sexta-feira, 26 de junho de 2020

E se os Números Fossem Animais?

Animais totem, guias animais através
do mundo espiritual...
Eis um bom exercício imaginativo intuitivo para aprofundar a percepção intuitiva dos números. Quais animais parecem representar melhor as qualidades básicas, ou instintivas de cada número para você? Apresento aqui a minha relação de animais que simbolizam melhor tais características, não só tendo por base seu comportamento na natureza, mas também sua simbologia esotérica e mítica. Os animais totem, por exemplo, são guias espirituais com forma animal que guiam e orientam as pessoas no seu próprio processo de autoconhecimento e cura espiritual, como ensinam as tradições xamânicas. Os animais e sua íntima conexão com a história e a espiritualidade humana remontam desde os primórdios da civilização. Muitos deuses e divindades com forma animal, bem como criaturas míticas, com a aparência de animais que enfrentaram heróis em suas sagas e contribuíram, inclusive com suas vidas, para a ascensão dos mesmos. Os animais aqui representados incorporam um pouco dessa magia, tanto por sua beleza, força e mistério quanto pelos mitos que eles inspiraram ao longo da história.

Vamos a eles:

NÚMERO 1 – Leão

Leão, símbolo de força e nobreza.
Imagem: Una e o Leão, 

de Briton Rivière (1840/1920).
Um animal forte e coletivo, o leão representa força, coragem e nobreza. Não foge de confrontos e precisa delimitar o seu território. Equilibra sua natureza familiar e grupal com a sua individualidade marcante. Ele se arrisca pelo grupo, mas quer ser o primeiro comer nas caçadas. Assim como as pessoas com muitos números 1 em seus mapas numerológicos. São fortes e familiares, mas precisam de reconhecimento e atenção. Não apreciam invasões ao seu espaço, gostam de dar e receber respeito. A “nobreza” atribuída a este animal faz com que as pessoas 1 apreciem coisas como honra, palavra, respeito, dignidade e comprometimento. As lutas travadas na savana pelos leões reais simbolizam bem os enfrentamentos que as pessoas 1 têm ao longo de sua história. Muitas dessas pessoas sentem a própria vida como uma corrida de obstáculos onde tudo o que lhes é importante e mais caro tem de ser conquistado, como numa constante afirmação da sua vontade pessoal.

NÚMERO 2 – Camelo

O camelo, não é à toa que é representado como o veículo
dos Três Reis Magos em sua devoção ao seguir um presságio.
Um animal silencioso e capaz de grande resiliência física, que sempre encontra onde há água e que sempre acha o caminho de casa. Muitos povos do deserto contam histórias de homens mortos que chegam em cima de seus camelos! Simboliza a capacidade de suportar grandes esforços, e de ser um servidor calado. No Saara os povos nômades fazem de tudo para garantir o bem estar do seu camelo, pois não emite um único som que denuncie cansaço ou enfermidade, e quando caem é para não mais levantar. Na Cabala a terceira letra hebraica, Guímel, significa camelo.  O caminho cabalístico dessa letra é o mais longo da Árvore da Vida, e o que perpassa o “caminho do abismo”, aquele que passa por Daath, o Conhecimento. Este é o caminho do silêncio e da contemplação, de se ouvir a “Voz Interior” para não se perder a conexão com a essência do espírito na sua busca pela comunhão com Deus. Muitas semelhanças com o simbolismo do número 2, como introspecção e reserva sobre os próprios sentimentos, intuições profundas sobre as coisas e as pessoas que o cercam, bem como seu desejo de ser útil e colaborar com o próximo, no sentido de aliviar o seu sofrimento.

NÚMERO 3 – Macaco

Hanuman, o deus macaco da Índia.
Animal que simboliza a destreza, a curiosidade, a vontade de aprender e a exploração do novo. Na Índia representa o deus Hanuman, que era um deus guerreiro, e também um disseminador do conhecimento espiritual para os seres humanos. Essa divindade possuía muitos poderes, entre eles o de voar e de o aumentar muitas vezes o próprio tamanho! O macaco é um animal atribuído ao planeta Mercúrio, símbolo da comunicação, da inteligência e do conhecimento sagrado. Este planeta se opõe de forma complementar ao planeta Júpiter, normalmente associado ao número 3. Uma clara alusão à necessidade de ampliar o próprio saber e percepção de vida, tão fundamentais àqueles que possuem esse número em proeminência em seus mapas. O “crescer e voar” de Hanuman também aludem a esse movimento de crescer e expandir, tão presentes nas pessoas número 3. A alegria, o prazer e as brincadeiras também associadas a este animal combinam bem com a alegria do 3...

NÚMERO 4 – Boi

O Boi Ápis do antigo Egito.
Também símbolo de força e serenidade, o boi é uma força de trabalho e de reprodução, símbolo de poder material e trabalho que leva à estabilidade financeira. No Egito antigo o Boi Ápis representava a terra e a força criadora da vida. Ele era associado ao deus Ptah, o arquiteto e construtor do mundo que se originou do seu pensamento, e foi realizado por sua palavra! Os gregos também tinham um touro mitológico, o Touro de Creta, que representava a base da civilização grega em suas tradições de beleza e riqueza. Em todos esses mitos o boi ou o touro aparece como um símbolo de trabalho, organização e estruturação que levam à grandeza. As pessoas com muitos 4 em seus nomes tendem a valorizar todas essas coisas. Creem que o trabalho dignifica a alma, e amam se sentirem produtivas. Detestam a dúvida, tanto quanto a precipitação, e preferem a praticidade à idealização excessiva. A solidez bovina combina muito bem com os melhores atributos do número 4 pela vida.

