sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Ápices e Desafios - Propostas de Crescimento


Os quatro grandes ápices ou pináculos representam as quatro grandes fases de desenvolvimento da vida humana, do nascimento ao fim da vida. São propostas que poderão ou não ser vividas por quem as possuir, positiva ou negativamente, dependendo do grau evolutivo de cada consciência. Viver sem manifestá-las, porém, é impossível! Cada número que rege um ápice representa a direção que a vida daquele nativo tomará durante o período de tempo em que ele durar. Cada ápice começa e termina conforme a data de nascimento de cada pessoa, pois que são definidos conforme o número de Caminho de Vida, ou Destino, no mapa numerológico. De modo geral o primeiro ápice termina entre os 27 e os 35 anos de idade, conforme a data de cada pessoa.

Assim sendo para os que possuem Caminho de Vida 1 o 1º ápice durará de 0 a 35 anos.
Para aqueles que possuem Caminho de vida 2 durará de 0 aos 34 anos.
Caminho de vida 3 dos 0 aos 33 anos.
Caminho de vida 4 dos 0 aos 32 anos.
Caminho de vida 5 dos 0 aos 31 anos.
Caminho de vida 6 dos 0 aos 30 anos.
Caminho de vida 7 dos 0 aos 29 anos.
Caminho de vida 8 dos 0 aos 28 anos.
E para o Caminho de Vida 9 dos 0 aos 27 anos... Mais adiante veremos como se faz o cálculo completo de ápices e desafios!

O primeiro ápice é o mais longo e vai do nascimento até a data de transição antes mencionada. E ele abarca a infância, a juventude e a maturidade. Por isso uma interpretação aprofundada do seu significado é fundamental, já que influenciará muito das vivências dos ápices, ou pináculos posteriores.

O segundo ápice, assim como o terceiro, é mais curto. Entre 9 e dez anos, pois a cada ciclo de 9 anos segue-se um ano de transição entre uma e outra fase. Costumam ser os mais agitados, pois que nessa época da vida a maioria das pessoas está desenvolvendo suas ideias e ideais, testando os próprios valores e conceitos pessoais.

O quarto e último ápice é também chamado de “ápice da maturidade”, pois é neste período vida que se colhe os frutos de tudo que foi vivido e disseminado ao longo da jornada, ou seja, onde se vê o resultado das ações de uma pessoa ao longo da vida. Independentemente do número que ali esteja, seu enfoque interior de vida determinará se viverá os aspectos luminosos ou sombrios de vida desta cifra.

Calculando o Ápice

Para aprender como se faz o cálculo dos ápices e desafios pessoais vamos tomar a data de uma grande escritora brasileira, a poetisa Cecília Meireles, nascida em 7 de novembro de 1901. Procedemos assim:
O 1º ápice = dia + mês – 7 + 11 = 18 = 1 + 8 = 9, seu primeiro ápice ou desafio é 9.

O 2º ápice = dia + ano – 7 + 1901 = 1908 = 1 + 9 + 0 + 8 = 18 = 1 + 8 = 9, seu segundo ápice também é igual a 9.

O 3º ápice = o resultado do primeiro mais o resultado do segundo, ou seja, 9 + 9 = 18 = 1 + 8 = 9, o seu terceiro ápice também resulta em 9.

Por fim, o 4º ápice = mês + ano de nascimento = 11 + 1901 = 1912 = 13/4, seu último ápice de vida foi um número kármico bem difícil...

Calculando a duração

Para descobrirmos quanto tempo durou cada ápice vamos ter de descobrir qual o seu número de Caminho de Vida, ou Destino como preferem alguns.

Fazemos então assim 7 + 1 + 1 + 1 + 9 + 0 + 1 = 20 = 2 + 0 = 2

Cecília Meireles (7-11-1901/9-11-1964).
Poeta, ensaísta, folclorista,
jornalista e professora.
Seu Caminho de Vida foi 2, o que explica a extrema sensibilidade dos seus versos, o saudosismo decantado lindamente em passagens de sua infância, e nas suas lembranças dos amores passados e de suas origens ciganas, assim como seu interesse em história e folclore. O misticismo também é uma prerrogativa do número 2 que tem similaridades arquetípicas com o simbolismo da Lua, a anfitriã de todos os ritos mágicos da antiguidade, dos mistérios, da magia, e das visões de profetas, videntes e feiticeiras ao longo da história da humanidade, tudo isso se reflete em sua obra, como no poema que se segue:

Entusiasmo

Por uns caminhos extravagantes
Irei ao encontro desses amores
- por que suspiro distantes –

Rejeito os vossos que são de flores.
Eu quero as vagas, quero os espinhos
e as tempestades, senhores.

