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segunda-feira, 6 de março de 2023

O 15 - O Número da Lua Cheia

O 15 é o número da Lua cheia, pois em um mês sinódico de 29 dias, no décimo quinto dia é Lua cheia. Em culturas antigas e matriarcais, que concediam à Lua a maior honraria, o ápice de sua floração e brilho era um bom motivo para se comemorar, talvez até um dia sagrado, e o 15, um número sagrado. Assim, ele era considerado na Suméria e na Babilônia o número da deusa do amor e rainha dos céus, Inanna (Ishtar). Na medida em que os valores solares emergentes suplantaram os lunares, antes sagrados, todos os atributos da noite foram taxados de nebulosos e nocivos, e o maior corpo celestial foi maldito.


Por isso, não nos surpreende encontrar no Tarot o 15 como o número do DIABO. Ele também representa o número de desejos pecaminosos da carne que Paulo enumerou em sua carta aos gálatas (Gal. 5:19-21).

O DIABO

Uma interpretação esclarecedora vê na famosa Tabuada da Bruxa Goethe (Fausto I, Cozinha da Bruxa) instruções para se formar um quadrado mágico com esse número 15 demoníaco na soma transversal.
Pelo fato de o 15 ser a soma dos cinco primeiros números (1 + 2 + 3 + 4+ 5 = 15), e ser assim um "grande cinco", não surpreende que ele assuma também a ambivalência do número 5. Assim como a estrela de cinco pontas pode representar tanto algo bom quanto ruim, o 15 possui também um polo claro e um escuro. O lado claro desse número simboliza que se alcançou o ponto máximo, que se escalou um pico. Assim, a décima quinta estação da Via Sacra é a ressurreição, para a qual não se precisa de nenhuma ilustração.

O caminho para o Templo de Jerusalém passava por quinze degraus. Cada degrau correspondia a um dos quinze salmos dos degraus ou ascensão (salmos 120-134), que os devotos cantavam ao subir degrau por degrau em sua peregrinação para Jerusalém. Esse simbolismo torna-se mais evidente no caminho de Maria para o templo. Segundo o Evangelho apócrifo de Tiago, Maria foi levada ao templo por seus pais Joaquim e Ana quando tinha 3 anos, e lá permaneceu durante nove anos até o seu noivado com José. Nas pinturas sacras existem inúmeras ilustrações sobre esse tema, que mostram como a pequena Maria subiu os quinze degraus do templo para se dedicar à grande tarefa que tinha pela frente. Ao subir esses degraus ela se torna, de certa maneira, a Lua cheia, o símbolo da mulher e mãe totalmente desabrochada, pois, como Mãe de Deus, ela mesma passa a ser mais tarde um emblema do templo (Mãe Igreja), que traz o Divino para o mundo. Por Maria reunir em si, sob diversos aspectos, o simbolismo lunar das grandes rainhas celestes dos tempos antigos, não é de se estranhar que o número da Lua cheia esteja relacionado com essa consagração.

O Diabo, do Tarot Namur.

Como 3 x 5, o 15 também faz a ligação entre o 3 divino e o 5, o número dos homens. Essa ligação encontra-se nos quinze mistérios do rosário, que o fiel reza dez vezes, e que o faz recordar os 150 salmos.

A maturidade que a Lua cheia atinge no décimo quinto dia, assim como o fato de ela depois minguar e desaparecer, é evocada no conto de fadas "A Bela Adormecida" que no seu aniversário de 15 anos encontra a chave para a porta proibida. Contudo, passam-se cem anos até que a Bela Adormecida seja beijada e acorde. A Lua, entretanto, surge novamente já no décimo sétimo dia depois da Lua cheia.

*Extraído do Livro "Simbolismo e o Significado dos Números", de Hajo Banzhaf. Editora Pensamento, 2009. 

terça-feira, 21 de abril de 2020

O Simbolismo do Número Doze


Não tão aclamado na tradição oculta quanto o 10, que é considerado símbolo de perfeição, elevação e totalidade, desde a escola pitagórica até a escola cabalística, o 12 é uma cifra que também possui em si mistérios místicos que merecem ser conhecidos. Entretanto, é preciso entender a cifra entre esses dois números para se ressaltar a importância do 12.
O número 11, situa-se além da cifra da perfeição de Deus, o 10. Por esse motivo muitos cabalistas o consideram um número de pecado e perversão. Hajo Banzhaf diz: “A palavra ‘Elf, onze em alemão, originou-se da palavra ‘einlif’ do alto alemão, que significa ‘um além’, ou seja um a mais que o dez”. Nada há para além do 10 que representa a totalidade da criação de divina, e a perfeição dos Dez Mandamentos! O 11 é o número da sephira de Daath (cujo significado é Conhecimento), que representa o fruto proibido. Outros veem no 11 o homem tornado Deus, e interagindo ativamente com sua presença sagrada para cocriar a realidade que o cerca. Por isso ele é um dos mais poderosos Números Mestres, é a cifra dos que nascem com o desejo de inspirar, orientar, instruir, e estimular o crescimento das pessoas, além de possuir conexão com níveis superiores de consciência que trazem inspirações, visões astrais, intuições profundas e acesso a Voz Interior vinda do altíssimo. Com a possibilidade de atuar em campos como a arte, a política, a espiritualidade, o ensino e a comunicação em todas as suas formas. O 11 é a cifra do EU maior empoderado e ativo no mundo...


O rei Arthur, líder de um grupo de cavaleiros míticos
que dedicaram suas vidas à busca do Graal...

