quinta-feira, 2 de junho de 2011

O número 8

A Cifra do Equilíbrio

O número 8 representa o equilíbrio em essência, sua forma lembra dois círculos, apoiados um sobre o outro, em perfeita simetria. Esse número possui como raiz cúbica o 2, símbolo da sensibilidade, diplomacia e conciliação, que no 8 são elevados à inteligência administrativa e à força da autoridade sutil. Ele se eleva para além da organização prática do 4, olha as coisas em perspectiva evolutiva sempre levando em consideração a atuação do tempo e as consequências das escolhas realizadas. É o número que representa a responsabilidade e que traz em si o significado do desenvolvimento em todos os sentidos. A palavra desenvolvimento significa literalmente "deixar de envolver-se com...". Isso reflete a força intrínseca da existência que está sempre mudando para evoluir. O apego à estabilidade leva à estagnação e ao infortúnio.
Visto horizontalmente o 8 transforma-se na leminiscata, o símbolo matemático do infinito. As leis e a ordem cósmica são representados por essa cifra. O planeta Saturno vibra dentro das qualidades do 8. Na mitologia Saturno era um rei-deus que temendo uma profecia que dizia que um dos seus filhos o sucederia como o novo rei dos deuses, passa a devorar cada um dos seus rebentos, até que Júpiter, ocultado pela mãe, sobrevive e o destrona! O 8 também pode padecer por essa ânsia por poder e estabilidade que geralmente são o caminho certo para a sua derrocada.
O oitavo arcano do tarot, A Justiça, nos ensina  de que o equilíbrio é uma ação racional, e não necessariamente natural, que requer observação constante. Já o oitavo signo do Zodíaco, Escorpião, emana esse desejo por poder e influência do 8 e entende que a política, o dinheiro, a magia e a sexualidade são os caminhos mais sedutores e eficazes para se atingir o que se quer, ao mesmo tempo que são os meios pelos quais se pode comungar com algo maior e transcendente. Uma verdade superior.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os Gurus do Consumo



Dentre todos os “perigos” que se avizinham ao ideal da Nova Era, o que mais me preocupa é o movimento dos Gurus do Consumo. Esse nome é dado por mim a todos os chamados espiritualistas, norte-americanos na sua maioria esmagadora, que divulgam a teoria de você pode tudo e o Universo está mais do que disposto a dar o que você quer. Bem, isso de fato é verdade, nossos pensamentos moldam nossa verdade e nossa realidade!... Pra começo de conversa me perturba o fato de que os verdadeiros autores dessas teorias nem sempre são citados nos vídeos e palestras desses gurus capitalistas. Só para mencionar um caso, foi a russa Helena P. Blavatski quem primeiro mencionou em sua obra A Doutrina Secreta a tese das formas-pensamento. Ou seja, qualquer coisa que for pensada com muita intensidade, emoção e freqüência vira uma realidade! Blavatski fundou a Sociedade Teosófica, cujo principal objetivo era justo o de criar uma sociedade que se dedicasse a estudar todos os temas religiosos e sagrados sem o viés dogmático das religiões e longe do materialismo que a ciência da época propunha, e que persiste ainda hoje! 

 The Secret, uma seleção de valores sociais bem centrados na cultura americana com seus anseios e temores.

Vídeos documentários como O Segredo produzido por Rhonda Byrne lança os “grandes professores desse segredo” que segundo Rhonda foi escondido da humanidade... Escondido?... Bem, os gurus produzidos e liderados por ela rezam pela velha cartilha da teoria da conspiração que os americanos adoram! Teses de conspirações governamentais secretas para ocultar alienígenas, explodir o World Trade Center... E agora roubar o grande segredo da felicidade humana. O que de fato acontece é a exploração da ignorância espiritual da humanidade, bem como da preguiça mental que reina no mundo todo. É difícil ler a Doutrina Secreta, é uma obra densa e um tanto rebuscada, afinal afirma o que até então nunca havia sido dito ou escrito. É bem mais fácil ligar um vídeo de uns americanos paranóicos, mas com cara de bem sucedidos, que insistem que alguém nos roubou algo muito precioso e... Espiritual!...


Filósofos, autores, e até físicos aparecem para dizer que você pode ter tudo, contam sua própria história de vida e garantem que a felicidade está logo ali! Quero salientar mais uma vez que concordo com tudo isso, sei que funciona. O que me dá arrepios é justamente a falta de visão holística e consciência ambiental proposta por esses Gurus. No vídeo O Segredo, o mais nocivo, a meu ver, o “visionário” Michael Beckwith chega a afirmar que a idéia mais perigosa que temos hoje divulgada na humanidade é a de que não há o bastante para todos! O que é uma mentira! Afirma ele. Nesse mesmo vídeo Jack Canfield diz com um indisfarçável orgulho que ele tem a vida que muitos sonham e mora numa bela casa de 4,5 milhões de dólares!... Isso depois de que o filósofo Bob Proctor afirme que 96% de toda a riqueza do mundo está na mão de apenas 1% da humanidade. Então resta a pergunta: E se 5% da humanidade decidisse morar em casas de 4,5 milhões de dólares? Casas essas que se utilizam de madeira, cimento e água entre outros recursos naturais que estão sendo dizimados no planeta. Veja bem 5%, não precisa ser todo mundo! Eles alegam que a maravilha de O Segredo é que nem todos querem a mesma coisa, por isso há o suficiente. Mas se apenas 5% da humanidade quisesse viver em casas milionárias, seria o suficiente para destruir o resto das florestas tropicais, das madeiras de lei, e destruir o que resta da camada de ozônio da atmosfera, com fábricas de cimento, por exemplo! Essa gente vive nesse planeta? É claro que todo esse discurso é regado com as palavras Universo e, de vez em quando, Deus!...

 A maioria da humanidade ainda ignora que o planeta é um organismo vivo e que muitos de nós se portam como parasitas dentro desse organismo.