Sou de ciganos e de adivinhos.
Não me conformo com os circunstantes
e a cor dos vossos caminhos.

Ide com os zoitos* e os sicofantes**.
Mas respeitai vossos adversários,
que nem querem ser triunfantes.

Vou com sonâmbulos e corsários
poetas, astrólogos e a torrente
dos mendigos perdulários.

E cantamos fantasticamente,
pelos caminhos extravagantes,
para Deus, nosso parente.

·         *Zoitos = detratores, invejosos.
·         **Sicofantes = impostores, caluniadores.

Para descobrir as idades que serão regidas por cada ápice, será preciso reduzir cada número da data de nascimento a um número de um só dígito. No caso de Cecília 2, mas caso o resultado fosse um número mestre 11, 22 ou 33 etc, o resultado deveria ser o algarismo final de 1 a 9. Nos casos mencionados 2, 4 e 6... Ao obter esse número simples subtraia-o de 36, este número corresponde ao quadrado mágico do Sol que rege a frequência espiritual do 6.
Então 36 – 2, número do Caminho de Vida da escritora, = 34.

Seu primeiro ápice foi do nascimento aos 34 anos.

O segundo ápice começa no ano seguinte, aos 35 anos, e soma-se a ele 9, que corresponde ao número de anos de duração dos dois ciclos intermediários: 35 + 9 = 44. Assim o segundo ápice durará dos 35 aos 44 anos.

O terceiro ápice começa também no ano que se segue, aos 45 anos, e soma-se a ele de novo o 9 relativo a esses dois ciclos intermediários: 45 + 9 = 54. Este ápice então se estenderá dos 45 aos 54 anos de idade!

O quarto e último ápice segue a regra e se inicia no ano seguinte, aos 55 anos, e segue até o fim da vida na presente encarnação. Não sendo necessário acrescentar a ele nenhuma cifra.

Vemos que do nascimento até os seus 54 anos a grande poetisa brasileira foi regida em seus três primeiros ápices pelo número 9, uma cifra que rege tanto a arte quanto a busca de um propósito filosófico/espiritual para a vida. O que justifica muito bem seus versos existencialistas, tanto quanto a sua grande e inspirada produção literária. Aos dezesseis anos já lecionava, aos dezoito lança seu primeiro livro de poemas chamado Espectros, em 1919, e aos vinte e um se casa com o artista plástico português Fernando Correia Dias. Tece através dele contatos com a comunidade literária portuguesa. Assim como a inspiração e a arte, os temas universais, a relação com o estrangeiro e as viagens são outra característica abarcada no simbolismo do 9, e elas se fazem presente em sua vida intensamente; viaja pelas Américas, Chile, Uruguai, Argentina, México e Estados Unidos, onde deu palestras na universidade de Austin, no Texas. Chega inclusive a viver por períodos curtos em países como Bélgica, Holanda, Israel e Índia, o que influencia imensamente sua obra inspirando-lhe lindos versos da Índia e da Holanda. A universalização é também um dos significados mais profundos do ápice 9, e que Cecília viveu tão intensamente nesses períodos de sua vida.

A partir dos 55 anos ela passa por um pináculo 13/4, um pesado número kármico que infelizmente ceifou sua vida precocemente. As inúmeras atribulações propostas por seus números de desafios, suas perdas emocionais nunca trabalhadas, reverberaram num tumor no estômago que a levou aos sessenta e três anos. O 13/4 é um número que propõe esforço e disciplina, o que nunca faltou na vida da grande escritora, mas que com certeza foi demasiado na fase final de sua jornada, ainda mais com todo o peso de suas emoções reprimidas, tão comum aos portadores de um Caminho de Vida 2.

Os Desafios


Se os pináculos ou ápices são as buscas realizadas pela alma, os desafios são os obstáculos que encontramos nessa busca. São nossas deficiências, nossas fraquezas ou pontos cegos que nos fazem tropeçar nos caminhos que nós mesmos delineamos em nossos projetos de crescimento e amadurecimento. Os ápices ou pináculos são como uma semente tentando vir á tona, para encontrar a luz. Os desafios são como a terra que os oprime, ao mesmo tempo em que fornece o campo por sobre o qual a semente crescerá e dará frutos!
Cada desafio tem o mesmo tempo de duração de cada ápice/pináculo, assim sendo quando achar o tempo de duração de um não se faz necessário calcular o do outro. E sua forma de cálculo se utiliza dos mesmos elementos, só que ao invés de somar devemos subtrair. Metaforicamente a soma representa tudo o que acrescentamos a nossa vida, e que nos faz crescer. A subtração, pelo contrário, simboliza tudo aquilo que pode nos ser tirado, ou enfraquecido se não ficamos alertas.