NÚMERO 5 – Serpente

A Serpente da Kundalini.
Um símbolo de renovação e mudança, tanto quanto de baixos instintos e maldade, a serpente deve isso tanto ao fato de renovar a si mesma com inúmeras e sucessivas mudanças de pele ao longo de sua vida, quanto ao seu comportamento de ataque por emboscada e mordida venenosa. Na mitologia hindu aparece como a Serpente da Kundalini que descansa na base da coluna e que na hora da iluminação da consciência dispara se elevando subitamente por todos os chakras, iluminando a consciência no processo. Para os gregos é Ouroboros, cujo nome significa literalmente “aquele que morde a própria cauda”. A serpente grega representa o conceito de elevação da mente linear (o chão sob o qual se arrasta), para um outro nível de consciência (o círculo, símbolo da perfeição e totalidade). As pessoas 5 são mutáveis, aventureiras, sexuais e experimentalistas; mas também instáveis, sem foco e direção interior definida. Devem absorver de cada experiência a sua essência, a quintessência, para então encontrar seu propósito e realização na vida.

NÚMERO 6 – Lobo

Lobo, animal sábio e misterioso.
Assim como o leão o lobo não possui muito boas referências no imaginário popular. Na Europa foi desde o amaldiçoado rei Licáon (ou Licaão), que por sua violência e maldade foi condenado por Zeus a viver como um homem lobo, sendo o primeiro lobisomen, até o Lobo Mau dos contos de fadas. Na verdade os lobos são animais sociáveis e familiares que se organizam em alcateias com estruturas hierárquicas bem definidas, e vivem em relações monogâmicas para toda a vida. Os nativos da América do Norte veem no lobo o guia, Mestre ou professor que ilumina os caminhos dos outros, e como o protetor da família e dos relacionamentos. Assim também as pessoas 6 são bem zelosas e ocupadas com o bem estar de suas famílias, amam a estabilidade, a tradição, a rotina, a beleza e o conforto. Por outro lado podem ser conservadoras demais e muito fechadas em seus “círculos” pessoais de relacionamento, fechando-se para o novo e as novas perspectivas.

NÚMERO 7 – Coruja

Coruja, animal repleto de mistérios e lendas.
Animal de hábitos noturnos tem sido tanto associada ao estudo profundo, à erudição e à sabedoria quanto ao mau agouro e os submundos sombrios.  O primeiro aspecto se deve graças a sua associação com as deusas Athena grega e Minerva romana, como seu animal totem, o segundo aspecto se deve, sobretudo, pelo fato de as corujas muitas vezes frequentarem cemitérios atrás de sua presa urbana favorita: os ratos... Possuem a capacidade enxergar e ouvir no escuro com absoluta precisão. Esse mover-se entre as trevas tem sido o seu mote para a sabedoria, a pesquisa e o saber incomum. De fato as pessoas 7 são profundas, reservadas e dadas ao estudo de coisas sutis, sofisticadas, ou raras. Possuem tanto um desejo de compreensão científica quanto metafísica das coisas do mundo. As pessoas 7 precisam de um tempo de silêncio, retiro e introspecção para recobrar seu equilíbrio interno, assim como as corujas se recolhem em suas tocas, em velhos troncos de árvores, para reunir forças para as caçadas da noite, e se proteger dos elementos.

NUMERO 8 – Águia

Zeus, transformado numa águia, sequestra
Ganimedes, o mais lindo dos mortais.
Um animal poderoso, guerreiro e muito habilidoso que inspira muitos mitos positivos relacionados à amplitude de visão, nobreza, poder e grandiosidade. Também chamada de “A Rainha dos Céus”, foi o emblema dos maiores impérios do mundo, como Roma, Pérsia, Prússia e Estados Unidos! Por seus olhos serem capazes de fitar o Sol diretamente acabou se tornando símbolo do poder de clarividência. Era o animal símbolo de Zeus, com o qual contemplava a vida na Terra e no qual se transformou quando quis sequestrar o belo Ganimedes para torná-lo copeiro dos deuses do Olimpo. Considerada um animal Psicopompo, ou seja, o condutor das almas dos homens para o reino divino. No xamanismo das tribos nativas da América do Norte a "Medicina da Águia" também representa a ascensão e a comunicação com o mundo espiritual. O número 8 também é um número que estimula seus nativos à ascensão material, pessoal, psicológica e até espiritual se tiver pendores místicos no resto dos seus mapas, daí sua conexão com esses animais fabulosos.

NÚMERO 9 - Cavalo

Quíron, o centauro sábio...
Um animal majestoso e nobre que na mitologia nórdica foi consagrado ao seu deus supremo Odin, que possuía um cavalo mágico chamado Sleipnir, um corcel mágico e poderoso de oito pernas que era o mais veloz do mundo! Seu nome significa "aquele que voa ou plana". Outro mito que os cavalos inspiraram foi o dos centauros, metade homens metade cavalos. No começo eram inimigos dos homens, pois que se tornavam violentos ao se embriagarem. Um deles, entretanto, se tornou a personificação da consciência elevada, da sabedoria e da devoção espiritual: o nobre centauro Quíron. Era um curador e educador sábio a quem foi confiada a preparação dos grandes heróis da Grécia. Ferido por uma flecha envenenada não morria, pois que era imortal, mas sofria sem parar e o seu sofrimento o tornou um curador perfeito e empático! Como as pessoas 9 que buscam os altos ideais para contemplar a vida, e tornar o mundo melhor a partir de seu próprio sofrimento e agonia. O que os faz caridosos humanitários, e naturalmente espirituais.