Puxa!... Dá até vontade de dizer um palavrão! O que nós precisamos é resgatar a consciência indígena que diz que devemos tomar nossas decisões refletindo sobre a conseqüência delas para as gerações futuras, até a sétima. O que uma casa de milhões de dólares pode nos proporcionar para nosso corpo e nossa alma que uma pequena casa confortável não possa? Quando buscamos algo muito maior do que nós mesmos, algo que transcenda nossas vivências conhecidas ou vividas até então, estamos na verdade buscando Deus. Todas as buscas grandiosas são uma busca por Deus. As mentes pequenas é que não conseguem ver Deus, as mentes simples, aquelas que querem nos fazer acreditar que Deus é para os ignorantes, uma superstição, ou fantasia porque eles assim como disse Tolstói “Olham para uma floresta e veem apenas lenha”. Portanto, quem parece mais obtuso? Nós precisamos é recuperar a capacidade ver a divindade em todas as coisas, e não apenas nas aquisições materiais. De crer em algo não porque foi comprovado por algum órgão científico, e não raro, norte-americano. Precisamos crer em algo por nossas próprias descobertas intuitivas e experimentação. 
Não se trata de excluir a ciência, mas de agregar a ela algo mais sutil, que de preferência não reforce o materialismo que nos trouxe a onde estamos hoje, esse período de preocupante urgência ecológica, desequilíbrio social e violência... Tudo causado por uma ânsia de felicidade vinda de aquisições materiais oriundas dos recursos de um planeta que quase não tem mais esses recursos. O que faremos quando esse mundo morrer? Seguiremos em busca de outros, como parasitas? Ou iremos nos alastrar pelo Cosmo feito células cancerosas? É isso que queremos ser? Destruidores de mundos? É isso que pregam esses gurus da felicidade americanizada?  O que essa nação tem para nos ensinar não vem de seu povo branco consumista, que tem o mais alto índice de consumo de drogas, obesidade, infartos, alcoolismo e violência doméstica do mundo. A sabedoria da América vem dos verdadeiros americanos, aqueles que habitavam as matas, honravam os ancestrais e zelavam pelos herdeiros de sua cultura sem exaurir ou destruir a terra: os índios, que sofreram um holocausto pouco mencionado e foram confinados a reservas federais onde vivem uma vida miserável sem, contudo, enfraquecer a força de sua cultura e sabedoria que se alastra pelo mundo influenciando muitos setores do pensamento humano.
 Sim, a vida é infinitamente próspera e tem o bastante para todos desde que isso não seja desculpa para que você habite uma casa que ocupa um espaço enorme, espaço este que terá de ser desmatado para ser construído, tirando o direito do outro de também ter espaço para viver. E de usar recursos como madeira e água que estão escassos não só para a humanidade, mas para todos os outros seres vivos que aqui vivem e dividem conosco o delicado equilíbrio da trama da vida que nos faz existir nesse lindo planeta azul! Dizer que toda a humanidade, ou uma porção significativa dela, pode viver em carrões e mansões suntuosas, é como dizer a uma pessoa com obesidade mórbida que pode comer tudo o que quiser porque o seu corpo pode absorver infinitamente tudo o que ela quiser consumir, ou seja: É uma mentira! E eles mentem não porque sejam eles os inimigos da verdade, mas simplesmente porque é isso que se acostumaram a ouvir e a buscar na sua cultura de consumo. É mais fácil passar um verniz num velho conceito (Nesse caso uma filosofia pseudo-espiritual), do que realmente deixá-lo ou transformá-lo. Cabe a cada um de nós discernir sobre o que realmente é importante para a nossa existência enquanto indivíduos, sem esquecer de que estamos num planeta finito como tudo na existência, e de que fazemos parte de uma espécie que pode decidir se essa existência será longa ou breve.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Consulta a um Numerólogo...



Como trabalha um numerologista?  Como se procede uma consulta?... O numerólogo é um intérprete de símbolos como o é o astrólogo, o tarólogo, o cartomante, o guardador de búzios, quirólogo ou runemal (Intérprete dos símbolos rúnicos). *Entretanto, dentro dessas atividades, o trabalho numerológico se parece mais com a atividade dos astrólogos, pois como eles precisamos de dados antecipados para fazer nosso trabalho. Nesse caso o nome de batismo completo e data de nascimento. Para o estudo dos números pessoais não é preciso um horário certo, já que a numerologia não trabalha com o movimento e a posição dos astros com relação ao planeta Terra e os seres humanos, mas sim com a vibração dos números em seu nome e data de nascimento. Outra similaridade entre as duas atividades é de que ambas tratam da análise profunda da personalidade humana em seus traços psicológicos, hereditários e kármicos, ou seja, investigam o estado do ser. Os oráculos como o tarot, cartas, runas, etc, tratam de um determinado período de tempo, um momento. Esse momento pode ser relativo a alguns anos, meses, semanas ou dias...
A numerologia e a astrologia tratam do estado do ser ao longo de toda a vida e podem avaliar com mais profundidade os desafios que sempre acompanharão o indivíduo ao longo de sua existência! Os números assim como os astros não podem, porém, revelar sentimentos, pensamentos nem prever possíveis reações numa situação muito específica. Esse é um atributo dos oráculos anteriormente citados. É assim mesmo, todo o sistema oculto de autoconhecimento e predição tem suas características, o que envolve vantagens e limitações! Muitas mulheres pedem para que seja analisado na consulta também seu nome de casada. É notável a diferença que muitas esposas sentem em suas vidas depois de assumirem os nomes de seus companheiros. A numerologia é bastante simples em sua execução, mas a análise do mapa requer tempo e pode levar de uma a duas horas de interpretação. O melhor trabalho de leitura de um mapa é aquele que é feito na presença do cliente, levando em consideração seus interesses, questionamentos e curiosidades. Quando isso não é possível uma interpretação transcrita via e-mail ou via  Zoom, WhatsApp, Skype, etc pode ser efetuada.