O 12 vem justamente quebrar a fluência desse poder. Esta é a cifra do sacrifício voluntário, do olhar sobre outra perspectiva a essência das coisas. Enquanto o 11 quer atuar o 12 quer servir. Este é o número de meses do ano e dos signos do zodíaco, que mais que uma representação mandálica das qualidades primordiais às quais servirão ao homem em sua trajetória evolutiva e mais ainda à vida na Terra, é um grande calendário celeste. Cada uma dessas qualidades simbolizam aspectos essenciais à manutenção e evolução da vida, tanto do planeta quanto da humanidade. A palavra sacrifício, sempre tão mal recebida, significa literalmente “tornar sagrada a obra”, e tem muito a ver com o quanto aos entregamos nos processos em que nos envolvemos. A dedicação a algo tem tudo a ver com sacrifício, tem a ver com estudo, aprofundamento, investimento, e tempo! O tempo é justamente a única coisa que não se pode recuperar, e ninguém pode ser ressarcido do tempo que dedicou a algo. Tempo é vida! Há uma estreita relação entre este número e o tempo, como os 12 ponteiros do relógio, que contado duas vezes percorre as 24 horas de um dia.  A passagem do Sol por cada um dos 12 signos representa justamente a passagem das estações dentro da corrida cronológica, e para cada pessoa que nasce com a representação dessa passagem em si é proposto o desenvolvimento de uma consciência. E assim em sucessivas reencarnações passaremos por cada um dos doze signos, até nos livrarmos da roda das encarnações! Um canceriano, ou seja, uma pessoa que nasceu no momento em que o Sol transitava na parte do zodíaco que corresponde a Câncer, veio nesse mundo para aprender a lidar com seus sentimentos e emoções, e também aprender sobre família, cuidado e afeto para cuidar, amar, emocionar e inspirar o maior número de pessoas. Cada canceriano o fará ao seu modo, pois cada um tem o seu próprio mapa astrológico para viver. O tanto que cada um se dedicará a fazer este trabalho corresponde a obra que veio para tornar sagrada neste mundo, e que se relaciona diretamente com sua evolução de consciência. Então não nascemos apenas para viver, ser, e atuar para nosso próprio regozijo e evolução, mas também para a evolução do mundo e a felicidade de todos. E é, não por acaso, esse o olhar humanitário transcendente que nos propõe a 12ª casa da roda zodiacal, que é a morada do signo de Peixes, aquele que percebe o fio invisível que conecta tudo e todos pela via interior mais que pela exterior...

O zodíaco, uma representação das qualidades celestes
que também definem a entrada das estações, e marcam
a passagem do tempo para o nosso planeta...

O signo de Peixes, aliás, regeu a era em que a cristandade se desenvolveu e se alastrou pelo mundo seguindo a mensagem de amor e compaixão do Mestre Jesus, o Cristo. Coisa que os cristãos não conseguiram fazer, infelizmente. Cristo também trazia a sua volta 12 discípulos que sacrificaram tudo o que tinham para seguir seu Mestre e criar um caminho espiritual novo, um caminho onde a proposta era o amor! Toda vez que decidimos fazer ou criar algo, a ideia do sacrifício é inerente a essa obra. Toda a ideia de realização que não envolva algum tipo de empenho, dedicação ou até mesmo de certa privação é falsa, pois é vazia. A alma não se identifica com o que não envolve todos os aspectos da vivência humana, da dor à alegria. Sempre a ideia de “sacrifício” a que se refere o 12 envolve tanto o sentimento de propósito quanto a ideia de ampliação da consciência. Na mitologia em todo mundo se vê isto: Jasão segue para a conquista do tosão de ouro com 12 colegas, todos heróis míticos da Grécia, assim como na mitologia germano/escandinava dos Nibelungos Siegfried segue com 12 companheiros para Worms para conquistar Kriemhild, e depois navega por 12 dias e 12 noites para chegar à Islândia. No mito do rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda o 12º lugar era mantido livre, pois era onde sentaria o cavaleiro que achasse o Graal. Hércules também fez 12 trabalhos que ao serem cumpridos o elevaram à sua senda evolutiva espiritual, e depois disso foi transformado em um dos deuses do Olimpo. Empenho, sacrifício, voluntário dedicação a algo, seja a uma causa, pessoa, filosofia, atividade, entidade ou trabalho com certas doses de renúncia que tornam sagrados esses esforços, é a essência do que esta cifra nos fala. E quem não o faz, se nega por puro hedonismo ou ignorância? Bem, este virá na roda reencarnatória tantas vezes quanto forem necessárias, até que consiga realizar seu propósito espiritual.
Arcano de O Enforcado,
do Rider-Waite tarot, acima.
A figura do dodecaedro, abaixo
.
Na geometria sagrada o dodecaedro é a composição de doze pentágonos regulares, unindo o número do homem e sua quintessência espiritual (5) ao espaço divino (12), para criar sua obra e a jornada em busca da sua evolução!
O décimo segundo arcano do tarot cujo nome é “O Enforcado”, nos fala justamente das situações em que perdemos o controle sobre os fatos e temos de lidar com o imponderável como ele se apresenta, o que traz dor, desapontamentos, problemas de comunicação, e muito desconforto para o ego, mas traz também em si a possibilidade de ver o mundo sobre outra perspectiva. Remanejando nossa própria percepção da vida, nos fazendo refletir sobre a limitação de nossas vontades, e sobre o propósito a que vínhamos servindo consciente ou inconscientemente. Do mesmo modo que o 7 marca o encontro do 3 divino com o 4 terreno pela adição (3+4 = 7), o caminho terreno, o 12 resulta da multiplicação desses dois números (3x4 = 12), o caminho do crescimento e da transcendência, que significa o ir além do conhecido pelo senso comum... Então, curiosamente, o mártir representado neste arcano do tarot tem também o potencial para se tornar um iluminado. O que foi explicitamente representado por Arthur Edward Waite em seu Rider-Waite tarot ao colocar uma auréola dourada em torno da cabeça do seu Hanged-man (Pendurado/Enforcado). O arcano de O Enforcado nos diz que essa reflexão ou descoberta poucas vezes se dará de forma suave ou voluntária, é preciso alguma motivação crítica para que a alma nos faça “ver com outros olhos”. Este arcano está muitas vezes relacionado com o planeta Netuno, o senhor da visão transcendente, e o regente do 12º signo zodiacal já mencionado aqui...

Leia também: O Simbolismo do Número Dez 


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Os Números e suas Correspondências


Número 1

Cor – Vermelho
Elemento – Fogo
Planeta – Sol
Partes do corpo – Cabeça e Coluna
Órgão – Coração
Sentido – Visão
Mito – Ulisses
Personagem dos Quadrinhos – Homem de Ferro