Ainda com a data da poetisa procedemos da seguinte forma: data 07-11-1901

O 1º desafio = dia menos o mês = 7 – 2 (lembre-se sempre se utilizar dos números simples de 1 ao 9 mesmo se houver números mestres, reduzindo-os, como vemos agora) = 5. O primeiro desafio de Cecília, dos 0 aos 34 foi o número 5.

O 2º desafio = dia menos o ano = 7 – 2 (mesmo processo, já que 1901 dá 11/2). O segundo desafio também é o 5.

O 3º desafio = primeiro menos o segundo = 5 – 5 = 0, o zero tem as mesmas características aritméticas do 9, assim sendo consideramos como o terceiro desafio o 9 e não 0.

Por fim o 4º desafio = mês menos o ano = 2 – 2 = 0, que novamente consideraremos como 9 o quarto e último desafio da sua jornada.

Do nascimento aos 44 anos Cecília enfrenta o desafio 5, uma cifra dura demais para se começar a vida, esse dígito denota mudanças de casa, de vida, rupturas inesperadas e até traumáticas. O que explica muito bem as inúmeras perdas que teve ao longo de sua vida, como o pai que morreu antes de ela nascer, a mãe que morre no parto e, por fim a avó que falece quando ela tinha apenas dezesseis anos. Além de sua viuvez aos trinta e quatro anos, data em que exatamente termina seu primeiro ápice/desafio! Seu marido cometeu suicídio.
Aos quarenta e cinco anos os dois desafios 5 se encerram deixando para trás suas inúmeras atribulações, perdas e instabilidades (inclusive financeiras) que ela vivenciou ao lado do primeiro marido. O número 9, que rege os seus três primeiros ápices/pináculos, agora se transforma no seu desafiador. A inspiração, o idealismo, e a vontade de aprender e conhecer as coisas a fundo, tão características do 9, talvez tenham diminuído na escritora, ou tenham se tornado mais existencialistas e cobrados internamente, o que parece mais verossímil com sua trajetória. O desafio 9 muitas vezes nos faz perguntar se há ainda o que buscar ou realizar, ou na pior das hipóteses, se teremos forças para fazê-lo!

Um ilustrativo, e triste, exemplo da atuação do seu dificultoso ápice 13/4 com seu desafio 9 no fim da vida, é que ela morreu enquanto escrevia um poema que lhe fora encomendado em homenagem ao aniversário da cidade do Rio de Janeiro que, é claro, ficou inacabado!


Vale lembrar que os números não definem nossas vivências, eles apontam tendências, porém o que aprendemos e apreendemos de nossas vivências é que definem nosso destino.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

As Marias...


“A que veio do mar” seria um dos seus significados, o nome feminino mais popular nos países de língua latina. Maria é regida pelo número 6, a cifra da família, da beleza e da união entre os semelhantes. Se você o possui como primeiro nome, então o 6 é o seu NÚMERO GUIA. Assim chamamos o número que resulta da soma das letras do primeiro nome, e ele simboliza as coisas (valores) que conduzem você por esta vida. As Marias são regidas pelo desejo de unir as pessoas tanto quanto de se integrarem num relacionamento, grupo, família ou numa atividade em que possam servir ao próximo. E isso tanto pode se dar numa carreira dentro das ciências humanas quanto num trabalho filantrópico. É comum também que as Marias, ou outras pessoas cujos nomes resultem em 6, se sintam atraídas por trabalhos manuais ou artísticos, da culinária ao artesanato, da moda às artes plásticas indo até a literatura. Cuidar é uma de suas aptidões mais evidentes, e por isso além de procurarem ser boas filhas, irmãs e parceiras, são também boas ouvintes, conselheiras e orientadoras. O resto do mapa numerológico dirá o quanto conseguem expressar dessas qualidades, bem como o quanto se realizam com elas. Caso este seja o segundo nome, como Ana Maria, Rosa Maria, etc então se trata do NÚMERO DE DHARMA, e simboliza experiências que já foram absorvidas em vidas passadas e que na presente encarnação é a sua contribuição para este mundo e para todos os que cruzarem o seu caminho. Certifique-se de que você se cerca de pessoas que apreciem essas qualidades e valorizem você. Os talentos aqui mencionados se expressarão de forma espontânea em algum momento da vida.
Caso você viva mal a vibração do 6 em sua vida tenderá a ser ciumenta, possessiva, e controladora por um lado, ou servil demais por outro, esquecendo-se de si mesma e da sua própria evolução pessoal e espiritual!

Outros nomes cuja soma resulta em 6: Anita, Fábio, Greta,  Isaac, Morgana, Inácio, e Hana.

Faça seu estudo numerológico! 


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Tudo é Sagrado...