Motivações para uma Consulta

Muitas pessoas procuram um numerólogo para conhecer os números que vibram em suas vidas, ou porque estão insatisfeitas com o resultado de suas empresas e acham que a numerologia pode ajudar nisso, e de fato pode! O que não significa que outros esforços não devam ser feitos. Não basta mudar o modo como assinamos nosso nome, é preciso um esforço consciente para desenvolver todos os aspectos da vida através do autoconhecimento!  As expectativas costumam ser muito focais, como: “Puxa eu não obtenho sucesso no trabalho, minha auto estima é baixa, meus relacionamentos não decolam...” E assim por diante!

A alteração do conjunto vibracional de um nome pode melhorar a expressão de uma determinada qualidade, mas é preciso lembrar que a numerologia é uma ciência oculta de autoconhecimento e autodesenvolvimento e uma alteração de assinatura não se faz necessária em todos os mapas. Na verdade ela vem a ser um recurso, entre outros de cunho terapêutico, que podem e devem ser estimulados ou indicados pelo numerologista. Quem acredita que apenas com a alteração do seu nome ou assinatura está “pronto” na verdade está fugindo do real encontro com seus conflitos, e largando nas costas daquele que o atendeu a responsabilidade sobre sua felicidade. Da mesma forma aquele que assume para si esse papel é um vendedor de ilusões, que não raramente está iludindo a si mesmo quanto a sua função e importância. O mapa numerológico tem valor em si, pois é um importante mergulho na psique, e um valioso instrumento de estudo e avaliação dos períodos de transição da vida, chamados de ápices, ou pináculos, que a numerologia mostra com datas precisas de início e término. Assim como o estudo astrológico o estudo numerológico é uma forma de entendermos melhor a nós mesmos e conhecermos nosso potencial interno, não como um vaticínio determinista, mas como um recurso prévio de avaliação que possibilita que se escolha o melhor modo de atuar dentro das possibilidades segundo o próprio livre arbítrio.


Outros Recursos

A numerologia é compatível com qualquer outro sistema oracular ou terapêutico, por isso há terapeutas florais, de vidas passadas, massagistas e até nutricionistas que se apoiam em seus cálculos para dar um suporte mais profundo ao seu trabalho. A efetuação dos seus cálculos são simples (Incluem basicamente adição e subtração) e levam a resultados bastante reveladores, o que faz com o número de interessados em desenvolvê-la aumente dia a dia. Depois de mais de vinte anos praticando a numerologia eu só posso dizer que vale muito a pena.






Obs: As origens históricas da numerologia e da astrologia são as mesmas, ambas nasceram na região da Mesopotâmia, entre os Caldeus.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O número 9


O Número Universal

O 9 é a cifra que rege a abrangência de perspectiva, o dígito ao qual nada se acrescenta, pois qualquer número somado ao 9 volta a si mesmo: 9 + 4 = 13 = 1+ 3 = 4 ou 9 + 8 = 17 = 1+ 7 = 8 e assim por diante. O 9 não pode ser multiplicado, pois não há nada maior que ele mesmo: 9 x 4 = 36 = 3+ 6 = 9. Ele representa o máximo de um estado evolutivo, o ápice de um desenvolvimento que dará início a um novo ciclo. As consciências abertas e livres vibram com o 9. Sua amplitude precisa, no entanto, de uma direção e aplicação, caso contrário, ele trará a desagradável sensação de vazio. 
O 9 é o filosófico, o pensador profundo, se bem dignificado, ou o fanático de visão estreita que alinha toda a verdade da existência a uma crença ou conjunto de paradigmas bem estreitos. Pode ser preconceituoso, ou sábio, autossuficiente ou um solitário de alma... Suas experiências oscilam entre o mais elevado e o mais baixo da experiência da individualidade! Muitos o relacionam com o planeta Marte, por sua energia e prontidão para lutar por suas causas, outros relacionam a ele os atributos superiores de Plutão, como a visão profunda e transformadora da vida. O visionário signo de Sagitário é o nono signo do zodíaco, que busca o sentido da vida e a comunhão com o universo, ou Deus. O nono arcano do tarot é O Eremita, o símbolo arquetípico da sabedoria adquirida com o tempo e posta a serviço da humanidade.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Destino x Livre arbítrio, Qual deles é real?


Eis a velha questão, qual dos dois são a verdadeira face da natureza humana? Teremos todos um destino pré determinado e imutável do qual estamos fadados a cumprir? Uns creem que sim, que tudo o que vivemos está fixamente implantado em nossa psique de tal modo que seja lá o que venhamos a fazer para mudar isso de nada adiantará! Outros ainda dizem que isso é bobagem, que somos os autores da nossa realidade e muitos livros de auto-ajuda apoiam suas teses nessa teoria, muito ocidental e egoica uma vez que coloca o homem no lugar de Deus!

O destino, um tema que desperta temor (Às vezes disfarçado de desdém) 
ou reverência (Às vezes supersticiosa).


Como diriam os antigos: “Nem tanto o mar e nem tanto a terra”, é bem verdade que grande parte daquilo que vivemos está de fato ligado as escolhas conscientes que fazemos no dia a dia. Por outro lado não somos nós que escolhemos quando nascemos ou quando morremos, nem tão pouco nós decidimos quando e como deixaremos de amar alguém ou deixaremos de ser amados, para que possamos estar assim mais preparados. A ilusão do controle total do destino é muito mais uma ilusão do homem que teme os temas transcendentes. Entendendo como transcendente tudo aquilo que vai além da experiência humana. Para alguns essa dimensão é por demais intimidadora, afinal como lidar com uma coisa dessas? Para essa pergunta não há uma resposta fácil ou rápida, pois que depende muito mais de uma maturidade interna ou espiritual do que intelectual propriamente dita. A maturidade espiritual não é uma coisa para todos, e creio sinceramente que muitas pessoas viverão essa e muitas vidas sem alcançá-la. É muito mais fácil desposar uma crença que pense pelo indivíduo do que correr o risco de construir o próprio discernimento. Tanto a fé cega quanto o ceticismo tem a mesma raiz: A total falta de percepção interior.