Florais

Beech – Intolerância. Para as pessoas que sofrem com as fraquezas e limitações alheias. Os pequenos hábitos e idiossincrasias dos outros a irritam muito. Não suportam ruídos. Peito braços, mandíbula e cabeça estão sempre tensos. Possuem altos ideais, opinião forte e grande apego às suas opiniões. Não são do tipo que querem convencer os outros, mas não entendem que possam pensar diferente dele.
Vervain – Excesso de entusiasmo. Fanatismo. Pessoas de princípios fixos, e que raramente mudam de opinião. Que querem convencer os outros do seu ponto de vista. Pessoa intensa, e tensa. Hiperativa, possui muita força de vontade quando está convicta de suas ideias. Seu excesso de energia mal distribuída é que a faz dormir mal e se cansar muito, por acúmulo de tensão. Possui distúrbio na coluna, principalmente cervical.
Vine – Um líder dominador e inflexível. Quer ser obedecido por aqueles que dependem dele de algum modo. É rápido nas ações e bom em situações de emergência. São aparentemente seguros e muito confiantes de si. Internamente, porém, são pessoas muito solitárias e inseguras. Sofrem de hipertensão e problemas na coluna.
Holly – Pessoas com uma mente muito negativa, que se sentem abandonadas ou não amadas, sendo que elas mesmas não conseguem amar, perdoar, nem ver o lado positivo das coisas. Raiva, inveja, ciúme. Este é o floral do amor.
Heather – Floral da carência afetiva. Para pessoas sempre carentes e que buscam permanentemente contato com os outros. Não suportam ficar sozinhas e precisam de atenção. Precisam muito falar de si mesmas e têm muita dificuldade em ouvir. Pouco interesse pelo problema dos outros. Por falarem demais sugam a energia das pessoas e por isso são evitadas! Não raro falam alto demais, querem falar de pertinho, e tocam o outro por vezes durante a conversa. São do tipo que fazem “tempestade em copo d’água”, tudo vira um drama. Este floral acalma a carência e faz abrir a visão interior para a perspectiva do outro.


Número 2

Cor – Laranja
Elemento – Água
Planeta – Lua
Partes do corpo – Seios
Órgãos – Aparelho reprodutor, rins e vias urinárias
Sentido – Audição
Mito – Orfeu
Personagem dos Quadrinhos – Spawn

Florais

Centaury – Para as pessoas com dificuldade em dizer “não” e estabelecer limites pessoais. Subestimam seus próprios potenciais e estão sempre dispostas a seguir os demais. Não apostam em seus sonhos e se descuidam de sua missão de vida. São do tipo subserviente e passivo. Possuem pouca força de vontade e geralmente se ligam a pessoas fortes e dominadoras.
Gentian – Para os que se desanimam facilmente. São do tipo que possui baixa tolerância à frustração. Atrasos ou obstáculos ao seu progresso os desencoraja facilmente. Falta garra, entusiasmo e coragem para vencer. É do tipo que se identifica com o fracasso. Este é floral da convalescença e das recaídas nas enfermidades crônicas. Traz entusiasmo e força interior, além de alegria de viver.
Cerato – Para as pessoas inseguras quanto ao seu próprio julgamento das coisas. Não possuem confiança em si mesmas para tomar suas próprias decisões. São inseguras e sugestionáveis. Estão sempre perguntando, duvidam e mudam de decisão frequentemente. Esse floral ajuda a fazer brotar a autoconfiança, dissipa as dúvida e abre o canal de acesso à sabedoria do Eu Superior de cada um.
Larch – Sentimento de inferioridade. Para aqueles que se sentem inferiores aos outros. Frequentemente anteveem o fracasso por “não serem tão bons” e por isso nem se esforçam. Possuem grande medo de arriscar de qualquer forma para atingir seus objetivos. Admiram o sucesso dos outros, sem inveja ou ciúme, simplesmente porque não se sentem capazes de atingir o mesmo êxito, e se contentam em admirar e reconhecer. Chegam ao ponto de adoecer se têm de fazer ou encarar algo em que acham que vão fracassar!
Mustard – Depressão profunda que vai e vem sem explicação aparente. São pessoas que estão expostas a períodos de tristeza como se uma nuvem negra os encobrisse tirando toda a alegria e vontade de viver. Age bem nas depressões constitucionais (endógenas), e naquelas que vem e vão em determinados períodos. Como no caso de pessoas que se entristecem em dias chuvosos ou sem luz.
Wild Rose – Para as pessoas resignadas que aceitam o que a vida traz sem opor resistência. Pouca vitalidade. É o tipo que se acostuma com a dor e a infelicidade. Não lutam para curar-se. Não tentam nada porque acham que não vale a pena. Este floral traz a força interior para mudar o que é preciso. Rompe com a acomodação, a resignação interior e a procrastinação. Um essência poderosa de transformação.
Pine – Sentimento de culpa. Para as pessoas que sofrem demais com os próprios erros e têm grande dificuldade em se perdoar e seguir adiante. Possuem caracteres obsessivos na sua personalidade.
Scleranthus – Indecisão e instabilidade. Para aqueles que sofrem por não serem capazes de decidir entre duas coisas. Remédio que trata das dúvidas. Para pessoas inconstantes, ou de humores variáveis, sempre oscilando entre duas polaridades. Trata também enjoos e vertigens.

Número 3

Cor – Amarelo
Elemento – Ar/Fogo
Planeta – Júpiter
Partes do Corpo – Pés, pernas e coxas
Órgão – Fígado e Vesícula
Mito – Zeus
Personagem dos quadrinhos – Thor


Florais

Agrimony – Para pessoas que escondem seus problemas sob uma máscara de alegria e positivismo. São do tipo “bem humorado”, tudo é motivo para piadas e costumam não levar nada a sério! Muitas vezes se utilizam de álcool e drogas para que possam suportar “alegremente” suas aflições.
Cerato – Para as pessoas inseguras quanto ao seu próprio julgamento das coisas. Não possuem confiança em si mesmas para tomar suas próprias decisões. São inseguras e sugestionáveis. Estão sempre perguntando, duvidam e mudam de decisão frequentemente. Esse floral ajuda a fazer brotar a autoconfiança, dissipa as dúvidas e abre o canal de acesso à sabedoria do Eu Superior de cada um.
Scleranthus – Indecisão e instabilidade. Para aqueles que sofrem por não serem capazes de decidir entre duas coisas. Remédio que trata das dúvidas. Para pessoas inconstantes, ou de humores variáveis, sempre oscilando entre duas polaridades. Trata também enjoos e vertigens.
Wild Oat – Para aqueles que não têm uma vocação clara. Para adolescentes que ainda não escolheram uma profissão a seguir. Para aquelas pessoas que estão insatisfeitas com sua atividade e desejam mudar, mas não conseguem ver qual o caminho a seguir. Incerteza, insatisfação com a vida profissional. O floral assinala qual o nosso caminho na vida.
Heather – Floral da carência afetiva. Para pessoas sempre carentes e que buscam permanentemente contato com os outros. Não suportam ficar sozinhas e precisam de atenção. Precisam muito falar de si mesmas e têm muita dificuldade em ouvir. Pouco interesse pelo problema dos outros. Por falarem demais sugam a energia das pessoas e por isso são evitadas! Não raro falam alto demais, querem falar de pertinho, e tocam o outro por vezes durante a conversa. São do tipo que fazem “tempestade em copo d’água”, tudo vira um drama. Este floral acalma a carência e faz abrir a visão interior para a perspectiva do outro.