terça-feira, 21 de abril de 2020

O Simbolismo do Número Doze


Não tão aclamado na tradição oculta quanto o 10, que é considerado símbolo de perfeição, elevação e totalidade, desde a escola pitagórica até a escola cabalística, o 12 é uma cifra que também possui em si mistérios místicos que merecem ser conhecidos. Entretanto, é preciso entender a cifra entre esses dois números para se ressaltar a importância do 12.
O número 11, situa-se além da cifra da perfeição de Deus, o 10. Por esse motivo muitos cabalistas o consideram um número de pecado e perversão. Hajo Banzhaf diz: “A palavra ‘Elf, onze em alemão, originou-se da palavra ‘einlif’ do alto alemão, que significa ‘um além’, ou seja um a mais que o dez”. Nada há para além do 10 que representa a totalidade da criação de divina, e a perfeição dos Dez Mandamentos! O 11 é o número da sephira de Daath (cujo significado é Conhecimento), que representa o fruto proibido. Outros veem no 11 o homem tornado Deus, e interagindo ativamente com sua presença sagrada para cocriar a realidade que o cerca. Por isso ele é um dos mais poderosos Números Mestres, é a cifra dos que nascem com o desejo de inspirar, orientar, instruir, e estimular o crescimento das pessoas, além de possuir conexão com níveis superiores de consciência que trazem inspirações, visões astrais, intuições profundas e acesso a Voz Interior vinda do altíssimo. Com a possibilidade de atuar em campos como a arte, a política, a espiritualidade, o ensino e a comunicação em todas as suas formas. O 11 é a cifra do EU maior empoderado e ativo no mundo...


O rei Arthur, líder de um grupo de cavaleiros míticos
que dedicaram suas vidas à busca do Graal...

O 12 vem justamente quebrar a fluência desse poder. Esta é a cifra do sacrifício voluntário, do olhar sobre outra perspectiva a essência das coisas. Enquanto o 11 quer atuar o 12 quer servir. Este é o número de meses do ano e dos signos do zodíaco, que mais que uma representação mandálica das qualidades primordiais às quais servirão ao homem em sua trajetória evolutiva e mais ainda à vida na Terra, é um grande calendário celeste. Cada uma dessas qualidades simbolizam aspectos essenciais à manutenção e evolução da vida, tanto do planeta quanto da humanidade. A palavra sacrifício, sempre tão mal recebida, significa literalmente “tornar sagrada a obra”, e tem muito a ver com o quanto aos entregamos nos processos em que nos envolvemos. A dedicação a algo tem tudo a ver com sacrifício, tem a ver com estudo, aprofundamento, investimento, e tempo! O tempo é justamente a única coisa que não se pode recuperar, e ninguém pode ser ressarcido do tempo que dedicou a algo. Tempo é vida! Há uma estreita relação entre este número e o tempo, como os 12 ponteiros do relógio, que contado duas vezes percorre as 24 horas de um dia.  A passagem do Sol por cada um dos 12 signos representa justamente a passagem das estações dentro da corrida cronológica, e para cada pessoa que nasce com a representação dessa passagem em si é proposto o desenvolvimento de uma consciência. E assim em sucessivas reencarnações passaremos por cada um dos doze signos, até nos livrarmos da roda das encarnações! Um canceriano, ou seja, uma pessoa que nasceu no momento em que o Sol transitava na parte do zodíaco que corresponde a Câncer, veio nesse mundo para aprender a lidar com seus sentimentos e emoções, e também aprender sobre família, cuidado e afeto para cuidar, amar, emocionar e inspirar o maior número de pessoas. Cada canceriano o fará ao seu modo, pois cada um tem o seu próprio mapa astrológico para viver. O tanto que cada um se dedicará a fazer este trabalho corresponde a obra que veio para tornar sagrada neste mundo, e que se relaciona diretamente com sua evolução de consciência. Então não nascemos apenas para viver, ser, e atuar para nosso próprio regozijo e evolução, mas também para a evolução do mundo e a felicidade de todos. E é, não por acaso, esse o olhar humanitário transcendente que nos propõe a 12ª casa da roda zodiacal, que é a morada do signo de Peixes, aquele que percebe o fio invisível que conecta tudo e todos pela via interior mais que pela exterior...

O zodíaco, uma representação das qualidades celestes
que também definem a entrada das estações, e marcam
a passagem do tempo para o nosso planeta...