O conceito de Karma

Para muitos o Karma seria a teoria inegável de que há um destino, e eu particularmente discordo disso. A palavra Karma vem do sânscrito e quer dizer ação. Assim o Karma que vivemos numa vida é o resultado de todas as nossas ações tanto nessa quanto em outras encarnações. O Karma não é o destino imutável, é o resultado de nossas atitudes! É evidente que o resultado de nossas ações retorna a nós de um jeito ou de outro, da mesma forma que um bumerangue retorna a quem o arremessou, ou para ilustrar de outro modo, não há como colher maçãs depois de se ter plantado limões! Isso sim é inexorável. A atitude tomada diante de um retorno kármico é que fará toda a diferença entre um bom final e um péssimo desfecho, ou entre a interrupção ou a continuidade do processo kármico. A consciência e a responsabilidade diante do retorno kármico é o que diferencia aquele que é arrastado pelo “destino” que ele mesmo criou, e aquele que entende que o livre arbítrio é muito mais um entrosamento com as leis da vida do que uma dominação sobre elas.

A roda do karma (Samsara), 
o retorno inexorável de nossas ações!


De todos os conhecimentos da antiguidade ao qual eu me dediquei estudar, como o tarot, a astrologia e a numerologia, foi nesse último que encontrei as melhores respostas para esse velho dilema humano. No estudo dos números como um sistema para o entendimento da psique há um cálculo simples que alguns numerólogos chamam de o número de caminho de vida, ou de número de destino. Obtêm-se esse número somando sua data de nascimento, o dia, mês e ano de nascimento até chegar ao último dígito possível. Uma pessoa nascida, por exemplo, no dia 14-09-1977 terá a regência do número dois como seu número de destino, ou de caminho de vida. Dentro dos significados esotéricos dos números o dois rege todas as atividades onde se trabalhe com a sensibilidade, a intuição, o tato a diplomacia, a memória, o conhecimento dos tempos, o ensino e o inconsciente humano. Por esse motivo os historiadores, antropólogos, diplomatas, terapeutas e psicólogos, místicos e sensitivos, relações públicas, pedagogos... São todos regidos por esse número. O que nos faz pensar: O que definiu que uns seriam terapeutas e outros pedagogos, ou que uns seriam sensitivos e outros historiadores?... O destino?... Sim, o destino!... Como? Veja bem, todas essas aptidões lidam com os atributos do dois, o que acabou moldando uma carreira e não outra foi pura e simplesmente os fatores ambientais, educacionais e pessoais. Sim, o livre arbítrio entra nisso tudo! Fica claro assim que o destino existe tanto quanto o livre arbítrio e que eles interagem para moldar as experiências humanas. Se você perguntar a uma pessoa dessas porque não foi desenvolver outras atividades como a pesquisa científica, a administração, ou os esportes olímpicos (Qualidades mais comuns ao número um) ela dirá que tal coisa nunca lhe passou pela cabeça! Ela não escolheu nada disso porque nada disso estava no seu destino, por isso não houve como o livre arbítrio agir.

O número dois, símbolo da sensibilidade, 
da receptividade e da memória.

Gosto de usar o exemplo das cores, o destino de cada um é como uma determinada cor, digamos o azul. Cada um de nós que nasce com essa cor, entretanto, pode escolher por sua livre escolha e história pessoal uma entre as milhares de tonalidades de azul, do azul cobalto ao azul celeste. Ser uma outra cor qualquer como amarelo, simplesmente não lhe interessa. É importante ressaltar que a numerologia é uma ciência oculta muito acessível, mas nem sempre atua com tanta simplicidade assim. Já encontrei pessoas com caminho de vida dois ocupando cargos agressivos de liderança. Ao verificar seus mapas mais de perto havia uma profusão dos números um, três ou oito que inclinavam para essas tendências. Ao serem indagadas se aquela havia sido a primeira escolha, a maioria alegava que não, e citavam os fatores externos como a influência do pai ou da mãe, o fato de ser a única faculdade que podiam fazer (ou pagar), ou ainda que eram muito jovens e pediram a orientação de terceiros...

sábado, 12 de março de 2011

Definindo Holismo



A palavra holismo deriva do grego “holos” que significa “todo”, portanto holismo é, por definição, uma filosofia de vida em que a totalidade da existência é levada em conta e tudo aquilo que foi dissociado em nossa cultura como sendo sem relação agora é visto como um conjunto indissociável. Como a máxima Mens sana in corpore sano, na citação do poeta Juvenal. Uma mente sã num corpo são, um influencia o outro. A consciência holística torna essa afirmação muito atual e verdadeira. Ondas de pensamentos destrutivos farão adoecer o corpo e comprometerão o espírito e assim por diante...
O holismo foi uma palavra que tomou força como avanço da Nova Era, pois esse movimento é caracterizado pelo crescimento integral da humanidade. Devido a isso temas tão aparentemente distantes como esoterismo, política e ecologia têm sido frequentemente tratados juntos em reuniões holísticas pelo mundo a fora. Para entender melhor a maravilha deste conceito é preciso ampliar nosso campo de visão: Todo o conhecimento esotérico visa devolver o homem comum a sua condição mais intrínseca, a de um ser livre que deve experimentar tanto as alturas mais elevadas do espírito e dos temas transcendentes quanto sua ligação com a natureza, da qual ele mesmo faz parte e da qual pode extrair valiosos ensinamentos. Basta lembrar que  a maioria dos sistemas oraculares, como o tarot e a astrologia, se baseiam nos quatro elementos naturais. Da mesma forma muitas filosofias místicas, como o zen budismo japonês e o taoismo chinês, extraem seus ensinamentos da observação pura e simples da natureza!
Um conceito de integração global.

