagens sobre ecologia e degradação do meio ambiente mal atinjam meia dúzia de curtidas nas redes sociais, enquanto as de gatinhos e cachorrinhos recebam centenas ou até milhares. Como se fossem coisas não relacionadas entre si.

3º - Cultive o silêncio, os ruídos do mundo são uma forma de distração a que estamos todos submetidos. Não tema ficar a sós com seus próprios pensamentos. Muita elucidação pode vir disso. Se não consegue esvaziar a mente em estado de vigília, ou seja, parado, o faça dinamicamente. Cozinhe, varra a casa, caminhe botando atenção plena no que faz. Esvazie a mente o máximo que puder até amadurecer o estado de meditação. Não se acomode no “eu não consigo”, lembra do que falei antes no primeiro item? Dedicação e empenho! O silêncio é o caminho para ouvir a voz interior da intuição profunda. O problema é que as pessoas temem o silêncio por temerem na verdade ouvir seus próprios pensamentos ruminantes e, geralmente, muito negativos. Para ficar no silêncio não brigue com sua mente, deixe esses pensamentos passarem como as folhas arrastadas por um rio, ou como imagens que passam numa tevê sem volume. Não discuta, apenas siga o silêncio. É na profundidade do silêncio que a mente não linear salta! Como naquela história zen budista em que um rei disposto a testar o quanto seu cofre era inexpugnável coloca os três homens mais sábios do seu reino dentro dele, e eram eles um matemático, um filósofo e um místico. Quando fecha a porta os homens se colocam a avaliar o problema. O matemático faz cálculos de probabilidade, o filósofo vê-se diante de um enigma, e o místico logo após avaliar a situação e concluir que nada podia fazer, senta-se no chão e começa a meditar. Depois de um tempo o rei reaparece e diz: “Ué? Ainda aqui? O vencedor já saiu!”. Na cerimônia do grande vencedor os outros dois candidatos se apressam em perguntar ao místico: “Como conseguiu?”, ao que ele responde: “Não sei, apenas desisti e comecei a meditar, e quando enfim cheguei ao silêncio da mente, uma voz veio lá do fundo e disse – saia, a porta não está trancada – e eu saí!”. Esse é o poder do silêncio.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Astrologia & Numerologia - Semelhanças e Diferenças...


Definições e Diferenciação


A Astrologia é o estudo da posição dos astros na hora do seu nascimento, que segundo os astrólogos fica marcado indelével na alma de cada pessoa como um registro da proposta cósmica de sua existência para este mundo e a presente encarnação. A dinâmica astrológica consiste no estudo constante dos movimentos dos planetas no céu e sua atuação sobre o mapa natal que está permanentemente configurado dentro de cada um de nós. Assim sendo quando o planeta Júpiter, por exemplo, entra em um determinado signo ele faz aspectos com os planetas que estão no mapa natal causando efeitos sobre a vida e personalidade que podem ser observados mês a mês. E a cada ano quando o Sol entra no grau exato em que estava no dia do nosso nascimento, entramos no que os astrólogos definem como nossa Revolução Solar. Uma espécie de renascimento, não de um novo mapa, mas de uma nova proposta cósmica existencial para aquele ano entre um aniversário e outro.
A Numerologia é o estudo do conjunto vibracional das letras do seu nome que são classificadas dentro de uma escala numérica, como as notas musicais. Vem daí a tendência de a maioria dos numerólogos dizerem que nosso nome é um mantra que ao ser repetido do nascimento ao fim da vida, vai manifestando as qualidades expressas pelos números pessoais no mundo físico e, portanto, na realidade de cada um. Também dizem os numerólogos que os números de sua data de nascimento definem as características das vivências que cada indivíduo atrairá para si ao longo de sua vida, como uma jornada de evolução. A combinação dos números do nome mais da data de nascimento apontam também para a proposta da alma para a presente encarnação. A dinâmica numerológica vem do estudo dos quatro grandes períodos de desenvolvimento humano conhecidos como Ápices ou Pináculos. Cada Ápice ou Pináculo tem períodos de tempo bem definidos, e diferentes para cada pessoa, pois que são calculados a partir da data de nascimento. O número do Ápice sinaliza uma busca da alma durante o período de tempo determinado, e para cada Ápice há um número de Desafio que representa o bloqueio ou fraqueza a ser trabalhada durante esse mesmo período. Existe também a regência das letras, que são símbolos fonéticos e, portanto, também vibracionais. E os ciclos de um ano chamados de Ano Pessoal, que duram também de um aniversário a outro e definem o espectro de vivência dentro desse período de doze meses.