Número 4

Cor – Verde
Elemento – Terra
Planeta – Urano
Partes do corpo – Músculos e tendões
Mito – Hércules
Personagem dos Quadrinhos – O Coisa, do Quarteto Fantástico

Florais

Oak – Para pessoas que estão em falta de sintonia com seu próprio organismo e não conseguem perceber qual o momento de descansar, repor as forças, ou parar uma atividade. Trabalham sem parar e ocultam o cansaço. São pessoas que precisam tomar conta de seus limites para não entrarem em colapso. Tensões nos ombros e pescoço.
Rock Water – Para pessoas ansiosas pela perfeição. Para os tipos rígidos que não aceitam menos que o máximo! São muito disciplinados e muito exigentes para consigo mesmos. São pessoas obsessivas com a retidão, a clareza e a postura ética. Costumam ser autorrepressivas e de grande rigidez moral.
Elm – Para pessoas sobrecarregadas de responsabilidades que ocasionalmente se sentem incapazes. Para aqueles que fazem um bom trabalho, mas que desanimam achando que não vão dar conta por acharem que suas tarefas são muito difíceis, ou demasiadas, o que causa dúvidas momentâneas sobre suas capacidades e talentos.
Walnut – Este floral protege contra as influências exteriores de todo tipo, atua como uma tesoura que corta laços difíceis e também toda a negatividade. Para momentos de grandes mudanças físicas (dentição, puberdade, menopausa), e emocionais (mudança de casa, de trabalho, religião, divórcios, rupturas de laços afetivos de todo tipo, etc).


Número 5

Cor – Azul
Elemento – Ar
Planeta – Mercúrio
Partes do corpo - Ombros, braços e mãos
Órgão – Intestinos
Sentido – Tato
Mito – Quíron
Personagem dos Quadrinhos – X-Men

Florais

Impatiens – Irritabilidade, para pessoas de ritmo acelerado devido à tensão mental e física e com pouco, ou nenhuma paciência para pessoas de ritmos menos acelerados que os dela. Traz irritabilidade, problemas digestivos, cãibras, contraturas musculares, insônia. Tem urgência em fazer as coisas, não sabe esperar e nem delegar tarefas. Perturba-se com pessoas lentas e acaba concluindo, irritadamente, suas tarefas.
Vervain – Excesso de entusiasmo. Fanatismo. Pessoas de princípios fixos, e que raramente mudam de opinião. Que querem convencer os outros do seu ponto de vista. Pessoa intensa, e tensa. Hiperativa, possui muita força de vontade quando está convicta de suas ideias. Seu excesso de energia mal distribuída é que a faz dormir mal e se cansar muito, por acúmulo de tensão. Possui distúrbio na coluna, principalmente cervical.
White Chestnut – Pensamentos persistentes, ruminantes e indesejados. Mente obsessiva que não consegue se livrar dos problemas, ou dos dilemas, do dia a dia. Diálogo mental torturante e infindável. Pensamentos que roubam a paz e interferem na concentração de atividades diárias, quer seja no trabalho ou em casa, e no desfrute de momentos de lazer. Insônia, cefaleia e depressão. Essa tendência a estar sempre “com a cabeça noutro lugar” muitas vezes causa acidentes principalmente no trabalho.


Número 6

Cor – Azul índigo
Elemento – Terra
Planeta – Vênus
Partes do corpo – Garganta, ouvidos e vias respiratórias
Órgão – Pulmão
Sentido – Olfato e audição
Mito – Perseu
Personagem dos Quadrinhos – Super Homem

Florais

Chicory – Possessividade. Para pessoas com excessivo apegos aos seus amigos, parentes ou parceiro (a) amoroso. Tem a tendência de fazer constantes cobranças de retorno amoroso que se mesclam com sentimentos de ofensa, repúdio e exclusão. Querem aqueles que amam sempre junto deles, como se fossem objetos. Muitas vezes falam de dívidas de gratidão que lhe são devidas. São controladoras daqueles que amam. Amor opressivo. Pode levar a patologias cardíacas, e a problemas ginecológicos nas mulheres!
Red Chestnut – Para os que temem perder as pessoas que ama. São pessoas com excessiva preocupação com o bem estar dos familiares. Vivem com a sensação de que algo terrível pode acontecer com eles. Sofrem muito, constante, e antecipadamente por conta dessas impressões de catástrofe eminente. Pessoas que alimentam um medo e uma angústia que acaba interferindo na liberdade dos outros. A mãe que se preocupa com o atraso do filho.
Chestnut Bud – Para pessoas com dificuldade em aprender com os próprios erros, ou com as experiências ou exemplo dos outros porque vive de modo muito acelerado e sem profundidade. Repete muitas vezes o mesmo erro sem atenção nenhuma aos padrões que ela mesma cria por total falta de atenção e de observação ao que faz e vive.  É do tipo que esquece rápido o passado sem tirar nada dele em termos de aprendizado. Floral indicado para crianças com problemas de aprendizado, e para adultos com déficit de atenção.
Willow – Para pessoas queixosas, amargas e ressentidas. Que se sentem injustiçadas, e até lesadas, por alguém ou pela própria vida. Amargura, ressentimento e dor. Irradia tristeza, negatividade e pesar por onde passa. Pessoa irritável e deprimido, vive com a impressão de que as coisas ruins sempre acontecem com ela.
Honeysuckle – Floral dos saudosistas. Para aqueles que gostam de relembrar os bons tempos, cheios de saudade, nostalgia, ou até arrependimento pelo foi ou não foi feito. Para aquelas pessoas que não conseguem deixar o passado, quer seja a casa dos pais, quer seja um país que deixou para trás. De qualquer forma, há uma resistência em se viver no aqui e no agora! Ideal para viúvos, órfãos, e pessoas idosas que vivem só!