O signo de Peixes, aliás, regeu a era em que a cristandade se desenvolveu e se alastrou pelo mundo seguindo a mensagem de amor e compaixão do Mestre Jesus, o Cristo. Coisa que os cristãos não conseguiram fazer, infelizmente. Cristo também trazia a sua volta 12 discípulos que sacrificaram tudo o que tinham para seguir seu Mestre e criar um caminho espiritual novo, um caminho onde a proposta era o amor! Toda vez que decidimos fazer ou criar algo, a ideia do sacrifício é inerente a essa obra. Toda a ideia de realização que não envolva algum tipo de empenho, dedicação ou até mesmo de certa privação é falsa, pois é vazia. A alma não se identifica com o que não envolve todos os aspectos da vivência humana, da dor à alegria. Sempre a ideia de “sacrifício” a que se refere o 12 envolve tanto o sentimento de propósito quanto a ideia de ampliação da consciência. Na mitologia em todo mundo se vê isto: Jasão segue para a conquista do tosão de ouro com 12 colegas, todos heróis míticos da Grécia, assim como na mitologia germano/escandinava dos Nibelungos Siegfried segue com 12 companheiros para Worms para conquistar Kriemhild, e depois navega por 12 dias e 12 noites para chegar à Islândia. No mito do rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda o 12º lugar era mantido livre, pois era onde sentaria o cavaleiro que achasse o Graal. Hércules também fez 12 trabalhos que ao serem cumpridos o elevaram à sua senda evolutiva espiritual, e depois disso foi transformado em um dos deuses do Olimpo. Empenho, sacrifício, voluntário dedicação a algo, seja a uma causa, pessoa, filosofia, atividade, entidade ou trabalho com certas doses de renúncia que tornam sagrados esses esforços, é a essência do que esta cifra nos fala. E quem não o faz, se nega por puro hedonismo ou ignorância? Bem, este virá na roda reencarnatória tantas vezes quanto forem necessárias, até que consiga realizar seu propósito espiritual.
Arcano de O Enforcado,
do Rider-Waite tarot, acima.
A figura do dodecaedro, abaixo
.
Na geometria sagrada o dodecaedro é a composição de doze pentágonos regulares, unindo o número do homem e sua quintessência espiritual (5) ao espaço divino (12), para criar sua obra e a jornada em busca da sua evolução!
O décimo segundo arcano do tarot cujo nome é “O Enforcado”, nos fala justamente das situações em que perdemos o controle sobre os fatos e temos de lidar com o imponderável como ele se apresenta, o que traz dor, desapontamentos, problemas de comunicação, e muito desconforto para o ego, mas traz também em si a possibilidade de ver o mundo sobre outra perspectiva. Remanejando nossa própria percepção da vida, nos fazendo refletir sobre a limitação de nossas vontades, e sobre o propósito a que vínhamos servindo consciente ou inconscientemente. Do mesmo modo que o 7 marca o encontro do 3 divino com o 4 terreno pela adição (3+4 = 7), o caminho terreno, o 12 resulta da multiplicação desses dois números (3x4 = 12), o caminho do crescimento e da transcendência, que significa o ir além do conhecido pelo senso comum... Então, curiosamente, o mártir representado neste arcano do tarot tem também o potencial para se tornar um iluminado. O que foi explicitamente representado por Arthur Edward Waite em seu Rider-Waite tarot ao colocar uma auréola dourada em torno da cabeça do seu Hanged-man (Pendurado/Enforcado). O arcano de O Enforcado nos diz que essa reflexão ou descoberta poucas vezes se dará de forma suave ou voluntária, é preciso alguma motivação crítica para que a alma nos faça “ver com outros olhos”. Este arcano está muitas vezes relacionado com o planeta Netuno, o senhor da visão transcendente, e o regente do 12º signo zodiacal já mencionado aqui...

Leia também: O Simbolismo do Número Dez 


sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Ápices e Desafios - Propostas de Crescimento


Os quatro grandes ápices ou pináculos representam as quatro grandes fases de desenvolvimento da vida humana, do nascimento ao fim da vida. São propostas que poderão ou não ser vividas por quem as possuir, positiva ou negativamente, dependendo do grau evolutivo de cada consciência. Viver sem manifestá-las, porém, é impossível! Cada número que rege um ápice representa a direção que a vida daquele nativo tomará durante o período de tempo em que ele durar. Cada ápice começa e termina conforme a data de nascimento de cada pessoa, pois que são definidos conforme o número de Caminho de Vida, ou Destino, no mapa numerológico. De modo geral o primeiro ápice termina entre os 27 e os 35 anos de idade, conforme a data de cada pessoa.

Assim sendo para os que possuem Caminho de Vida 1 o 1º ápice durará de 0 a 35 anos.
Para aqueles que possuem Caminho de vida 2 durará de 0 aos 34 anos.
Caminho de vida 3 dos 0 aos 33 anos.
Caminho de vida 4 dos 0 aos 32 anos.
Caminho de vida 5 dos 0 aos 31 anos.
Caminho de vida 6 dos 0 aos 30 anos.
Caminho de vida 7 dos 0 aos 29 anos.
Caminho de vida 8 dos 0 aos 28 anos.
E para o Caminho de Vida 9 dos 0 aos 27 anos... Mais adiante veremos como se faz o cálculo completo de ápices e desafios!

O primeiro ápice é o mais longo e vai do nascimento até a data de transição antes mencionada. E ele abarca a infância, a juventude e a maturidade. Por isso uma interpretação aprofundada do seu significado é fundamental, já que influenciará muito das vivências dos ápices, ou pináculos posteriores.

O segundo ápice, assim como o terceiro, é mais curto. Entre 9 e dez anos, pois a cada ciclo de 9 anos segue-se um ano de transição entre uma e outra fase. Costumam ser os mais agitados, pois que nessa época da vida a maioria das pessoas está desenvolvendo suas ideias e ideais, testando os próprios valores e conceitos pessoais.

O quarto e último ápice é também chamado de “ápice da maturidade”, pois é neste período vida que se colhe os frutos de tudo que foi vivido e disseminado ao longo da jornada, ou seja, onde se vê o resultado das ações de uma pessoa ao longo da vida. Independentemente do número que ali esteja, seu enfoque interior de vida determinará se viverá os aspectos luminosos ou sombrios de vida desta cifra.

Calculando o Ápice

Para aprender como se faz o cálculo dos ápices e desafios pessoais vamos tomar a data de uma grande escritora brasileira, a poetisa Cecília Meireles, nascida em 7 de novembro de 1901. Procedemos assim:
O 1º ápice = dia + mês – 7 + 11 = 18 = 1 + 8 = 9, seu primeiro ápice ou desafio é 9.

O 2º ápice = dia + ano – 7 + 1901 = 1908 = 1 + 9 + 0 + 8 = 18 = 1 + 8 = 9, seu segundo ápice também é igual a 9.