Semelhanças

Tanto a Astrologia quanto a Numerologia procuram realizar uma síntese da personalidade humana em seus potenciais e desafios, bem como sondar qual proposta de vida cada pessoa traz para este mundo, como uma forma de realização pessoal, e ao mesmo tempo um acréscimo para a evolução planetária. Estes são sistemas simbólicos que estudam a proposta do ser para o tempo de uma vida, e não momentos específicos ao longo dessa jornada como outros sistemas oraculares como o Tarot, o I Ching, a Cartomancia etc. Tanto a Astrologia quanto a Numerologia lidam com eventos maiores e com períodos de tempo mais amplos, ao passo que os sistemas antes citados trabalham com eventos menores e com períodos de tempo mais breves, com a vantagem de que podem descrever não só o que ocorre ou ocorrerá, como também os sentimentos e pensamentos envolvidos em cada evento. Nem o estudo dos astros ou dos números pode fazer tal coisa, mas podem revelar com mais precisão talentos e vocações, como também mostrar as tendências naturais ao se procurar um parceiro amoroso, grupos de afinidade social ou política, ou mesmo na construção de uma família.
Esses dois sistemas, Astrologia e Numerologia, são mais aptos a descrever o que seria o seu caminho ou destino ao trilhar por este mundo, mas ambos não conseguem definir o grau de maturidade de uma alma. Assim sendo, nenhum dos dois pode garantir que você terá ou não a capacidade de viver o melhor do seu mapa (astrológico ou numerológico) ou de evitar o que ele tem de pior! Isso dependerá totalmente da sua capacidade e disposição em conhecer a si mesmo, de ativar os recursos internos e externos para a transformação de sua consciência e do mundo que o cerca.

Vantagens e Desvantagens

A grande vantagem que a Astrologia tem sobre a Numerologia está na sua capacidade de detalhar um espectro variado de possibilidades psicológicas, nas vivências e relações desenvolvidas, a partir dos desígnios do mapa natal. Através das posições de Sol e Lua, por exemplo, pode se avaliar a interação entre ego e sentimentos, ou consciente e inconsciente. Ou nas relações Saturno Lua revelar as possíveis interações afetivas com pai e mãe, e de que modo isso interfere na percepção individual sobre família e vínculos íntimos. As direções apontadas pelo estudo numerológico fazem mais referência a como se percebe a realidade, e como se pode transformá-la a partir de uma ação direta. Diante de um número de Desafio de vida 1, por exemplo, não se furte a assumir o controle de sua própria vida, você deve temer o confronto e todo o inconveniente que ele traz, mas se não o fizer outros farão e tudo o que lhe restará será o papel da vítima que diz: “Todos querem me controlar!”. O resto dos números do seu mapa numerológico pessoal mostrarão a intensidade com que isso acontece, e onde!
Entende-se bem, partir disso, o porquê de a Astrologia ser a favorita de terapeutas de todo tipo como guia em seus trabalhos de imersão na alma humana, e a Numerologia ser a preferida no meio empresarial, para seleção de pessoal e na avaliação de marcas e produtos!
A grande vantagem da Numerologia sobre a Astrologia está justamente em sua essência, enquanto tudo o que os astros podem fazer é apontar possibilidades e tendências, que terão de ser tratados posteriormente de outras formas, o estudo dos números oferece a possibilidade real de ativar potenciais íntimos e de transformar desafios através da harmonização do conjunto vibracional dos números do nome de batismo. A esse processo se deu o nome de harmonização do nome ou harmonização da assinatura. Assim a Numerologia oferece um recurso em si mesma para mudar a realidade pessoal, elevando desafios e limitações, e os transformando em virtudes! Esse recurso é muito antigo, aparece nos relatos bíblicos e já era utilizado por rabinos cabalistas como recurso até para tratamento de saúde.
É sempre bom ressaltar que essa “superioridade” é meramente teórica, sendo que os desígnios tanto astrológicos quanto numerológicos passam pelo talento do intérprete, sua acuidade mental e intelectual, bem como por seu amadurecimento pessoal e espiritual, e isso faz toda a diferença! E tanto é que há uma gama imensa de numerólogos que se utilizando do estudo dos números terapeuticamente assim, como há inúmeros astrólogos que se utilizam dos astros para empresas e para especulações na Bolsa de Valores. Toda técnica tem limites sim, mas ao ser combinada ao gênio humano os limites tendem a diminuir ou a desaparecer, e as possibilidades ampliam-se ao infinito!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Esotérico ou Exotérico?