Tudo é sagrado, mas você não enxerga isto porque foi condicionado a ver o sagrado à parte do restante da vida. O sagrado não se limita aos templos ou aos ritos cerimoniais, nesses momentos é que ele está mais presente, mas saiba, porém, que o sagrado vive também dentro de todo ato feito com amor e consciência e a serviço da sua própria evolução e da evolução da espécie humana. Se todos fôssemos sacerdotes, oraculistas, curadores, ou magos que chato, e difícil, seria viver! A face de Deus possui uma emanação material tanto quanto imaterial e ela precisa ser cuidada. Orações, meditações e ritos são a contemplação de sua face imanifesta, por outro lado obras de arte como esculturas, poemas, pinturas e danças são expressões de sua porção manifesta. A ciência e as leis, por exemplo, têm suas bases nas reflexões mais profundas sobre o imanifesto. Assim o direito é uma expressão do sagrado manifesto porque nasceu da necessidade humana por equilíbrio e da sua busca pela verdade. O mesmo pode se dizer do comércio que nasceu da ânsia humana por comunicação e troca com outros povos, e assim por diante! Todas essas atividades serviram ao propósito humano por evolução tanto material quanto intelectual, e até mesmo espiritual. Foi assim que filosofias como o budismo e o sufismo chegaram ao ocidente, bem como as ideias de organização política e econômica chegaram ao oriente... 
Toda a atividade feita com consciência da importância do que se faz é um caminho de elevação espiritual. Isso não significa que você precisa, ou tem, de se afastar dos ritos que celebram o sagrado imanifesto, até porque você pode integrar sua sabedoria no que você faz, mas não significa que precise se tornar um sacerdote, um terapeuta ou bruxo, pois que o sagrado mora em tudo, e cada um de nós tem um papel específico a desempenhar no esquema da vida. Esta é a percepção mística mais profunda que você pode desenvolver! A ideia de que certas coisas são sagradas e outras não é simplesmente estúpida. Em seu livro “O Caminho do Guerreiro Pacífico” o escritor Dan Millman recebe ensinamentos espirituais de um mecânico de carros chamado Sócrates que mudariam sua vida! Porém, se ainda assim você não consegue enxergar o sagrado no que faz, ou ainda está ignorante sobre o seu papel na existência, isso significa que você precisa investir no seu autoconhecimento, isso é o que se costuma chamar de “O Caminho”.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cinco Coisas Sobre o seu Nome...

Que são mágicas, mas nunca lhe contaram...


1º) O seu nome traz em si um conjunto vibracional composto pelas letras do alfabeto e suas correspondências numerológicas, esse conjunto vibracional compõe o seu mapa interior, um guia onde constam seus principais talentos, potenciais ou manifestos, seus traços de personalidade mais marcantes, vícios de comportamento, limites, defeitos e imprecisões decorrentes dessas limitações. Os períodos de vida em que tais qualidades ou limites serão mais relevantes serão revelados pela data de nascimento.
Assim sendo o NOME DE NINGUÉM É UM ACASO sem significado, pelo contrário! Todos recebemos os nomes que correspondem exatamente ao conjunto de vibrações forjadas em encarnações passadas que vêm conosco para uma nova jornada reencarnatória e evolutiva. A esse acaso cheio de significados Jung chamou de sincronicidade. Ouvi incontáveis histórias de mudança de nomes na última hora. Mães que sonharam que deveriam desistir dos nomes pretendidos para os filhos, ou que não tinham noção de que nome colocar e sonharam com ancestrais que lhes traziam a sugestão, ciganas que orientavam sobre o nome do bebê. Num dos relatos mais curiosos, o escrivão na hora do registro sugere um nome, totalmente diferente do que pretendia os pais, e eles adoraram!

2º) O seu PRIMEIRO NOME É UM GUIA que deixa sua marca neste mundo, é algo que você faz sem com que perceba, mas que os outros notam com clareza. O número que está ali define o modo como você será lembrado por suas atuações depois de partir deste mundo. Uma pessoa com numero guia 2, por exemplo, poderá ser lembrado como alguém sensível, intuitivo, parcimonioso, diplomático e até profundo se sua passagem por esta vida se deu de modo a vibrar as qualidades positivas do 2. Se, por outro lado, vibrou negativamente nas qualidades deste número, poderá ser lembrado como uma pessoa arredia, titubeante, fechada, fria e até mesmo indiferente do ponto de vista afetivo... É claro que essas qualidades podem transparecer no cotidiano de cada um ainda em vida, mas o nível de autoconhecimento que se possui definirá a plenitude, ou não, desta expressão!