Hoje os temas ligados à preservação do meio ambiente, bem como todas as áreas de atuação humana, dependem dos sistemas políticos! Os esquemas de ordem política não podem, por esse motivo, serem deixados de lado! Ao levantar a bandeira de um ideal coletivo estamos também expressando um ato político! Ao lutar pelo bem estar da família humana, a qual todos nos encontramos ligados por tanto tempo quanto dure nossa jornada terrena, estamos cumprindo uma atividade tanto espiritual quanto política, sem exaltar nem ignorar a importância de uma ou de outra! A política como um mero instrumento de poder é tanto vazia quanto nociva, pois destrói a consciência coletiva de proteção ao povo que a originou, além de servir ao ego doente de alguns poucos.
O holismo alarga nossos conceitos limitados de vida e nos coloca num patamar de responsabilidade sobre nós mesmos e sobre a vida sustentável neste planeta. A visão egoica do “tudo meu” deve dar lugar a visão comunitária do “tudo nosso” numa celebração da vida. Esse tipo de mentalidade é que inspirou o interesse moderno pelo xamanismo e o estilo de vida dos povos nativos, também chamados de primitivos, das Américas, Europa e África que viviam sob a égide da partilha comunitária com respeito total à natureza sem nunca esquecer o legado aos seus descendentes.
O conceito holístico encaixa-se perfeitamente dentro das qualidades arquetípicas do número cinco. Sua forma guarda a metade de um quadrado na parte superior com a metade de um círculo na sua parte inferior, unindo assim o material e o espiritual, o consciente e o inconsciente, e toda e qualquer realidade que pareça dispare num primeiro momento. O cinco é o número da exploração e integração da diversidade de experiência e realidades. No tarot corresponde ao Hierofante (O Papa), aquele que une o mundo visível ao mundo invisível dando um propósito à existência. Na astrologia é mercúrio, o grande comunicador que une as muitas verdades numa síntese perfeita! Esse planeta nos remete ao Deus Hermes da mitologia grega, o único que podia viajar às alturas do Olimpo até às profundezas do submundo do Deus Hades. O grande psicopompo, o que resgatava as almas.
Número cinco, um integrador de múltiplas realidades.

Respeito às diferenças de costumes, crenças e filosofias tornam o holismo não uma utopia, pois que não prega uma vida homogênea, mas sim um grande desafio onde toda uma cultura deverá ser revista e transformada em seus valores mais superficiais, mas estranhamente arraigados nesse início do século XXI.
O respeito ao indivíduo criará uma comunidade mais equilibrada, e um indivíduo disposto não só a entender, mas a respeitar e aceitar as diferenças existentes numa comunidade ajudará a criar uma sociedade menos violenta e muito mais tolerante. Se o dogma religioso for substituído por uma aceitação do espírito, que afinal pode se expressar em qualquer religião, teremos pessoas mais livres, satisfeitas e capazes de religarem-se a Deus independentemente do nome pelo qual o queiram chamar.

O Hierofante, arcano V, no Thoth Tarot de Aleister Crowley. 
Unindo os mundos e dando propósito à existência.

O holismo surge como uma necessidade intensa da humanidade em diminuir suas zonas de conflito. Preservar a própria sobrevivência com qualidade de vida, paz e prosperidade dentro de um novo modelo econômico que preserve a natureza, e permita aos outros seres vivos que também aqui habitam a ter a possibilidade de se desenvolverem e evoluírem enquanto espécies e não apenas de serem usados como comida, ou vitimados em esportes cruéis como touradas ou safáris!  A liberdade que esse extraordinário conceito traz, no entanto, depende do grau de interesse que cada um tem pela espiritualidade, pois como um tema transcendente ultrapassa os limites risíveis do nosso ego culturalmente limitado por conceitos sociais e estimula o autoconhecimento. Uma espiritualidade holística inclui desde a subjetividade das percepções místicas até a ampla pesquisa científica em diversas áreas, respeitando sempre as diferentes formas de perspectiva de ambas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Arquétipo do Herói nas Histórias em Quadrinhos

Os símbolos são expressões da alma humana em seu eterno processo de evolução, ou reinvenção. Eles carregam uma poderosa energia psíquica conhecida como arquétipo. Os arquétipos se movimentam através dos símbolos sem ser contidos por eles. Portanto um símbolo pode mudar sua forma e ainda assim conter seu arquétipo correspondente. Um bom exemplo disso é o que ocorre com as cartas do tarot. Seus arcanos (Ou mistérios) são imagens arquetípicas. Existem diferentes baralhos com muitas concepções artísticas do arcano da morte, por exemplo. Umas mais leves, outras mais pesadas e outras ainda, mais profundas ou espirituais. Todas, porém, correspondem aos arquétipos correspondentes da morte: perda, transformação, ruptura, perda de forças vitais, etc.
Com os mitos ocorre o mesmo, todos os mitos são histórias arquetípicas que expressam esse mesmo processo de transformação e evolução da consciência através dos tempos! Os heróis míticos possuem incrível similaridade com as atuais personagens das histórias em quadrinhos. Os super heróis da atualidade lutam pelos mesmos ideais dos cavaleiros medievais e dos guerreiros do oriente, como os samurais. A luta honrada, o respeito ao adversário e a inspiração do feminino guiam os heróis atuais como guiavam os seus predecessores. Na Idade Média os cavaleiros serviam a rainha e morriam por ela. Muitos dos heróis dos HQs estão dispostos a morrer por suas amadas. Esse feminino exteriorizado é símbolo de porção feminina da psique que não pode fenecer na alma masculina!
Apresento aqui uma relação de alguns super-heróis da Marvel e DC Comics cujas personalidades e histórias se encaixam de modo surpreendente a alguns dos mitos mais famosos da antiguidade relacionando seus correspondentes numerológicos e mitológicos:

O Número 1 - O Homem de Ferro 

Tony Stark é sua identidade secreta, um charmoso e sedutor cientista espacial (Que na versão mais recente é um fabricante de armas), que incorpora bem os atributos do número 1. É um líder brilhante, pioneiro e muito dedicado à pesquisa com um ímpeto tremendo de auto superação. Ele não possui nenhum poder especial a não ser um gênio extraordinário e uma capacidade incrível de sobrevivência. Parece uma versão moderna do herói grego Ulisses, um homem muito inteligente e grande estrategista que criou a ideia de dar um cavalo de pau carregado de soldados para adentrar nos portões de Troia e tomar a cidade. Ficou tão orgulhoso desse feito que desafiou o Deus Poseidon dizendo que não precisara dos Deuses na sua vitória. Pagou um preço caro por isso, ficou perdido 20 anos no mar sem voltar para casa, só conseguindo depois de ser redimido pelo próprio Poseidon. Esse mito narra o conflito do racionalismo com o misticismo e já trata do cisma ciência x espiritualidade. Nas histórias do Homem de Ferro esse combate também aparece no duelo com o *Mandarim, uma figura mágica e poderosa que consegue retornar da própria morte.

Homem de Ferro, guiado pela inteligênica como o herói Ulisses.

O Número 2 - Spawn 

O cavaleiro do inferno é na verdade Al Simons, um ex matador da CIA que é eliminado pelos próprios comparsas quando começa a questionar o que faz. Ao chegar ao inferno é escolhido por um demônio chamado Malebolgia para dirigir suas hostes infernais numa guerra que tomaria o planeta Terra. Ele representa bem as qualidades do número 2, como ambiguidade e capacidade de sintetizar diferenças, embora no seu caso de modo atormentado e brutal. Spawn, como passa a se chamar, não se lembra de nada a não ser do seu grande amor pela esposa Wanda Blake que faz com que ele se recuse a destruir a humanidade. Spawn, entretanto, já havia recebido as armas mais poderosas do inferno por Malebolgia e passa a usá-las contra ele próprio. Aqui está clara a relação com o mito de Orfeu, só que na tragédia grega quem morre é a sua bem amada Eurídice, ele desce ao mundo de Hades, Deus da morte, e toca para ele a canção que fez para sua tão amada Eurídice. Comovido Hades permite que ele saia do submundo com ela, coisa que nunca antes havia acontecido, mas adverte para que ele não olhasse para trás ou a perderia para sempre. Quase na saída Orfeu desconfia da sinceridade de Hades e olha para trás onde então vê, pela última vez, sua querida noiva que desaparece para sempre às portas do submundo. Ao voltar para o mundo humano Orfeu está transformado por incríveis poderes de predição e cura e torna-se um afamado curador e adivinho, mas nunca mais volta  a amar.

Spawn, combinado dois mundos e realidades diferentes, 
como todo número dois.  Armado com os poderes do submundo ele luta pelo bem.

O Número 3 - Thor
 
O Deus do trovão incorpora bem as qualidades do número 3, é compassivo, mas forte, intenso e protetor, e tão confiante em si mesmo que beira a arrogância! Comete um erro ao invadir o reino dos gigantes de gelo quebrando um acordo entre estes e os Deuses, sendo por isso mandado numa condição semi-humana para sentir dor e privação junto dos homens como uma lição dura para o seu ego. Na Terra ele assume a forma do Doutor Donald Blake um médico talentoso, mas manco de uma perna. Cumpre assim seu aprendizado sobre humildade e limitação. Ele enfrenta muitas vezes, assim como nos mitos reais sobre suas façanhas, o seu irmão Lóki, um Deus enganador que o ama e o odeia ao mesmo tempo. A dualidade de Thor também aparece no seu amor pela enfermeira Jane Foster, que por sua vez é apaixonada por Thor e não por sua identidade secreta humana. A versão para o cinema desse HQ em nada lembra as suas origens. Na mitologia nórdica Thor era o protetor dos homens, o mais forte e poderoso dos Deuses e também, o mais amado. De fato O Deus Thor foi tão adorado que historiadores afirmam que seu culto se estendeu até os primórdios da era cristã no norte da Europa. Tanto nos quadrinhos como nos mitos Thor é um Deus dividido entre dois mundos.

Thor, Deus nórdico que virou herói.

O Número 4 - O Coisa 

Benjamin Jacob Grimm é um dos fundadores do quarteto fantástico e o que tem a mutação mais incrível e também irreversível! Sua aparência condiz com sua personalidade, como acontece com os outros membros do Quarteto Fantástico. Ou seja, uma personalidade típica do número 4, resistente, forte, sempre disposto a agir e realizar, mas extremamente brutal. Os poderes do Coisa são uma exaltação das qualidades do 4. Ele é mais forte, mais rápido e mais resistente do que seus companheiros, mas suas capacidades também funcionam como espécie de maldição que lhe causam uma enorme exclusão social que por muitas vezes o revolta. Impossível não lembrar do herói  grego Hércules, cuja força foi uma dádiva do seu pai divino Zeus, mas que se volta contra ele que, ao ser enlouquecido pela ciumenta Deusa Hera, mata toda sua família. Cheio de culpa ele se submete ao rei Euristeu, que era devoto de Hera, para cumprir doze trabalhos quase impossíveis, escolhidos pela própria Deusa. O que ela não contava é que Hércules os cumprira eximiamente e receberia com isso o direito a viver no Olimpo tornado um Deus a quem foi concedida a mão da Deusa Hebe, a Deusa da juventude.