Número 7

Cor – Violeta
Elemento – Água
Planeta – Netuno
Partes do corpo – Sistema imunológico e sistema nervoso central
Órgão – Cérebro
Mito – Belerofonte
Personagem dos Quadrinhos – O Surfista Prateado

Florais

Clematis – Para aquele tipo de pessoa que sempre está com “a cabeça nas nuvens”. Desconectados do mundo prático e real. Para os tipos sonolentos e sonhadores que parecem nunca estar totalmente no momento presente, e não têm grande interesse pela vida. São escapistas e fogem da realidade com sonhos vazios e projetos fantásticos sem nenhuma ação prática para torná-los reais. Possuem uma personalidade muito sensível e solitária, perturbam-se com ruídos e a outros estímulos exteriores. Este floral ajuda essas pessoas a adquirirem foco, e atenção ao momento presente, conectando-as com a realidade, o aqui e agora, e o mundo concreto! Auxilia no combate às patologias da vista e do ouvido. Para crianças e adultos com dificuldade de concentração nos estudos, de ficarem atentos às aulas, ou em absorver conhecimentos.
Aspen – Para aqueles que sofrem de medos inexplicáveis e sem razão lógica aparente. Muitas vezes esses temores são fundamentados em crenças religiosas, superstições ou pressentimentos de morte iminente, e acontecimentos negativos. Em casos extremos chegam a crer na proximidade de catástrofes. Esses sintomas são acompanhados de reações vegetativas como tremores, suores... Também medo do escuro. Atua nos casos de crianças que temem dormir sozinhas e “migram” para a cama dos pais.
Gentian – Para os que se desanimam facilmente. São do tipo que possui baixa tolerância à frustração. Atrasos ou obstáculos ao seu progresso os desencoraja facilmente. Falta garra, entusiasmo e coragem para vencer. É do tipo que se identifica com o fracasso. Este é floral da convalescença e das recaídas nas enfermidades crônicas. Traz entusiasmo e força interior, além de alegria de viver.
Rock Rose – Para as pessoas tomadas por crises de terror e pânico (auxilia no tratamento da síndrome do pânico). Perda do controle pessoal. Remédio emergencial para casos aparentemente sem esperança. Quando surgem acidentes ou doenças repentinas. Para pesadelos e o terror noturno das crianças.
Mustard – Depressão profunda que vai e vai sem explicação aparente. São pessoas que estão expostas a períodos de tristeza como se uma nuvem negra os encobrisse tirando toda a alegria e vontade de viver. Age bem nas depressões constitucionais (endógenas), e naquelas que vem e vão em determinados períodos. Como no caso de pessoas que se entristecem em dias chuvosos ou sem luz.
Water Violet – Para as pessoas solitárias e muito reservadas, mas que também podem ser muito vaidosas e orgulhosas. Geralmente são indivíduos muito talentosos e independentes, mas que de algum modo se sentem superiores aos outros. Passam a impressão de grande serenidade por um lado, mas por outro lado possuem distância afetiva (não sabem como lidar com suas emoções), e uma grande rigidez mental. Auxilia nas patologias da rigidez como a artrite, reumatismo e nas tensões musculares de todo tipo.


Número 8

Cor – Branco
Elemento – Terra
Planeta – Saturno
Partes do corpo – Dentes e ossos
Órgão – Pele
Mito – Orestes
Personagem dos Quadrinhos - Batman

Florais

Elm – Para pessoas sobrecarregadas de responsabilidades que ocasionalmente se sentem incapazes. Para aqueles que fazem um bom trabalho, mas que desanimam achando que não vão dar conta por acharem que suas tarefas são muito difíceis, ou demasiadas, o que causa dúvidas momentâneas sobre suas capacidades e talentos.
Gorse – Para tratar a desesperança e o desespero extremos. Para aquelas pessoas que acreditam que seu caso não possui mais solução e de que são vítimas de um desígnio fatal. Reagem com indiferença aos tratamentos por não acreditarem em mais nada! A depressão e a falta de vitalidade na expressão, como a lividez, são os indicadores mais comuns. Quando aplicada no início a essência traz para a pessoa uma perspectiva mais positiva e esperançosa com relação à vida ou à sua enfermidade. Traz força interior para superar a doença.
Sweet Chestnut – Essa essência trabalha a angústia extrema. Para aqueles que esgotaram todas as possibilidades de solução de uma situação ou problema e não acertaram o caminho para superar as suas dificuldades. Este floral difere do anterior (Gorse) por ter explorado todas as perspectivas, enquanto o tipo Gorse desiste sem tentar mais possibilidades! Para aqueles que sentem que de fato chegaram ao fim da linha, seu desespero e exaustão são gritantes! Este floral ajuda a manter a serenidade interior e o autocontrole. Ajuda a perceber que as soluções podem surgir dos lugares e situações mais inesperados.
Vine – Um líder dominador e inflexível. Quer ser obedecido por aqueles que dependem dele de algum modo. É rápido nas ações e bom em situações de emergência. São aparentemente seguros e muito confiantes de si. Internamente, porém, são pessoas muito solitárias e inseguras. Sofrem de hipertensão e problemas na coluna.
Beech – Intolerância. Para as pessoas que sofrem com as fraquezas e limitações alheias. Os pequenos hábitos e idiossincrasias dos outros a irritam muito. Não suportam ruídos. Peito braços, mandíbula e cabeça estão sempre tensos. Possuem altos ideais, opinião forte e grande apego às suas opiniões. Não são do tipo que querem convencer os outros, mas não entendem que possam pensar diferente dele.


Número 9

Cor – Carmesim
Elemento – Fogo
Planeta – Marte
Parte do corpo – Sistema excretor
Órgãos – Reprodutores
Mito – Triptólemo
Personagem dos Quadrinhos – Lanterna Verde

Florais

Impatiens – Irritabilidade, para pessoas de ritmo acelerado devido à tensão mental e física e com pouco, ou nenhuma paciência para pessoas de ritmos menos acelerados que os dela. Traz irritabilidade, problemas digestivos, cãibras, contraturas musculares, insônia. Tem urgência em fazer as coisas, não sabe esperar e nem delegar tarefas. Perturba-se com pessoas lentas e acaba concluindo, irritadamente, suas tarefas. *No caso do 9 há uma irritação com pessoas que não se envolvem com a mesma paixão que ele nos empreendimentos.
Cherry Plum – Para o medo de perder o controle e magoar alguém. De fazer algo terrível para os outros, ou para si mesmo.  Medo de perder o controle e enlouquecer também são sentimentos que esta essência trabalha! Este é um momento de irracionalidade e desespero onde o indivíduo só consegue ver saídas prejudiciais ou violentas para sua angústia como suicídio, loucura ou homicídio. A essência ajuda a acalmar esses sentimentos, trazendo tranquilidade e centramento enquanto se procura algum tratamento com acompanhamento, e efetividade.
Oak – Para pessoas que estão em falta de sintonia com seu próprio organismo e não conseguem perceber qual o momento de descansar, repor as forças, ou parar uma atividade. Trabalham sem parar e ocultam o cansaço. São pessoas que precisam tomar conta de seus limites para não entrarem em colapso. Tensões nos ombros e pescoço. **No caso do 9 o alto idealismo desse número faz com que seus nativos ignorem seus limites.