3º) O seu segundo nome traz em si o conceito indiano de DHARMA, genericamente o Dharma é o dever que trazemos para esta vida, algo como uma lição que foi aprendida e que agora cabe a você executá-la para o equilíbrio da sua própria vida e também como uma contribuição ao equilíbrio do planeta como um todo. Pessoas que possuem o 7 como a soma do seu segundo nome, por exemplo e, portanto, como seu número de Dharma, são pessoas que buscam a excelência, a profundidade, e o refinamento em todas as suas atividades. São místicos e buscadores que em algum momento da vida sentirão o apelo para seguir este caminho, ou para o aprofundamento da sua perspectiva de vida e, muito provavelmente, ajudarão outros a fazer o mesmo. Podem também ser estetas, artistas ou apreciadores da arte e de toda forma humana de expressão elegante ou exímia, quer seja em atividades de alta performance, como o esporte ou em qualquer outra atividade que escolher como sua.

4º) O sobrenome, ou o nome dos pais, traz em si a cifra do KARMA FAMILIAR. Esse número representa a compreensão dos principais traços genéricos da personalidade presente em nossos pais e familiares que se expressam em nossas relações, tanto positiva quanto negativamente e, nesse caso, funciona como um condicionamento cultural a ser superado. Esse número também indica enfermidades e partes sensíveis do corpo que se tornam suscetíveis a instabilidades devido a esses traços de comportamento que acabam afetando o bem estar físico de uma pessoa. Alguém que possua um número de Karma Familiar 6, por exemplo, será alguém com uma grande tendência a buscar grupos, ou parcerias, quer seja de trabalho, estudo ou mesmo lazer. Poderá também mostrar um intenso apego à ideia de parceira amorosa e a necessidade de estar num relacionamento. No corpo o 6 rege todo o sistema cardiovascular, em primeiro lugar. Os pulões e todo o sistema respiratório, e por fim os ombros, os braços e as mãos.

5º) Por fim saiba que AS LETRAS DO SEU NOME SÃO COMO PILARES que sustentam o palácio vibracional do seu mapa! Elas possuem qualidades que se expressam nos quatro mundos, físico, mental, emocional e espiritual. E a quantidade de letras em qualquer um desses quatro aspectos da consciência pode dizer muito sobre como você se relaciona com cada um deles. Da mesma forma a falta de um certo conjunto de letras pode representar uma falha nesse contexto vibracional, que afetará consciente ou inconscientemente suas escolhas e atuações na vida. Esses números que faltam são chamados de Kármicos, ou de faltas Kármicas. Pessoas com a ausência das letras D, M ou V possuem, por exemplo, falta do número 4. A ausência de qualquer número sempre influi através da luz ou da sombra, e assim ausência do 4 fala de deficiências de organização como um todo. Então as pessoas ficam ou muito preocupadas com ordem e eficiência, ou ignoram completamente esse quesito e vivem no caos. Muitos podem passar uma vida toda tentando encontrar essa “ordem” e não conseguindo, e por falta dela podem se sentir deficientes em mais de uma área em sua vida. Certa vez atendi uma pessoa com ausência de 4 e que conseguia manter a ordem e o controle absoluto no seu trabalho, mas que sentia vergonha da desordem da própria casa... Esse tipo de desordem pode ser resolvido com a harmonização de assinatura.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

A Natureza de Vênus

Vênus, beleza e fascínio que não se repetem
em sua superfície!