Pitágoras, pai do Esoterismo.
Foi na escola do sábio filósofo e matemático grego Pitágoras, situada em Crotona durante o século VI A.C, que nasceram essas palavras que mudariam para sempre a história da humanidade! Os alunos eram divididos em dois círculos diferentes, o exotérico (círculo exterior) era aquele em que os iniciados recebiam instruções diretas de mestres aprovados pelo próprio Pitágoras, e o círculo esotérico (círculo interior) que era formado por aqueles que recebiam as instruções diretamente dele!
Com o tempo o esotérico e o exotérico misturaram-se à cultura popular e permearam setores do saber científico e acadêmico com médicos, filósofos e físicos que se dedicaram ao seu estudo. E passaram a definir coisas bem diferentes no âmbito das disciplinas que visam a transformação do homem.

- O ESOTÉRICO - 

O primeiro abarca todo o conhecimento superior que objetiva o conhecimento de si mesmo, em potenciais e limitações, para que a personalidade atinja o seu ápice, ou mesmo sua transcendência. Assim o conhecimento esotérico dirige-se a uma parte transcendente que habita dentro de cada ser humano através do autoconhecimento. As muitas doutrinas que se assemelham ao conhecimento esotérico, ou que se originaram dele, usam termos diferentes para essa parcela superior do ser. Fala-se em Divindade Interior, Cristo Interno, Buda Interno, Centelha Divina e assim por diante. Milhares de anos depois C. G. Jung denominou a este processo de Individuação.


A viagem da alma representada na sequência de imagens
do Tarot... O caminho de individuação do ser...

A Astrologia, a Alquimia e o Tarot são sistemas simbólicos em que esse processo de individuação é representado. No I Ching, há cerca de três mil anos, surge o termo Homem Superior para definir essa parcela da consciência, ou o próprio homem que já a tivesse atingido. Buda, quase na mesma época de Pitágoras, surge no Oriente ensinando que todo o sofrimento cessa apenas quando desenvolvemos a consciência e deixamos as ligações com o nosso pequeno "eu", ou o nosso ego. O caminho esotérico, porém, está longe de ser fácil ou rápido, mas em última instância é o que funciona de modo mais profundo e permanente.

- O EXOTÉRICO - 

O caminho exotérico por sua vez, relaciona-se ao emprego de todo o conhecimento que visa melhorar a vida exterior do homem, sua saúde, condição financeira, desenvoltura social e assim por diante. Isso tudo sem com que haja necessariamente uma transformação interior. Muitos dos sistemas esotéricos podem ser aplicados exotericamente e servir para este fim, e alguns bons exemplos são a Numerologia empresarial, a Astrologia financeira, a Yoga laboral, e assim por diante! Imagino que alguns estejam arregalando os olhos agora dizendo: "Ah, mas isso é superficial" é, por um lado é sim, mas pode ser bem eficiente por um tempo! O que não pode é você achar que isso substitui o trabalho interior mais profundo. Ou se convencer de que já fez algo assim por um por um tempo, que foi bom e que basta... Legal! Mas saiba que o autoconhecimento não tem fim, como bem nos disse Jiddu Krishnamurti. É verdade também que você só irá procurar novas formas de autoconhecimento e terapia quando sentir necessidade, o que significa que isso ocorrerá quando você tropeçar de novo numa limitação pessoal que emperra sua vida interna ou externa, e sentir que não pode removê-la sozinho, simplesmente conversando com um amigo, ou participando de workshops de fim de semana! Nesse momento você então estará pronto para o verdadeiro trabalho esotérico de transformação interna.

Numerologia empresarial, uma aplicação exotérica
do estudo dos números...

Pode acontecer de que você já tenha feito isso uma vez, e talvez não se sinta mais motivado a buscar o mesmo terapeuta ou recurso terapêutico, tudo bem! Por isso existem tantas práticas holísticas à disposição hoje em dia, muito embora eu aconselhe a sempre buscar o consultor, terapeuta ou oraculista, em que você confie. Se não para consultar e tratar, que seja para obter indicações.
O importante mesmo, e é o que busco atingir com este texto, é que se saiba a diferenciação entre o que é esotérico e exotérico, e tentar acender uma luz para você quando precisar de um ou de outro, sabendo exatamente o que esperar.