O 3º ápice = o resultado do primeiro mais o resultado do segundo, ou seja, 9 + 9 = 18 = 1 + 8 = 9, o seu terceiro ápice também resulta em 9.

Por fim, o 4º ápice = mês + ano de nascimento = 11 + 1901 = 1912 = 13/4, seu último ápice de vida foi um número kármico bem difícil...

Calculando a duração

Para descobrirmos quanto tempo durou cada ápice vamos ter de descobrir qual o seu número de Caminho de Vida, ou Destino como preferem alguns.

Fazemos então assim 7 + 1 + 1 + 1 + 9 + 0 + 1 = 20 = 2 + 0 = 2

Cecília Meireles (7-11-1901/9-11-1964).
Poeta, ensaísta, folclorista,
jornalista e professora.
Seu Caminho de Vida foi 2, o que explica a extrema sensibilidade dos seus versos, o saudosismo decantado lindamente em passagens de sua infância, e nas suas lembranças dos amores passados e de suas origens ciganas, assim como seu interesse em história e folclore. O misticismo também é uma prerrogativa do número 2 que tem similaridades arquetípicas com o simbolismo da Lua, a anfitriã de todos os ritos mágicos da antiguidade, dos mistérios, da magia, e das visões de profetas, videntes e feiticeiras ao longo da história da humanidade, tudo isso se reflete em sua obra, como no poema que se segue:

Entusiasmo

Por uns caminhos extravagantes
Irei ao encontro desses amores
- por que suspiro distantes –

Rejeito os vossos que são de flores.
Eu quero as vagas, quero os espinhos
e as tempestades, senhores.

Sou de ciganos e de adivinhos.
Não me conformo com os circunstantes
e a cor dos vossos caminhos.

Ide com os zoitos* e os sicofantes**.
Mas respeitai vossos adversários,
que nem querem ser triunfantes.

Vou com sonâmbulos e corsários
poetas, astrólogos e a torrente
dos mendigos perdulários.

E cantamos fantasticamente,
pelos caminhos extravagantes,
para Deus, nosso parente.

·         *Zoitos = detratores, invejosos.
·         **Sicofantes = impostores, caluniadores.

Para descobrir as idades que serão regidas por cada ápice, será preciso reduzir cada número da data de nascimento a um número de um só dígito. No caso de Cecília 2, mas caso o resultado fosse um número mestre 11, 22 ou 33 etc, o resultado deveria ser o algarismo final de 1 a 9. Nos casos mencionados 2, 4 e 6... Ao obter esse número simples subtraia-o de 36, este número corresponde ao quadrado mágico do Sol que rege a frequência espiritual do 6.
Então 36 – 2, número do Caminho de Vida da escritora, = 34.

Seu primeiro ápice foi do nascimento aos 34 anos.

O segundo ápice começa no ano seguinte, aos 35 anos, e soma-se a ele 9, que corresponde ao número de anos de duração dos dois ciclos intermediários: 35 + 9 = 44. Assim o segundo ápice durará dos 35 aos 44 anos.

O terceiro ápice começa também no ano que se segue, aos 45 anos, e soma-se a ele de novo o 9 relativo a esses dois ciclos intermediários: 45 + 9 = 54. Este ápice então se estenderá dos 45 aos 54 anos de idade!

O quarto e último ápice segue a regra e se inicia no ano seguinte, aos 55 anos, e segue até o fim da vida na presente encarnação. Não sendo necessário acrescentar a ele nenhuma cifra.

Vemos que do nascimento até os seus 54 anos a grande poetisa brasileira foi regida em seus três primeiros ápices pelo número 9, uma cifra que rege tanto a arte quanto a busca de um propósito filosófico/espiritual para a vida. O que justifica muito bem seus versos existencialistas, tanto quanto a sua grande e inspirada produção literária. Aos dezesseis anos já lecionava, aos dezoito lança seu primeiro livro de poemas chamado Espectros, em 1919, e aos vinte e um se casa com o artista plástico português Fernando Correia Dias. Tece através dele contatos com a comunidade literária portuguesa. Assim como a inspiração e a arte, os temas universais, a relação com o estrangeiro e as viagens são outra característica abarcada no simbolismo do 9, e elas se fazem presente em sua vida intensamente; viaja pelas Américas, Chile, Uruguai, Argentina, México e Estados Unidos, onde deu palestras na universidade de Austin, no Texas. Chega inclusive a viver por períodos curtos em países como Bélgica, Holanda, Israel e Índia, o que influencia imensamente sua obra inspirando-lhe lindos versos da Índia e da Holanda. A universalização é também um dos significados mais profundos do ápice 9, e que Cecília viveu tão intensamente nesses períodos de sua vida.

A partir dos 55 anos ela passa por um pináculo 13/4, um pesado número kármico que infelizmente ceifou sua vida precocemente. As inúmeras atribulações propostas por seus números de desafios, suas perdas emocionais nunca trabalhadas, reverberaram num tumor no estômago que a levou aos sessenta e três anos. O 13/4 é um número que propõe esforço e disciplina, o que nunca faltou na vida da grande escritora, mas que com certeza foi demasiado na fase final de sua jornada, ainda mais com todo o peso de suas emoções reprimidas, tão comum aos portadores de um Caminho de Vida 2.