O belo planeta Vênus é o segundo astro mais brilhante nos céus da Terra, depois da nossa Lua. É o primeiro corpo brilhante a surgir nos céus com o cair da noite, e o último a desaparecer com o raiar do dia. Na mitologia dos povos antigos, como os mesopotâmicos, era uma divindade guerreira e agressiva ao amanhecer, e uma outra terna e amorosa ao anoitecer devido as Influências do Sol e da Lua. Foi fonte de muitos mitos e histórias sobre mistério e beleza, e associado à deusa romana do amor e da beleza que lhe empresta seu nome até hoje, Vênus. Entretanto, quando foi visitado pela primeira vez nos anos 70 pela sonda soviética Venera, recebemos fotos da superfície nada amistosa de Vênus, que possui uma temperatura média de 461º C, com ventos arrasadores e sufocantes de cerca de 450 km por hora, uma atmosfera tóxica composta de enxofre e amônia, e uma pressão atmosférica 89 vezes maior que a nossa! Ou seja, um ser humano lá morreria, ou queimado pelo calor, ou esmagado pela pressão, ou asfixiado pelos gases tóxicos, ou ainda arrastado por horas até virar um trapo de carne e ossos. Todo o seu simbolismo mitológico se dá não pelo que acontece na superfície do planeta, mas no decurso de sua órbita. Em sua dança nos céus ele desenha um pentagrama em torno do Sol quando sincronizamos sua órbita com a do planeta Terra. O pentagrama é um antigo símbolo pagão que representa a harmonia e a beleza das coisas, ambas são características associadas a este planeta muito anos antes de se observar este fenômeno. O próprio pentagrama é um símbolo venusiano. 
O número 6, a cifra da beleza e da harmonia, bem como
dos valores morais de preservação social...
Outra coisa interessante sobre Vênus é que sua rotação se dá da direita para a esquerda, ou seja, no sentido contrário dos outros planetas do sistema solar. Isso faz parecer com que ele vem de encontro a seus irmãos celestes, e de fato do ponto de vista astrológico a natureza venusiana considera a perspectiva do outro antes da sua própria. Por isso que na astrologia esse é o astro regente dos sociáveis e amorosos signos de Touro e Libra. No mapa astrológico natal a posição de Vênus revela que valores levamos em conta em nossos relacionamentos e nas pessoas com quem nos relacionamos, bem como o modo de nos relacionarmos, e de vivermos a beleza, a arte e os prazeres da vida. Denota também como se dá nossa relação com o feminino interior, e que moldará, no caso dos homens, a relação com o feminino exterior e as mulheres de um modo geral. No caso das mulheres revela o modelo interno do próprio feminino, e a forma com que ele se expressa no mundo.
Arcano de A Imperatriz III, símbolo
de amor, beleza, fertilidade e prazeres
sensoriais vividos plenamente!
Osho Zen tarot.
No tarot está associado ao arcano de A Imperatriz, que a meu ver é de uma Vênus taurina mais que libriana, já que além de amorosa, sedutora, e gentil é também protetora, apegada ao que possui e ama os prazeres sensoriais da vida. Bem como coisas como moda, culinária, natureza, artes e artesanatos. Na numerologia está associada ao número 6, e este sim engloba bem todas as características venusianas de preocupação com o outro, aconchego, prazer, beleza e arte, mas também de justiça, valores medianos de convivência social e bem estar comum. Tudo isso revela a fascinante conexão que a alma possui com os movimentos celestes, e o modo maravilhoso com que essa conexão se expressa nos símbolos mais profundos do inconsciente humano, bem exemplificados aqui pela simbologia da astrologia, do tarot e da numerologia!

quinta-feira, 7 de março de 2019

Desenvolvendo a Intuição...

Ativando o Guia Interior

A intuição é uma habilidade humana que pode sim ser desenvolvida, porém, é sempre bom ter em mente que há pessoas que parecem possuir um infinito poder intuitivo espontâneo, que se expressa de muitos modos, com muita precisão e muito naturalmente. Mas ainda assim isso é para poucos, e mesmo essas pessoas podem aprimorar os seus talentos.
Sempre fui muito intuitivo, mas igualmente racional e crítico demais, custei primeiro a confiar na minha intuição, e depois conhecê-la mais profundamente. A intuição tem peculiaridades de pessoa para pessoa. Umas são muito boas em perceber fatos físicos, como o mal estar de alguém ou sentir que esta pessoa não está bem muito antes de ela manifestar os sintomas. Outros são bons em captar sentimentos e intenções ocultas, e avaliar um caráter com pouco ou quase nenhum amparo da mente analítica. Outros conseguem perceber o desfecho de uma situação, quase como um oráculo vivo, são capazes de dizer a direção que uma pessoa ou situação tomará sem nenhuma informação prévia. Há aqueles que possuem uma intuição mais voltada para questões organizacionais, sabem quando tem um problema num sistema do qual conhecem o funcionamento, mas ainda assim percebem a desarmonia sem com que nenhum distúrbio aparente se evidencie. Muitos contadores, auditores, técnicos de informática e computação possuem esse viés intuitivo, mas como veem a si mesmos como racionalistas, nem supõe que na verdade são mesmo intuitivos. E, por fim, há os intuitivos sensitivos que percebem as energias de ambientes e pessoas, e se “contaminam” com tais energias. Muitas vezes essas pessoas são chamadas de médiuns, e orientadas a se desenvolverem...
Erroneamente se acha que todo intuitivo tem potencial para ser um consultor holístico, um oraculista (tarólogo, cartomante, astrólogo), ou curador! E isso faz com que muitas pessoas se afastem de atividades que favoreçam o desenvolvimento das suas habilidades intuitivas. A percepção intuitiva é um guia interior para a tomada de decisões sobre nossas vidas, nossos relacionamentos e caminhos de crescimento, e abarcam todas as áreas do interesse humano. Ninguém precisa deixar seu trabalho para se tornar um místico, curador ou paranormal. Executamos nossa missão de vida em muitos âmbitos. Uma regra absoluta, porém, é de que o desenvolvimento intuitivo requer disciplina, dedicação e introspecção.