- ALERTA - 

Para finalizar quero salientar que não se trata de optar entre um ou outro, pois se você opta pela senda exotérica exclusivamente então você irá continuar preso à uma consciência egoica que muito é dirigida pela mente grupal, de consumo insaciável, competitividade constante e, portanto, de depredação dos recursos deste planeta! Por mais abominável que eu ache alimentar a cultura da desconfiança no próximo eu digo: Desconfie sim de qualquer técnica que diz resolver rápida e profundamente qualquer questão íntima que o incomoda e limita ao longo da vida, ela com certeza pode ser um bom curativo, mas nem de longe é uma cura! E, principalmente, tenha cuidado com essas terapias ou doutrinas que dizem que você pode ter tudo o que sempre sonhou em termos de riqueza, luxo e prazer. Lembre-se de que apenas cerca de 2% da humanidade detêm 95% de toda a riqueza deste mundo, e ainda assim atingimos níveis alarmantes de extinção de espécies animais e vegetais, envenenamento das águas de rios e mares, do solo e do ar, que também envenenam nossa comida e nossa saúde consequentemente. Agora imagine se 50% da humanidade tivesse essa riqueza baseada em consumo desenfreado do novo, de onde tiraríamos os recursos? Consumo consciente e responsável é o caminho. Cuidar deste mundo também faz parte do seu processo de cura, pois é aqui que se dará toda a sua evolução nessa dimensão, simples assim!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Numerologia e Psiquismo...

O simbolismo dos números está presente na
cartomancia tanto quanto em muitas
outras mancias milenares...
Gostamos de pensar na numerologia como um sistema racional de estudo dos temas esotéricos, e de fato, de todos os sistemas simbólicos de autoconhecimento, sondagem do futuro e averiguação de temas do oculto, a numerologia é o mais próximo do homem comum! Não requer cálculos complicados, e pode ser feita em qualquer lugar se valendo apenas de papel e lápis, ou mesmo escrevendo com um graveto na areia, ou com um pedaço de carvão na pedra... Se for mesmo necessário lançar mão desses recursos. Não necessita de um baralho específico como no caso do tarot, nem de complexas tábuas para cálculo como na astrologia. Sua execução é simples e precisa. Além do que sua simbologia não é tão complexa quanto a dos dois sistemas simbólicos antes citados, mas que pode nos proporcionar respostas tão exatas quanto eles!
A cartomante com as cartas
de baralho comum,
um código simbólico
que amplia seu psiquismo.
Com isso, as pessoas que olham de fora veem o numerólogo como um racionalista metódico que sabe exatamente o que os números dizem a respeito da vida e da personalidade das pessoas. Que não há nada de "místico" no seu ofício. Bem, já disse isso uma porção de vezes, e vou repetir de novo: O sistema numeral é altamente místico, haja visto a Cabala (ou Kabbalah), que é todo um código numérico que relaciona o homem ao Universo, e a Deus em sua interação com esses elementos e consequente evolução, e que já foi a espinha dorsal do judaísmo primitivo. O poder dos números é o poder de ser a única coisa criada pelo homem (ou inspirada e ele) que tange o infinito, e quem sabe a Deus! Por isso os sistemas numéricos de origem esotérica não podiam ser anotados, ou seja, registrados, pois não era admissível que fossem repassados a homens comuns, seria a profanação de sua sabedoria, sacralidade e mistério. Claro que todo esse desejo de proteção acabou fazendo com que segredos muito mais profundos, tanto sobre o aspecto esotérico dos números quanto da aplicação da matemática, ficassem nas mãos de poucos e acabassem se perdendo. Portanto, há sim numerólogos que podem experimentar com os números uma abertura de canais psíquicos como intuição profunda, e até mesmo clarividência, ou clariaudiência. Os símbolos muitas vezes servem para abrir o psiquismo nato do sensitivo, porém considero que todo o talento mediúnico natural deva ser temperado com um conhecimento bem consistente da origem, história e aplicação esotérica dos números. Isso definitivamente não atrapalha a vidência de ninguém, pelo contrário! Os dons ou talentos psíquicos, se preferir, são muitas vezes influenciados pelo estado de humor do médium, o que pode comprometer bastante o seu trabalho de canalização das informações captadas do campo energético do cliente. Quanto mais se utilizar do conhecimento dos números, e agregá-los ao trabalho, tanto mais pavimentada será a estrada que leva a decifração das mensagens contidas nos números que cada pessoa carrega em si e que são, em última instância, seu código psíquico. Aos que duvidam que o estudo dos números possa inspirar tanto assim devo lembrar certas mancias milenares que têm todo o seu simbolismo inspirado em números como a cleromancia (adivinhação por dados), a cartomancia (adivinhação através das cartas de baralho comum), e a dominomancia (que é a adivinhação se utilizando das peças de dominó!).