O Coisa, combina força e habilidade, características do quatro.

O Número 5 - X-Men 

São super heróis que começam sua vida como homens comuns, mas que em determinado momento, durante a puberdade, manifestam dons especiais que seriam o resultado de um salto evolucionário. Devido as suas habilidades, muitas vezes incontroláveis, eles são temidos pela maioria dos homens comuns e alguns passam a vê-los como uma ameaça. Surge então a figura do Professor Charles Xavier, grande telepata e homem benevolente que reúne esses jovens numa escola para doutrinar seus poderes e habilidades para conviver melhor na comunidade humana, e também combater os mutantes malignos que pretendem destruir a humanidade. Esses são liderados por Magneto. Os X-Men são a representação perfeita dos atributos do número 5: adaptação, mudança súbita e conciliação de naturezas opostas. O número 5 é o número que pode reunir o divino e o comum de modo harmonioso. Na antiga Grécia dos mitos os centauros também eram seres dúbios, meio humanos, meio cavalos. Quando se embriagavam, porém, ficavam violentos e entravam em conflito com a comunidade dos homens. Os centauros passam a ser tidos como inimigos dos homens e são combatidos. Eis que surge Quíron, o mais gentil dos Centauros, filho de Zeus ele possui notáveis poderes de vidência, cura, poesia, oratória e pedagogia passando a ser o mestre dos grandes heróis gregos como Hércules, Aquiles e Jasão entre outros. Outra semelhança entre as histórias é de que Quíron tinha uma ferida que não podia ser curada e que também não o matava, pois que era imortal. O Professor Xavier vivia numa cadeira de rodas, uma tremenda limitação no mais notável dos X-Men.

Professor Xavier, líder dos X-Men, 
similaridade com o centauro Quíron.

O Número 6 - Superman 

Eis o mais bem comportado dos super heróis! Superman não mente, é justo, devotado e protetor. Incorpora com perfeição os atributos de preocupação comunitária, proteção, amor à família e à nação (ele também é um super norte-americano). Defende com toda a sua paixão os valores medianos de boa convivência humana, honestidade, justiça, decência e liberdade, o que o torna perfeitamente compatível com as características psicológicas do número 6. Nasceu em Kripton com o nome de Kal-El e mandado a Terra por seu pai Jor-El para salvá-lo da destruição que se abateria sobre seu planeta natal. Chega à Terra e é adotado pelo casal Jonathan e Martha Kent que o batizam com o nome de Clark Kent. Na juventude descobre seus poderes e sente que tem de partir da pequena Smallville. Indo para Metrópolis vai trabalhar no jornal Planeta Diário onde conhece seu grande amor, a jornalista Lois Lane, a quem vive salvando de perigos mortais. O Superman é uma versão alienígena do jovem herói Perseu, filho de Dânae com Zeus, foi lançado ao mar pelo rei Acrísio, seu avô. Acrísio soube por um oráculo que o filho de sua filha o mataria! Zeus se revolta e faz com que o baú onde a Dânae e seu filho estavam chegasse em segurança ao reino do rei Polidectes que os trata bem. Quando Perseu cresce, o rei lhe manda matar a terrível górgona Medusa e ele o faz com a ajuda de Deusa Athena. Ao voltar em seu voo sobre o mar ele vê a jovem e bela Andrômeda que está prestes a ser morta por um monstro marinho. Mais um feito extraordinário de Perseu ele mata o monstro e se casa com a linda jovem...

Superman, o super bom moço, defensor dos fracos 
e oprimidos como o herói Perseu.

O Número 7 -  Surfista Prateado 

Seu nome é Norrin Rad do planeta Zenn-La onde era um nobre que ao ver seu mundo ameaçado pelo terrível Galactus, o devorador de mundos, ele se oferece para servi-lo. Sua intenção real era além de proteger o seu planeta o de salvar a vida de sua amada Shalla Bal. Ele passa então a se chamar de O Surfista Prateado e vaga pelos mundos em sua prancha prateada preparando-os para serem destruídos por seu senhor. Ao chegar a Terra, porém conhece o quarteto Fantástico e comovido por sua nobreza ele se une a eles e expulsa Galactus. Este o pune deixando-o para sempre preso na Terra. Só mais tarde o Sr. Fantástico o liberta de sua prisão. O Surfista Prateado é um típico número 7, é filosófico, observador profundo e se sente de algum modo fora do contexto em que vive. O herói nunca mais volta ao seu planeta! Em suas aventuras ele sempre faz reflexões profundas sobre os fatos e quando ajuda os humanos deixa escapar um certo desdém pelo seu comportamento. O jovem Belerofonte também foi um herói extraordinário, dono de um cavalo alado chamado Pégasus foi desafiado pelo rei Lóbates a matar a terrível Quimera, um monstro com duas cabeças, uma de leão e outra de cabra, rabo de serpente venenosa e patas de águia que atacava e matava homens e rebanhos. Lóbates não imaginava, porém de que ele sairia vitorioso, mas Belerofonte venceu. Foi mandado a partir de então a muitos empreendimentos arriscados, aos quais superou. Por feitos tão grandiosos o herói sente que seu lugar não é mais entre os homens, mas entre os Deuses. Com seu cavalo alado sobe em direção ao Olimpo para tomar seu lugar divino. Zeus, ofendido com sua presunção, manda uma vespa picar o cavalo que o derruba matando o ousado aventureiro. Tanto o personagem da antiga Grécia quanto o viajante das estrelas são figuras que olham com estranheza as limitações dos mortais e não se sentem parte do contexto, por assim dizer. A solidão e uma certa arrogância intelectual são atributos negativos do número 7 que ambos compartilham.

O Surfista Prateado, altivo e filosófico como todo o número sete.