Três Dicas para o 
Desenvolvimento Intuitivo


- Saia da zona de conforto que você escolheu! Pautamos comumente em nossas vidas por fazer sempre uma mesma coisa com o objetivo de nos tornarmos o melhor naquilo que fazemos, e atingir o sucesso. E não há nada de errado com isso! O sucesso vem mesmo da prática contínua, e da dedicação e estudo constantes, e ao atingirmos o sucesso em nossos campos de interesse mais pessoas além de nós mesmos são beneficiadas. Um cabeleireiro que atinge a perfeição consegue ajudar a autoestima de seus clientes, um chef de cozinha consegue resgatar memórias afetivas, e proporcionar prazer e satisfação numa refeição solitária ou em parceria. Um tarólogo consegue trazer entendimento sobre uma situação impulsionando a transformação de seu cliente, um bailarino traz inspiração e enlevo ao seu público, e assim por diante. O sucesso nunca fica só com quem o atingiu, mas se expande para o mundo! O que fica perigosamente limitante é quando não nos proporcionamos outros interesses que nos desafiem, com o objetivo de expandir nossa consciência sobre a vida. Costumamos assim desviar de áreas em que não nos reconhecemos como competentes, evitando o fracasso e a frustração. Bem, eles realmente podem ocorrer, mas se perseverarmos no caminho do nosso desafio isso pode ampliar nosso potencial criativo tanto quanto nossa percepção intuitiva. Muitas vezes a inspiração intuitiva se apresenta quando estamos mais necessitados de orientação. Esses desafios podem ser coisas simples como fazer trabalhos manuais, desenhar, cozinhar, dançar, fazer jardinagem ou qualquer coisa que faça com que digamos a nós mesmos: “Nossa, eu não sou bom nisso”. Você pode descobrir que não é tão ruim assim, e adquirir um hobby interessante e envolvente, ou achar uma vocação oculta. O modo como cada pessoa corta o cabelo, cozinha, lê tarot ou dança é moldado intuitivamente, não importa de onde veio a formação, todos nós acabamos por misturar as instruções passadas por nossos mestres ao modo como percebemos a disciplina que desenvolvemos. Acontece naturalmente, é intuitivo, e a intuição é um fenômeno natural. Pense nos navegadores mais primitivos como os polinésios e os vikings, descobriram novas terras se lançando mar adentro, sem nenhuma informação prévia. Apenas observando as direções do sol, do vento, sombras refletidas nas nuvens, as estrelas, e o voo dos pássaros. A falta de conhecimento não foi empecilho para que seguissem adiante, não é mesmo?

- Daí vem a segunda dica: Contate com a natureza, somos parte dela! Acredite ou não estamos em constante troca com as energias dos elementos naturais do nosso meio ambiente (a Terra). É clássica a figura do escritor que se muda para uma casa na praia ou para uma cabana nas montanhas para escrever seus livros. Os artistas sabem intuitivamente que essa interação com o meio natural costuma ser inspiradora de algum modo. Somos parte dos ciclos naturais, e a maioria de nós se esqueceu disso completamente. Saiba que quanto mais urbano você é menos acesso à sua intuição natural você terá! A vida na cidade está transbordando de distrações, pessoas grudadas em seus celulares e tablets não olham mais sequer para o céu. Há, inclusive, pessoas que creem que no inverno escurece mais cedo porque não há o horário de verão... Isso mesmo! Não possuem nenhuma observação da direção do sol nas estações, nem no modo como ele entra pela janela de suas casas. Essa alienação é que faz com que nosso mundo esteja de tal modo depredado, e faz com que postagens sobre ecologia e degradação do meio ambiente mal atinjam meia dúzia de curtidas nas redes sociais, enquanto as de gatinhos e cachorrinhos recebam centenas ou até milhares. Como se fossem coisas não relacionadas entre si.