Outros Florais

Crab Apple – É um floral de limpeza energética, que também funciona como um antídoto para processos infecciosos locais ou gerais. É um antibiótico natural do sistema Bach de tratamento. Para sentimento de vergonha, baixa autoestima e nojo de si mesmo. Para aqueles indivíduos com mania de limpeza que estão sempre lavando as mãos, limpando tudo e sentindo cheiros estranhos em si, nos outros ou nos ambientes. Não suportam a “sujeira dos outros”. Esta essência é um purificador de feridas físicas e psíquicas, e de ideias fixas e obsessivas sobre impurezas na percepção da vida. Serve também no tratamento de patologias da pele, seja crônicas ou agudas.
Hornbeam – Para indivíduos que já se sentem cansados ao despertar, no começo do dia antes mesmo das lidas diárias. Para os lentos ao despertar pela manhã, e para quem isso é especialmente penoso quando há tarefas a cumprir. Sentem que é mais fácil ficar deitado desistindo de começar, ou buscar outra distração. O indivíduo não se sente capaz e levar adiante as demandas do dia. Há desgaste e fadiga, mental e física, quase como uma constante na vida dessas pessoas, mas que reside mais no nível da consciência. Basta dar início às atividades que o cansaço desaparece.
Mimulus – Trata os medos reconhecíveis do dia a dia, como medo de contrair doenças, medo de animais, da morte, da pobreza, de sentir dor, da solidão, de sofrer acidentes, de falar em público, de multidões, etc. Atua no tratamento de fobias e de seus sintomas como inibição, tensão, suor nas mãos ou no rosto, gagueira, rubor, mudez... Traz coragem, centramento e força interior.
Olive – Total esgotamento físico e mental. Para aqueles para quem o esgotamento e o cansaço físico chegaram a tal ponto, que não se sentem capazes de fazer mais absolutamente nada! Nem mesmo as coisas que lhe davam mais prazer. Ao contrário do que ocorre com o tipo Hornbeam, o cansaço é real e decorrente de um intenso ou continuado sofrimento físico e mental que exauriu as forças do indivíduo. Como no caso de crises profundas na vida pessoal ou material que exigiram esforço e empenho contínuos, divórcios, e desastres naturais ou guerras (como no caso de refugiados ou sobreviventes dessas catástrofes). Essa essência reenergiza e empodera as forças vitais e a consciência do indivíduo.
Star of Bethlehem – Essência floral usada para recuperação de períodos pós-traumáticos como perdas, acidentes, ajudando ao sentimento de vazio e luto às separações ou morte de entes queridos. Traz alívio para os momento de muita angústia e sentimento de desamparo. Serve para pessoas que após um acidente, por exemplo, ficam com medo inexplicável e presistente de que algo terrível aconteça de novo. E também para aquele que após uma perda se recusam a serem consolados. 



Rescue Remedy

Rescue é uma fórmula composta por cinco florais: Rock Rose – Que dá coragem para enfrentar as crises da vida, e ajuda em sangramentos. Impatiens – Traz calma e centramento até que venha o socorro, ou se encontre ajuda apropriada. Cherry Plum – Para trazer lucidez e autocontrole em momentos difíceis. Star of Bethlehem – Cicatrização e recuperação de traumas e choques físicos e emocionais. E, por fim, Clematis – para nos mantermos em alerta e despertos para auxiliar na recuperação, ou na hora de um acidente. Está fórmula é recomendada para todo o tipo de emergências, como acidentes físicos, ou em crises emocionais de todo tipo.  Acidentes domésticos, surtos de pânico noturno em crianças, crises nervosas, discussões, e até em acidentes de carro, quedas e fraturas. Evita também as somatizações decorrentes desses eventos. Auxilia também nos chamados sofrimentos antecipatórios, como exames, cirurgias, espera de respostas em seleção e emprego ou universidade, etc. É um valioso paliativo até que chegue ajuda adequada. Auxilia também em casos mais complexos como padrões kármicos ou de infância muito arraigados, e de padrões de negatividade profundamente introjetados na psique que precisam de tratamentos mais sistêmico. 

Leia também: O Arquétipo do Herói 

Livros que há para ler:

Numerologia, Carma e Transformação
De: Anny Luz. Editora Madras. São Paulo, 2008.

Simbolismo e o Significado dos Números
De: Hajo Banzhaf. Editora Pensamento. São Paulo, 2009.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Simbolismo do Número Dez


Considerado o número da perfeição, pois que representa a união do macro com o microcosmo, o 10 é tido como 1 que transitou por todos os caminhos evolutivos (os outros números) e retornou revigorado, iluminado! Tudo começa, porém, com o zero, o número cujo símbolo mais expressivo é o da serpente que engole a própria cauda representando o eterno movimento do tempo que emana e é devorado pela eternidade. Deste círculo nasce o ponto, ou o 1, que simboliza a manifestação do espírito em sua descida encarnatória. Como a queda de Lúcifer, um ser espiritual que assim como nós veio para uma experiência terrena. Por isso para muitas pessoas entregar-se ás vicissitudes materiais é infinitamente mais fácil já que nossa descendência Divina, ou Superior, tem de ser reconquistada! Simbólica e numerologicamente essa descida ao mundo terreno é representada pelo 01. Por evolução devemos subir ao 10. Essa cifra poderosa gerou um dos mais complexos sistemas místico-religioso-filosófico da humanidade, a Cabala ou Kabbalah. Dividida em dez Sephiroth, que quer dizer números, e seu singular Sephira, quer dizer número! Cada Sephira representa o mundo das formas manifestas com os princípios absolutos do ser. Assim fica mais do que claro que toda a Kabbalah, também conhecida como Árvore da Vida, é um sistema numerológico de compreensão da natureza, do homem e de Deus.
O esquema da Kabbalah,
a Árvore da Vida.
Sua simbologia toda discorre sobre essa queda do homem espiritual para a vida material e sua busca por ascensão, como um malabarista que salta sobre uma cama elástica para dar um salto mais espetacular ainda no seu retorno às alturas. Na experiência humana, entretanto, repetidas vezes o malabarista perde impulso, ou afunda e não retorna ao seu propósito supremo. O denário cabalístico é composto pelas Sephiroth de: 1) KETHER (Coroa), a unidade suprema, o pensamento criador, o princípio de manifestação que origina tudo. O Deus-Pai-Mãe, a origem, a força primordial, a fonte. 2) CHOKMAH (Sabedoria), a sabedoria equilibrada pela inteligência original, o conhecimento profundo do ser, o pai. 3) BINAH (Compreensão), a criadora das formas, aquela que se utiliza de uma inteligência ativa para manifestar o mundo concreto, a mãe. 4) CHESED (Misericórdia), a força benevolente que manifesta e estrutura os mundos e suas bases. 5) GEBURAH (Força), as forças que desmantelam a criação como um teste à sua resistência, os aspectos desestruturadores da existência que revelam as falhas no que foi criado! 6) TIPAHRET (Beleza), o surgimento da visão de harmonia das coisas, a sede da Divindade interior. 7) NETZACH (Vitória), as forças que regem a natureza dos seres e dos reinos, força dos instintos. 8) HOD (Esplendor), a mente individual, o uso da razão, o poder da palavra, a origem da magia tanto quanto da ciência. 9) YESOD (Fundamento), o depósito das imagens arquetípicas, as energias cíclicas subjacentes à matéria que tem o poder de movimentar a realidade. E, por fim, 10) MALKUT (Reino), o mundo manifesto onde a força criadora do homem pode se expressar. É a terra onde pisamos e nos apartamos da descendência sagrada. Nesse “Reino” é onde buscamos o empuxo para subir a Árvore da Vida rumo à comunhão com o Sagrado!