Os Desafios


Se os pináculos ou ápices são as buscas realizadas pela alma, os desafios são os obstáculos que encontramos nessa busca. São nossas deficiências, nossas fraquezas ou pontos cegos que nos fazem tropeçar nos caminhos que nós mesmos delineamos em nossos projetos de crescimento e amadurecimento. Os ápices ou pináculos são como uma semente tentando vir á tona, para encontrar a luz. Os desafios são como a terra que os oprime, ao mesmo tempo em que fornece o campo por sobre o qual a semente crescerá e dará frutos!
Cada desafio tem o mesmo tempo de duração de cada ápice/pináculo, assim sendo quando achar o tempo de duração de um não se faz necessário calcular o do outro. E sua forma de cálculo se utiliza dos mesmos elementos, só que ao invés de somar devemos subtrair. Metaforicamente a soma representa tudo o que acrescentamos a nossa vida, e que nos faz crescer. A subtração, pelo contrário, simboliza tudo aquilo que pode nos ser tirado, ou enfraquecido se não ficamos alertas.

Ainda com a data da poetisa procedemos da seguinte forma: data 07-11-1901

O 1º desafio = dia menos o mês = 7 – 2 (lembre-se sempre se utilizar dos números simples de 1 ao 9 mesmo se houver números mestres, reduzindo-os, como vemos agora) = 5. O primeiro desafio de Cecília, dos 0 aos 34 foi o número 5.

O 2º desafio = dia menos o ano = 7 – 2 (mesmo processo, já que 1901 dá 11/2). O segundo desafio também é o 5.

O 3º desafio = primeiro menos o segundo = 5 – 5 = 0, o zero tem as mesmas características aritméticas do 9, assim sendo consideramos como o terceiro desafio o 9 e não 0.

Por fim o 4º desafio = mês menos o ano = 2 – 2 = 0, que novamente consideraremos como 9 o quarto e último desafio da sua jornada.

Do nascimento aos 44 anos Cecília enfrenta o desafio 5, uma cifra dura demais para se começar a vida, esse dígito denota mudanças de casa, de vida, rupturas inesperadas e até traumáticas. O que explica muito bem as inúmeras perdas que teve ao longo de sua vida, como o pai que morreu antes de ela nascer, a mãe que morre no parto e, por fim a avó que falece quando ela tinha apenas dezesseis anos. Além de sua viuvez aos trinta e quatro anos, data em que exatamente termina seu primeiro ápice/desafio! Seu marido cometeu suicídio.
Aos quarenta e cinco anos os dois desafios 5 se encerram deixando para trás suas inúmeras atribulações, perdas e instabilidades (inclusive financeiras) que ela vivenciou ao lado do primeiro marido. O número 9, que rege os seus três primeiros ápices/pináculos, agora se transforma no seu desafiador. A inspiração, o idealismo, e a vontade de aprender e conhecer as coisas a fundo, tão características do 9, talvez tenham diminuído na escritora, ou tenham se tornado mais existencialistas e cobrados internamente, o que parece mais verossímil com sua trajetória. O desafio 9 muitas vezes nos faz perguntar se há ainda o que buscar ou realizar, ou na pior das hipóteses, se teremos forças para fazê-lo!

Um ilustrativo, e triste, exemplo da atuação do seu dificultoso ápice 13/4 com seu desafio 9 no fim da vida, é que ela morreu enquanto escrevia um poema que lhe fora encomendado em homenagem ao aniversário da cidade do Rio de Janeiro que, é claro, ficou inacabado!


Vale lembrar que os números não definem nossas vivências, eles apontam tendências, porém o que aprendemos e apreendemos de nossas vivências é que definem nosso destino.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

As Marias...


“A que veio do mar” seria um dos seus significados, o nome feminino mais popular nos países de língua latina. Maria é regida pelo número 6, a cifra da família, da beleza e da união entre os semelhantes. Se você o possui como primeiro nome, então o 6 é o seu NÚMERO GUIA. Assim chamamos o número que resulta da soma das letras do primeiro nome, e ele simboliza as coisas (valores) que conduzem você por esta vida. As Marias são regidas pelo desejo de unir as pessoas tanto quanto de se integrarem num relacionamento, grupo, família ou numa atividade em que possam servir ao próximo. E isso tanto pode se dar numa carreira dentro das ciências humanas quanto num trabalho filantrópico. É comum também que as Marias, ou outras pessoas cujos nomes resultem em 6, se sintam atraídas por trabalhos manuais ou artísticos, da culinária ao artesanato, da moda às artes plásticas indo até a literatura. Cuidar é uma de suas aptidões mais evidentes, e por isso além de procurarem ser boas filhas, irmãs e parceiras, são também boas ouvintes, conselheiras e orientadoras. O resto do mapa numerológico dirá o quanto conseguem expressar dessas qualidades, bem como o quanto se realizam com elas. Caso este seja o segundo nome, como Ana Maria, Rosa Maria, etc então se trata do NÚMERO DE DHARMA, e simboliza experiências que já foram absorvidas em vidas passadas e que na presente encarnação é a sua contribuição para este mundo e para todos os que cruzarem o seu caminho. Certifique-se de que você se cerca de pessoas que apreciem essas qualidades e valorizem você. Os talentos aqui mencionados se expressarão de forma espontânea em algum momento da vida.
Caso você viva mal a vibração do 6 em sua vida tenderá a ser ciumenta, possessiva, e controladora por um lado, ou servil demais por outro, esquecendo-se de si mesma e da sua própria evolução pessoal e espiritual!

Outros nomes cuja soma resulta em 6: Anita, Fábio, Greta,  Isaac, Morgana, Inácio, e Hana.

Faça seu estudo numerológico! 


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Tudo é Sagrado...