A Cleromancia, a adivinhação por dados, seu uso
foi registrado os entre romanos e os vikings...

Por outro lado não acho que seja, de modo algum, imprescindível que um bom numerólogo tenha quaisquer dons psíquicos para executar um bom trabalho. O que ele precisa sim é de um conhecimento bem estruturado, e de muita prática! Nenhum talento natural, por maior que ele seja dispensa a experiência, não tem jeito! Também vale dizer que os dons da mediunidade podem sim dar maiores detalhamentos, aprofundar certos aspectos, mas não representam necessariamente mais espiritualidade, e muito menos mais maturidade espiritual. Vidência e outros atributos do tipo podem ser muitas vezes armadilhas bem perigosas para que o ego se espraie, e crie os "donos da verdade" que perdem completamente o propósito de libertação que todas as ciências ocultas carregam em si! Este texto procura romper com um duplo preconceito: 1º de que numerólogos não podem ser sensitivos, e 2º que só a mediunidade é um caminho seguro para um trabalho com o mundo dos símbolos! Trata-se apenas de um modo característico de trabalhar, e não de uma vantagem. O importante para o numerólogo, quanto para qualquer intérprete dos símbolos da alma, é ter bem claro qual o propósito do trabalho que ele realiza, o significado que tem para ele mesmo e o que pretende passar para cada pessoa que contata com ele através desse ofício que escolheu para si, seja ele remunerado ou não! Talvez caiba extinguir mais esses dois preconceitos, um de que um trabalho precisa ser cobrado para ser sério, e outro de que por não ser cobrado exige menos comprometimento, de que é uma brincadeira. Você pode brincar com os símbolos, mas eles ignoram isso e sempre respondem ao inconsciente de modo preciso. Lembre-se disso!


PS: Importante ressaltar que indivíduos de grande evolução espiritual acabam desenvolvendo incríveis habilidades psíquicas, destaco apenas que o contrário não é verdadeiro, ou seja, ter mediunidade nem sempre significa que já se atingiu maturidade espiritual...

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sobre Ocultismo & Espirituaidade


As ciências ocultas e seus 
sistemas simbólicos
de compreensão 

da vida e do destino.
As ciências ocultas são muitas vezes vistas, erroneamente, como simples técnicas de qualidade de vida. Os sistemas oraculares como o tarot, a astrologia, a cabala e também a numerologia são sistemas simbólicos de estudo e reconhecimento do destino humano, sua personalidade e do reconhecimento dos padrões internos de comportamento adquiridos na infância desta vida ou em existências pregressas. De reflexão sobre a vida no presente e no futuro, e uma avaliação da proposta da alma para a presente encarnação! A espiritualidade não é, como supõe muitos, a adesão a uma ou outra filosofia religiosa. É, antes de tudo, a busca pelo próprio sentido universal da existência como um todo e também da sua própria existência. As filosofias espirituais como o budismo, a teosofia, o espiritismo, por exemplo, representam visões diferenciadas sobre como se dá o percurso e o provável encontro dessa busca. Como também o fazem as religiões monoteístas institucionalizadas que apontam diretrizes bem definidas sobre onde encontrar a salvação! E que quase nunca tem a ver com uma compreensão individualizada sobre o próprio destino.
Os sistemas esotéricos de estudo da personalidade e do destino humano como a numerologia, a astrologia e o tarot são justamente os recursos inspirados ao homem para que pudesse interagir com as forças da natureza e da psique. Além de compreender o que, enfim, veio fazer aqui e o motivo último de as coisas serem como são em sua vida! O que nem sempre resulta em respostas agradáveis ou fáceis. É bem verdade que há aqueles que fizeram destes estudos meros instrumentos adivinhatórios que apenas mostram como as coisas estão e vão ficar em seguida. Ou seja, que nada acrescentam de fato ao processo evolutivo que estamos cumprindo neste mundo. Tenho dito sempre que querer sondar o futuro é legitimamente humano, e não há nada de errado no trabalho oracular. Ele só não pode ser o único caminho a ser seguido. Costumo dizer que é como ganhar um avião de última geração e ter a “grande” ideia de usá-lo apenas para explorar sua cidade! Entendem o que eu quero dizer?
Muito já se falou de que a espiritualidade é o caminho do místico, e que consiste em comungar com o divino através da oração e da meditação. Já o caminho do ocultista é uma constante investida para se descobrir os planos superiores do destino (através dos oráculos), e tentar forçar uma mudança dos fatos (através da magia). Considero essa perspectiva bem ultrapassada! Acredito num terceiro caminho onde o ocultismo e a espiritualidade se fundem. 
Existe ainda, é claro, aqueles que se dividem quanto ao caminho do desenvolvimento interior, no que hoje podemos definir como os religiosos e os espiritualistas. 
A espiritualidade é um caminho múltiplo e com muitas possibilidades e expressões, que de modo algum podem ou devem ser determinadas por ninguém mais além do próprio buscador!