Pitágoras, um Mestre esotérico que viu nos números
a estrutura ordenadora de toda a vida.

O filósofo e matemático Pitágoras considerava o número 10 como o detentor da chave da totalidade, pois a soma de 1 + 2 + 3 + 4 é = a 10. E a Tetraktys deteria em si a chave da compreensão da totalidade da vida. Em sua estrutura encontramos o 1 que é a unidade de onde tudo vem, e não importa como a chamemos, Deus, o Todo, Cosmo, Universo... A vida tem uma mesma origem e a ela retorna. Paralelamente possuímos todos uma parte dessa unidade em nós, conhecida nos círculos de saber como a “Presença Divina”, e mais especificamente no gnosticismo de “Cristo Interno”. Da unidade nasce a dualidade do 2, pois que no mundo físico a manifestação só se dá através do conflito e da complementação de opostos. Assim o macho encontra seu propósito na fêmea e vice versa, ou falando de modo mais genérico o Yn no Yang, e vice versa... A vida tem grande parte do seu sentido atribuído à sua finitude, a morte. O dia sugere tarefas e a contagem do tempo, pois que é sucedido pela noite, e assim por diante! A dualidade da vida contém em si o mistério da existência e sua manifestação, mas pode aniquilar a si mesma senão houver complementaridade. Depois disso encontramos o ternário (3) que sugere movimento. Os antagonismos sugeridos pela dualidade não podem ficar estáticos, assim nascem os princípios do movimento e do tempo: começo, meio e fim. Passado, presente e futuro. Nascer viver e morrer. O ternário faz crescer, mover e continuar. Ele leva adiante o influxo de acontecimentos que chamamos de vida! Por fim, vem o quaternário (4) e ele ordena toda a existência. Sua principal função é organizar, nomear e atribuir funções a tudo. A realidade como um todo pode ser classificada em quatro estágios. O nascer, viver, morrer da trindade torna-se a infância, juventude, maturidade e velhice. Os antagonismos da díade ganham funções; macho e fêmea, ativo e passivo, positivo e negativo ganham funções na sociedade e na estruturação de tudo o que nos cerca. As coisas passam a ter um papel definido. A própria unidade passa a ter uma definição. Para um materialista o Todo é o universo material, para um espiritualista, ou místico, o Todo é a essência espiritual que permeia e movimenta este Universo (Deus).
O esquema do Tetraktys.
Assim, o 4 ao mesmo tempo em que estabiliza, delimita criando as diferenças que originam as crises de convivência entre os reinos e os seres deste mundo. Esse conflito e desassossego com a criação física é que compele o homem maduro espiritualmente a buscar seu crescimento espiritual, enquanto o homem bruto trilhará o caminho da sua degradação física, psíquica ou moral! A esse momento, nos círculos do saber esotérico, é chamado de o Despertar. Ou seja, o momento em que a alma volta para resgatar sua descendência divina, sagrada, ou cósmica, por assim dizer.
O círculo e a linha são as formas geométricas que representam esotericamente o número 10. Simbolizam o homem dentro do seu mundo, onde tem o poder de criar ou recriar sua realidade quantas vezes for capaz, mas nada pode fazer antes do Despertar. Até lá ele se sentirá vítima, ou o único responsável, por tudo o que lhe acontece até que compreenda que todas as coisas são realizadas em cocriação, uma criação conjunta entre homem, natureza e divindade... Mas esse pode ser o trabalho de uma vida (ou vidas) inteira! A linha dentro do círculo representa o ser cercando-se de todas as experiências necessárias para que ele desperte para essa consciência. Muitas dessas experiências serão cíclicas e similares em muitos pontos para que ele as conecte e dirija-se ao seu próximo estagio evolutivo!
A Roda da Fortuna no tarot,
as mudanças como ciclos de
crescimento e possibilidade
de evolução!
No Tarot o arcano 10 é a Roda da Fortuna, que traz em si o simbolismo dos eternos ciclos de queda e ascensão pausados com períodos de serenidade. Sua mensagem consiste no fato de que o homem tem de passar por muitos ciclos (palavra que significa círculo) para refinar e ampliar sua percepção sobre o Todo tanto quanto sobre si mesmo. Colocando de modo mais simples, é o cair levantar até aprender como andar firmemente. O objetivo último da mudança, e o assinala muito bem este arcano, é a evolução do ser através da ampliação da consciência. Que é regulada pela esfinge (as forças misteriosas que regem a vida) no topo da roda. Na Astrologia o décimo signo do zodíaco é Capricórnio, aquele que saiu das águas primordiais que originaram a vida (sua cauda de peixe), e chegou ao ponto mais alto da mandala zodiacal. Amadureceu, encontrou seu propósito de vida, e agora se volta para as necessidades do coletivo, representado pelo signo de Aquário, que vem em seguida, para em seguida dirigir-se ao encontro com a espiritualidade mais profunda e transcendente, representado pelo signo de Peixes. O planeta Saturno é o atual regente de Capricórnio, e foi o regente também de Aquário na astrologia antiga. Esse planeta é o Senhor do Karma, que é por sua vez a força reguladora dos processos evolutivos da humanidade, em termos tanto individuais quando coletivos!