Tudo é sagrado, mas você não enxerga isto porque foi condicionado a ver o sagrado à parte do restante da vida. O sagrado não se limita aos templos ou aos ritos cerimoniais, nesses momentos é que ele está mais presente, mas saiba, porém, que o sagrado vive também dentro de todo ato feito com amor e consciência e a serviço da sua própria evolução e da evolução da espécie humana. Se todos fôssemos sacerdotes, oraculistas, curadores, ou magos que chato, e difícil, seria viver! A face de Deus possui uma emanação material tanto quanto imaterial e ela precisa ser cuidada. Orações, meditações e ritos são a contemplação de sua face imanifesta, por outro lado obras de arte como esculturas, poemas, pinturas e danças são expressões de sua porção manifesta. A ciência e as leis, por exemplo, têm suas bases nas reflexões mais profundas sobre o imanifesto. Assim o direito é uma expressão do sagrado manifesto porque nasceu da necessidade humana por equilíbrio e da sua busca pela verdade. O mesmo pode se dizer do comércio que nasceu da ânsia humana por comunicação e troca com outros povos, e assim por diante! Todas essas atividades serviram ao propósito humano por evolução tanto material quanto intelectual, e até mesmo espiritual. Foi assim que filosofias como o budismo e o sufismo chegaram ao ocidente, bem como as ideias de organização política e econômica chegaram ao oriente... 
Toda a atividade feita com consciência da importância do que se faz é um caminho de elevação espiritual. Isso não significa que você precisa, ou tem, de se afastar dos ritos que celebram o sagrado imanifesto, até porque você pode integrar sua sabedoria no que você faz, mas não significa que precise se tornar um sacerdote, um terapeuta ou bruxo, pois que o sagrado mora em tudo, e cada um de nós tem um papel específico a desempenhar no esquema da vida. Esta é a percepção mística mais profunda que você pode desenvolver! A ideia de que certas coisas são sagradas e outras não é simplesmente estúpida. Em seu livro “O Caminho do Guerreiro Pacífico” o escritor Dan Millman recebe ensinamentos espirituais de um mecânico de carros chamado Sócrates que mudariam sua vida! Porém, se ainda assim você não consegue enxergar o sagrado no que faz, ou ainda está ignorante sobre o seu papel na existência, isso significa que você precisa investir no seu autoconhecimento, isso é o que se costuma chamar de “O Caminho”.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cinco Coisas Sobre o seu Nome...

Que são mágicas, mas nunca lhe contaram...


1º) O seu nome traz em si um conjunto vibracional composto pelas letras do alfabeto e suas correspondências numerológicas, esse conjunto vibracional compõe o seu mapa interior, um guia onde constam seus principais talentos, potenciais ou manifestos, seus traços de personalidade mais marcantes, vícios de comportamento, limites, defeitos e imprecisões decorrentes dessas limitações. Os períodos de vida em que tais qualidades ou limites serão mais relevantes serão revelados pela data de nascimento.
Assim sendo o NOME DE NINGUÉM É UM ACASO sem significado, pelo contrário! Todos recebemos os nomes que correspondem exatamente ao conjunto de vibrações forjadas em encarnações passadas que vêm conosco para uma nova jornada reencarnatória e evolutiva. A esse acaso cheio de significados Jung chamou de sincronicidade. Ouvi incontáveis histórias de mudança de nomes na última hora. Mães que sonharam que deveriam desistir dos nomes pretendidos para os filhos, ou que não tinham noção de que nome colocar e sonharam com ancestrais que lhes traziam a sugestão, ciganas que orientavam sobre o nome do bebê. Num dos relatos mais curiosos, o escrivão na hora do registro sugere um nome, totalmente diferente do que pretendia os pais, e eles adoraram!

2º) O seu PRIMEIRO NOME É UM GUIA que deixa sua marca neste mundo, é algo que você faz sem com que perceba, mas que os outros notam com clareza. O número que está ali define o modo como você será lembrado por suas atuações depois de partir deste mundo. Uma pessoa com numero guia 2, por exemplo, poderá ser lembrado como alguém sensível, intuitivo, parcimonioso, diplomático e até profundo se sua passagem por esta vida se deu de modo a vibrar as qualidades positivas do 2. Se, por outro lado, vibrou negativamente nas qualidades deste número, poderá ser lembrado como uma pessoa arredia, titubeante, fechada, fria e até mesmo indiferente do ponto de vista afetivo... É claro que essas qualidades podem transparecer no cotidiano de cada um ainda em vida, mas o nível de autoconhecimento que se possui definirá a plenitude, ou não, desta expressão!

3º) O seu segundo nome traz em si o conceito indiano de DHARMA, genericamente o Dharma é o dever que trazemos para esta vida, algo como uma lição que foi aprendida e que agora cabe a você executá-la para o equilíbrio da sua própria vida e também como uma contribuição ao equilíbrio do planeta como um todo. Pessoas que possuem o 7 como a soma do seu segundo nome, por exemplo e, portanto, como seu número de Dharma, são pessoas que buscam a excelência, a profundidade, e o refinamento em todas as suas atividades. São místicos e buscadores que em algum momento da vida sentirão o apelo para seguir este caminho, ou para o aprofundamento da sua perspectiva de vida e, muito provavelmente, ajudarão outros a fazer o mesmo. Podem também ser estetas, artistas ou apreciadores da arte e de toda forma humana de expressão elegante ou exímia, quer seja em atividades de alta performance, como o esporte ou em qualquer outra atividade que escolher como sua.