O homem, uma unidade composta
por múltiplas possibilidades!

Para alguns o encontro interno com sua essência espiritual passará por religiões institucionais e por dogmas pré-estabelecidos. Para essas pessoas fazer parte de um grupo com propósitos e crenças bem definidos traz alento e permite o seu acesso à divindade interior. Ainda que para a maioria dessas pessoas a divindade seja uma entidade externa permanentemente entronizada e distante!
Para outros a busca espiritual passa por muitos caminhos livres e flexíveis, e comumente solitários, onde não há homogenia de pensamento ou crenças. Por outro lado, há a uma profunda consciência de si mesmo e uma intensa busca por autoconhecimento! Conhecer a si mesmo é o meio mais seguro para se libertar das mentiras programadas pelo sistema social sobre quem somos ou deveríamos ser. O que impede a consciência de comungar com a consciência espiritual, ou divindade interna, que nos habita.
Para os religiosos esse caminho pode acontecer, porém de modo mais árduo, pois para eles seu encontro deverá se dar dentro dos dogmas e crenças que professa. Mas se sua natureza se contrapõe a esses dogmas e crenças só restam duas possibilidades: ou um colapso interior, ou uma supressão da natureza original.

A trilha espiritual de um novo tempo,
um longo caminho na busca da própria ascensão.

No caminho da espiritualidade interior não há crenças, nem respostas rápidas ou prontas. Não há um livro onde se possa consultar sobre qual o melhor caminho a seguir, há a busca por sua própria verdade, e a coragem de assumir suas posturas por si mesmo. Aí é que as ciências ocultas como a numerologia e suas irmãs mais próximas, a astrologia e o tarot, entram com a possibilidade de dar ao indivíduo a oportunidade de aprender sobre si mesmo, suas capacidades, limitações e o quanto ele corrobora ou dificulta seu próprio processo interior de desenvolvimento e maturação pessoal e espiritual.
Muitas vezes nossas percepções sobre nós mesmos podem estar muito exatas, mas parecem discrepantes em relação ao meio em que vivemos. Os símbolos podem apenas nos confirmar de que sim estamos certos! E isso é libertador. Outras vezes temos uma visão de nós mesmos totalmente errada, criada pela opinião de pais, parentes, amigos etc que se apoia apenas nos valores e visões dessas pessoas. O que não necessariamente é a verdade! Tenho muitas histórias desse tipo. O cara tido como louco porque via coisas, e que a família chega cogitar uma internação, mais tarde descobre que é um médium. A menina taxada de estranha, ou uma CDF introvertida, com seus cadernos e anotações que é uma talentosa poetisa, e assim por diante. Essas pessoas vieram de um meio que não soube valorizar ou reconhecer suas expressões de alma, mas elas descobriram isso por si mesmas, após uma leitura de seu mapa natal, numerológico ou astrológico, ou de uma consulta aos arcanos do tarot! Não é raro que suas expressões intrínsecas sejam justo o caminho que as levará ao seu despertar e encontro espiritual. Sinto que é por isso que elas chegam até nós e que é para isso que estas ciências/artes ocultas existem; facilitar o acesso à livre expressão da alma e suas manifestações para que esta siga seu processo de busca e comunhão espiritual.