Leia também: O Simbolismo do Número Doze 


sábado, 17 de novembro de 2012

O Significado Esotérico dos Números

Os números são, até onde se sabe, de origem hindu. Esses caracteres são também chamados de indo-arábicos por terem sido encontrados entre os antigos povos da Mesopotâmia e Índia. Foram os árabes seus introdutores na Europa em decorrência do comércio e das invasões sarracenas. A integração definitiva dos números na cultura ocidental só se deu no século XII. A palavra número vem do grego nemo que significa dividir. Logos também é uma palavra derivada do grego que significa conhecimento. Assim sendo a Numerologia é o estudo de como as coisas se dividem no universo conforme sua estrutura vibracional. Tudo o que existe vibra e cada vibração possui uma frequência numérica. Assim pessoas, animais, vegetais e minerais possuem uma faixa vibracional própria que é classificada por códigos numéricos. Sim, somos todos números! Esses números podem mapear nossa personalidade, mas não restringem de modo algum a possibilidade de alteração daquilo que conhecemos como destino, através da transformação da consciência. Segundo C.G Jung a consciência do número existe antes mesmo da capacidade de representá-lo graficamente! É a ideia simbólica mais antiga (talvez a primeira) da humanidade. 

Os números estão 
presentes em muitas
técnicas esotéricas 
e sistemas oraculares.
A descrição que se segue é uma breve incursão dos números como modeladores da realidade. Do zero ao três as forças cósmicas se movem para criar os parâmetros que sustentarão a vida. Entre o quatro e o seis surgem os elementos, a natureza e o próprio homem como parte desta natureza, e sua organização em sociedades que forma aquilo que chamamos de civilização. Do sete ao dez o homem comum busca “a volta a casa do Pai”, sai para uma ascensão que passa pelo o intelecto e em seguida o transcende. É o caminho solitário de todo o Buscador espiritual que tem de abandonar os valores medianos da sociedade comum.
Uma descrição mais detalhada dos números, seus mitos e correspondências tanto no tarot quanto na astrologia está disponível na lista de marcadores deste blog com o título “simbolismo dos números”.Vamos agora a Uma Breve História do Tempo como diria o físico Stephen Hawking, só que sob a ótica da numerologia:



As Bases da Vida

O zero (0) – O vazio de onde tudo se originou. O circulo que contém toda a criação e todas as possibilidades de manifestação. Simboliza tanto a nulidade da ignorância quanto o vazio de uma consciência plena, o nirvana dos iluminados. O zero é onde o humano encontra o divino depois de sucessivas e cíclicas passagens (reencarnações), que se dará no número 10. No tarot é  O Louco, a inocência da manifestação.




Um (1) – O ponto de onde a vida se manifesta de modo focado. Um axioma da geometria afirma que “por um ponto passam infinitas retas”, assim o um pode criar tudo, pois todos os outros números derivam dele.  O indivíduo único e indivisível que possui em si a semente do sagrado. O pai-mãe criador das antigas religiões. No tarot é O Mago, o poderoso criador.

Dois (2) – A meia lua ou a linha. A dualidade que gera a tensão que por sua vez mantém a vida em equilíbrio: vida/morte, dia/noite, nascer/morrer, macho/fêmea etc. O dois é a antítese que se opõe a tese (que é o um). Representa a introspecção que se dá em meio às transições importantes. O olhar para além do que se apresenta. No tarot é A Sacerdotisa, a conhecedora dos mistérios da vida.

Três (3) – É o triângulo. A síntese que une o masculino íntegro, com o feminino facetado. Emblema da conclusão e por isso mesmo das tríades sagradas das grandes civilizações: Brahma, Vishnu, Shiva. Osíris, Ísis, Hórus. Pai, Filho, Espírito-Santo e as três letras maternais da cabala Aleph (ar), Mem (água) e Shin (fogo). No tarot é A Imperatriz, a mãe do mundo.


A Criação do Mundo Físico e do Homem


A criação das formas que permitiram
o surgimento da natureza e da humanidade.
Quatro (4) – O quadrado. O construtor e regulador da realidade. Tudo no mundo físico é organizável a partir da tétrade. Quatro estações, elementos, direções, humores etc. Se o circulo é a representação natural do todo o quatro é sua divisão mais óbvia! Representa o mundo concreto, o corpo e a criação pronta. No tarot é O Imperador, o líder do mundo.

Cinco (5) - O pentagrama. A introdução do espírito na matéria bruta do quatro. Insere movimento, inspiração e ação criativa onde antes só havia massa e volume. É o número do homem e sua busca por Deus (meio quadrado/meio circulo). No tarot é O Hierofante, o que cria pontes entre os homens e o sagrado.

Seis (6) – O hexágono (selo de Salomão). O número da perfeição manifesta, sua sexta parte (1), mais sua terça parte (2), mais sua metade (3) somados resultam nele mesmo e é o único número simples em que isso acontece. Simboliza a união do homem com Deus e com a comunidade terrena, outros homens e natureza. No tarot é Os Amantes, o aprendiz do Amor.


A Busca por Individuação



Sete (7) – Tem sua origem na soma dos antagônicos e complementares: o um (individual) com o seis (coletivo), o dois (agregador) com o cinco (desagregador), o três (criativo/imaginativo) com o quatro (realista/concretizador). Denota desenvolvimento, recolhimento e perfeição no âmbito físico tanto quanto no espiritual. No tarot é O Carro, o herói em busca de sua lenda pessoal.

Oito (8) – A harmonia das coisas. O oito retifica os possíveis excessos cometidos no sete. A sua forma é a de dois círculos que se equilibram perfeitamente, por isso está associado a lei do Karma, que é a reguladora da evolução. Pressupõe um caminho que se eleva, um mirante de onde se vê tudo com mais clareza. No tarot é A Justiça, o encontro com a verdade.

Nove (9) – O nove é segundo Pitágoras o “oceano onde navegam os outros números”. Nada é maior que ele (3x9=27 – 2+7=9) nada pode ser acrescido a ele (7+9=16 – 1+6=7). É o nível da completude do iluminado, aquele que atingiu o ápice de consciência humana. No tarot é O Eremita, o sábio dos sábios, aquele que ao se iluminar volta-se para si sem virar as costas para os que trilham o caminho da luz.

O Dez (10) – O homem volta ao seu estado de pureza divina, unido novamente com o sagrado ele vê a vida como um esquema completo e não mais separado por secções do ego. Percebe-se como co-criador da realidade onde um novo ciclo pode e deve se iniciar. O dez é o um que passou por todos os outros números (consciências) e elevou-se. Vê o esquema da Roda de Samsara e liberta-se. No tarot é A Roda da Fortuna, a lei dos sucessivos começos.