4º) O sobrenome, ou o nome dos pais, traz em si a cifra do KARMA FAMILIAR. Esse número representa a compreensão dos principais traços genéricos da personalidade presente em nossos pais e familiares que se expressam em nossas relações, tanto positiva quanto negativamente e, nesse caso, funciona como um condicionamento cultural a ser superado. Esse número também indica enfermidades e partes sensíveis do corpo que se tornam suscetíveis a instabilidades devido a esses traços de comportamento que acabam afetando o bem estar físico de uma pessoa. Alguém que possua um número de Karma Familiar 6, por exemplo, será alguém com uma grande tendência a buscar grupos, ou parcerias, quer seja de trabalho, estudo ou mesmo lazer. Poderá também mostrar um intenso apego à ideia de parceira amorosa e a necessidade de estar num relacionamento. No corpo o 6 rege todo o sistema cardiovascular, em primeiro lugar. Os pulões e todo o sistema respiratório, e por fim os ombros, os braços e as mãos.

5º) Por fim saiba que AS LETRAS DO SEU NOME SÃO COMO PILARES que sustentam o palácio vibracional do seu mapa! Elas possuem qualidades que se expressam nos quatro mundos, físico, mental, emocional e espiritual. E a quantidade de letras em qualquer um desses quatro aspectos da consciência pode dizer muito sobre como você se relaciona com cada um deles. Da mesma forma a falta de um certo conjunto de letras pode representar uma falha nesse contexto vibracional, que afetará consciente ou inconscientemente suas escolhas e atuações na vida. Esses números que faltam são chamados de Kármicos, ou de faltas Kármicas. Pessoas com a ausência das letras D, M ou V possuem, por exemplo, falta do número 4. A ausência de qualquer número sempre influi através da luz ou da sombra, e assim ausência do 4 fala de deficiências de organização como um todo. Então as pessoas ficam ou muito preocupadas com ordem e eficiência, ou ignoram completamente esse quesito e vivem no caos. Muitos podem passar uma vida toda tentando encontrar essa “ordem” e não conseguindo, e por falta dela podem se sentir deficientes em mais de uma área em sua vida. Certa vez atendi uma pessoa com ausência de 4 e que conseguia manter a ordem e o controle absoluto no seu trabalho, mas que sentia vergonha da desordem da própria casa... Esse tipo de desordem pode ser resolvido com a harmonização de assinatura.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

A Natureza de Vênus

Vênus, beleza e fascínio que não se repetem
em sua superfície!

O belo planeta Vênus é o segundo astro mais brilhante nos céus da Terra, depois da nossa Lua. É o primeiro corpo brilhante a surgir nos céus com o cair da noite, e o último a desaparecer com o raiar do dia. Na mitologia dos povos antigos, como os mesopotâmicos, era uma divindade guerreira e agressiva ao amanhecer, e uma outra terna e amorosa ao anoitecer devido as Influências do Sol e da Lua. Foi fonte de muitos mitos e histórias sobre mistério e beleza, e associado à deusa romana do amor e da beleza que lhe empresta seu nome até hoje, Vênus. Entretanto, quando foi visitado pela primeira vez nos anos 70 pela sonda soviética Venera, recebemos fotos da superfície nada amistosa de Vênus, que possui uma temperatura média de 461º C, com ventos arrasadores e sufocantes de cerca de 450 km por hora, uma atmosfera tóxica composta de enxofre e amônia, e uma pressão atmosférica 89 vezes maior que a nossa! Ou seja, um ser humano lá morreria, ou queimado pelo calor, ou esmagado pela pressão, ou asfixiado pelos gases tóxicos, ou ainda arrastado por horas até virar um trapo de carne e ossos. Todo o seu simbolismo mitológico se dá não pelo que acontece na superfície do planeta, mas no decurso de sua órbita. Em sua dança nos céus ele desenha um pentagrama em torno do Sol quando sincronizamos sua órbita com a do planeta Terra. O pentagrama é um antigo símbolo pagão que representa a harmonia e a beleza das coisas, ambas são características associadas a este planeta muito anos antes de se observar este fenômeno. O próprio pentagrama é um símbolo venusiano. 
O número 6, a cifra da beleza e da harmonia, bem como
dos valores morais de preservação social...
Outra coisa interessante sobre Vênus é que sua rotação se dá da direita para a esquerda, ou seja, no sentido contrário dos outros planetas do sistema solar. Isso faz parecer com que ele vem de encontro a seus irmãos celestes, e de fato do ponto de vista astrológico a natureza venusiana considera a perspectiva do outro antes da sua própria. Por isso que na astrologia esse é o astro regente dos sociáveis e amorosos signos de Touro e Libra. No mapa astrológico natal a posição de Vênus revela que valores levamos em conta em nossos relacionamentos e nas pessoas com quem nos relacionamos, bem como o modo de nos relacionarmos, e de vivermos a beleza, a arte e os prazeres da vida. Denota também como se dá nossa relação com o feminino interior, e que moldará, no caso dos homens, a relação com o feminino exterior e as mulheres de um modo geral. No caso das mulheres revela o modelo interno do próprio feminino, e a forma com que ele se expressa no mundo.
Arcano de A Imperatriz III, símbolo
de amor, beleza, fertilidade e prazeres
sensoriais vividos plenamente!
Osho Zen tarot.
No tarot está associado ao arcano de A Imperatriz, que a meu ver é de uma Vênus taurina mais que libriana, já que além de amorosa, sedutora, e gentil é também protetora, apegada ao que possui e ama os prazeres sensoriais da vida. Bem como coisas como moda, culinária, natureza, artes e artesanatos. Na numerologia está associada ao número 6, e este sim engloba bem todas as características venusianas de preocupação com o outro, aconchego, prazer, beleza e arte, mas também de justiça, valores medianos de convivência social e bem estar comum. Tudo isso revela a fascinante conexão que a alma possui com os movimentos celestes, e o modo maravilhoso com que essa conexão se expressa nos símbolos mais profundos do inconsciente humano, bem exemplificados aqui pela simbologia da astrologia, do tarot e da numerologia!