- Cultive o silêncio, os ruídos do mundo são uma forma de distração a que estamos todos submetidos. Não tema ficar a sós com seus próprios pensamentos. Muita elucidação pode vir disso. Se não consegue esvaziar a mente em estado de vigília, ou seja, parado, o faça dinamicamente. Cozinhe, varra a casa, caminhe botando atenção plena no que faz. Esvazie a mente o máximo que puder até amadurecer o estado de meditação. Não se acomode no “eu não consigo”, lembra do que falei antes no primeiro item? Dedicação e empenho! O silêncio é o caminho para ouvir a voz interior da intuição profunda. O problema é que as pessoas temem o silêncio por temerem na verdade ouvir seus próprios pensamentos ruminantes e, geralmente, muito negativos. Para ficar no silêncio não brigue com sua mente, deixe esses pensamentos passarem como as folhas arrastadas por um rio, ou como imagens que passam numa tevê sem volume. Não discuta, apenas siga o silêncio. É na profundidade do silêncio que a mente não linear salta! Como naquela história zen budista em que um rei disposto a testar o quanto seu cofre era inexpugnável coloca os três homens mais sábios do seu reino dentro dele, e eram eles um matemático, um filósofo e um místico. Quando fecha a porta os homens se colocam a avaliar o problema. O matemático faz cálculos de probabilidade, o filósofo vê-se diante de um enigma, e o místico logo após avaliar a situação e concluir que nada podia fazer, senta-se no chão e começa a meditar. Depois de um tempo o rei reaparece e diz: “Ué? Ainda aqui? O vencedor já saiu!”. Na cerimônia do grande vencedor os outros dois candidatos se apressam em perguntar ao místico: “Como conseguiu?”, ao que ele responde: “Não sei, apenas desisti e comecei a meditar, e quando enfim cheguei ao silêncio da mente, uma voz veio lá do fundo e disse – saia, a porta não está trancada – e eu saí!”. Esse é o poder do silêncio.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

A Tabela dos Caldeus

Os caldeus mesclaram-se à cultura babilônica
e persa sem perder sua identidade, mas
absorvendo a cultura desses povos também...

Conhecida com este nome esta tabela remonta a um antigo sistema numerológico que seria um legado deste povo. Entretanto, talvez seja este um dado enganoso! Hoje já se sabe que os números vieram mesmo da Índia, e curiosamente, esta tabela é usada lá até os dias atuais e chamada por alguns de Numerologia ayurvédica. Essa confusão pode ter ocorrido na antiga Roma, onde os caldeus eram conhecidos por atuar na magia e na divinação, nessa época os astrólogos inclusive, eram chamados de caldeus. Possuíam também muitos oráculos que se utilizavam de números como a cleromancia (divinação por dados), prática que se espalhou por toda a Europa. Fundiram-se com as culturas babilônica e persa, e ambas já conheciam as aplicações dos números vindas do subcontinente indiano. Eles podem ter sido os introdutores e divulgadores de um conhecimento sobre a personalidade humana e seus ciclos de vida através dos números. O que muitos anos depois ficaria conhecido como Numerologia.

Singularidades

A tabela dos caldeus tem muitas peculiaridades, uma delas é que só vai só até o número 8 em sua relação de letras e números, pois o 9 é considerado tão sagrado que não pode ser representado, e quem o tiver em seu mapa numerológico tem uma missão para com este mundo! Outra coisa interessante é que na análise dos números de um nome a soma final não é considerada a mais importante. Neste sistema numerológico os números compostos representam estágios evolutivos para se atingir a essência. Se a soma de um nome resultar 69, por exemplo, então tanto os números 69, quanto 15 (que é 6+9) e o 6 (que é o resultado final de 1+5) devem ser igualmente interpretados, o que torna a análise de um nome sob este sistema bem mais complexo. Outra coisa interessante é que neste sistema esotérico de números o dígito do dia de nascimento tem uma importância absoluta, pois representa a expressão mais particular de um indivíduo. E isso tanto é verdade que a alteração do nome, ou harmonização de assinatura como costumo chamar, é feita observando sua concordância vibracional com a cifra do dia de nascimento. E especificamente no caso do dia de nascimento a soma final é a de maior peso para a definição da nova assinatura.

Os caldeus e sua misteriosa tabela,
onde o 9 não é representado.

Na índia, como já disse essa tabela também é usada, cada um desses números possui relação com uma divindade e com um planeta. Todo astrólogo indiano é também um numerólogo e vice versa. O que faz todo sentido, pois assim é possível se traçar os pontos mais harmoniosos para um indivíduo antes do seu nascimento (no caso da escolha de um nome para um bebê), ou ao se eleger uma data para um evento qualquer.

O Uso

Existe muito pouco material sobre esta tabela, e muitos a usam no ocidente fazendo uma mescla entre seus valores numéricos para cada cifra e os métodos pitagóricos de estruturação de um estudo numerológico. Considero isso meio arriscado e um tanto confuso, mas devo descontar o fato de eu ser um purista em todas as minhas disciplinas de estudo. Por isso aconselho a cada um que faça a sua experiência, mas que a fundamente muito bem! Não nos esqueçamos nunca de que isso afeta vidas humanas em seu ciclo evolutivo, por isso responsabilidade, estudo dedicado e atenção aos resultados é mais do que indicado nesse processo de experimentação!

O que há para ler:
- Numerologia Segundo o Tantra, o Ayurveda e a Astrologia
De: Harish Johari
Editora: Pensamento