O Número 8 - Batman 

Bruce Wayne tem muitos atributos do número 8 em sua personalidade, é rico e bem sucedido e sóbrio sem deixar de ser um filantropo dedicado. Batman também carrega os atributos do 8, mas os menos nobres: é impiedoso, rígido e justiceiro. O jovem Bruce viu o assassinato dos pais num assalto e jura vingança contra o crime. Seus altos ideais de justiça nada mais são do que uma válvula de escape para a sua frustração e luto infantil não elaborado. Nas histórias originais Batman também é conhecido como o Cavaleiro das Trevas. Uma figura tenebrosa e sombria. Sua fantasia de morcego é um emblema dos seus ataques, sempre noturnos, e do terror que pretendia disseminar entre os criminosos. Suas lutas contra o crime não aplacam sua ânsia por justiça. Batman tornou-se de tal forma assustador que seus criadores lhe dão mais tarde um pupilo, Robin, na tentativa de tornar sua fisionomia mais paterna e humana para o publico. As versões cinematográficas desse personagem foram quase todas ridículas e em nada lembravam essas origens. O jovem herói grego Orestes também é um jovem rico, um nobre filho do rei Agamenon. Ele também presencia a terrível execução do seu pai por Egisto, amante da mãe Clitemnestra. Achando que também seria morto foge para a Fócida e ali cresce. Mais tarde é ordenado pelo Deus Apolo a vingar seu pai matando sua mãe. Ao fazê-lo passa a ser atormentado por culpa e é enlouquecido pelas Erínias que vingam a morte da mãe. A justiça de Orestes também não lhe traz paz, passa anos entre o remorso e a loucura até ser liberado pela Deusa Athena, protetora de todos os heróis. Batman não teve a mesma sorte.

Batman, Robin foi criado para humanizar sua expressão.

O Número 9 - Lanterna Verde
  
Hal Jordan é um piloto de provas que é recrutado por um grupo intergaláctico de defensores da lei e da ordem. Recebe um anel energético que é um símbolo de união com esses guerreiros do bem, como também é uma arma poderosa com forças quase ilimitadas!  O Lanterna Verde possui muitos dos atributos idealistas e altruístas do número 9 positivo. Esse é o número dos interesses humanitários e globais (E no caso dele universais). O Lanterna Verde defende o bem e a justiça dentro e fora do planeta Terra e nas histórias originais sua missão era altamente secreta, não podendo nunca revelar para quem ele trabalhava. A vida pessoal desse personagem quase não é focada nos HQs, talvez porque os criadores mudaram seu nome muitas vezes até que criaram um rodízio de Lanternas Verdes com diferentes nomes e identidades. O mesmo se pode dizer do jovem Triptólemo, sabemos apenas que ele pastoreava os rebanhos do seu pai quando foi abordado por uma velha senhora que indagou se ele não vira nada de estranho por aqueles campos. Ao que ele respondeu que sim, viu uma linda jovem ser tragada para o fundo da terra por um homem cujo rosto não se podia ver! A velha então se apresenta como a própria Deusa Deméter, mãe da agricultura e de toda a natureza. Ela conta que procurava a filha desaparecida, Perséfone, que fora sequestrada e que agora ela sabia que seu raptor era ninguém menos que o próprio Deus Hades. Em agradecimento pela valiosa ajuda a Deusa lhe concede o dom da imortalidade, e o conhecimento da agricultura além de uma carruagem puxada por dragões alados que o levariam a qualquer lugar do planeta para que ele ensinasse aos homens a cultivar a terra. Compartilhou com ele um segredo, conhecido como O Segredo da Vida aos quais só uns poucos escolhidos por sua maturidade espiritual poderiam ter acesso. Nascia assim o Mistério de Elêusis o mais bem guardado segredo da antiguidade, e Triptólemo foi seu primeiro sacerdote. Interessante notar que o verde da cor da roupa do Lanterna Verde é, além da cor da verdade, a cor da natureza e da fertilidade.

O Lanterna Verde, similaridades com Triptólemo: 
ambos recebem um presente de seres superiores.

O que torna os super heróis menos dignos que seus companheiros míticos é sua tendência a serem manipulados por interesses políticos e econômicos, o que por outro lado os torna um bom espelho da sociedade da época em que vivem. Nas versões mais recentes dos HQs para o cinema vemos que as identidades secretas simplesmente desapareceram! Na trama os heróis acabam sendo revelados de um jeito ou de outro. O Homem de Ferro assume ser quem é numa coletiva de imprensa. O Homem Aranha também tem sua identidade revelada ao enfrentar o Octopus dentro de um trem, mas com a garantia dos passageiros de que seu segredo continuará bem guardado. A escola do professor Xavier também é revelada para o serviço secreto norte-americano.
Aqui o que se mostra é um quadro político bem claro, com o fim da guerra fria os Estados Unidos se assume como a única potência do mundo e, portanto, o único líder a ser seguido! No seu discurso para a abertura dos trabalhos do congresso em janeiro desse ano, Barak Obama garantiu que: "A América se erguerá da crise e continuará liderando o mundo"... Identidade secreta pra quê?
Outro fato marcante é o sumiço do rival mais famoso do Homem de Ferro, o *Mandarim. Ele foi simplesmente suprimido dos filmes! Bem, nos anos 60 a China era um inimigo perigoso dos EUA e da democracia, já que se tratava da maior nação comunista do mundo. Hoje ela não só se abriu como é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos, precisa explicar mais?
Os antigos heróis expressavam a alma humana em sua busca por elevação, enquanto os super heróis modernos são a fria consequência de um mundo materialista e conduzido por interesses claramente egoicos e imperialistas. Felizmente a pouca dignidade que sobrevive por trás dos personagens, oriunda do grande inconsciente coletivo humano, ainda preserva belos ideais de solidariedade, proteção dos fracos e excluídos, e serviço a um bem maior.

* Em 2013, em O Homem de Ferro 3, O Mandarim reaparece, mas adivinha? Ele não é chinês! É uma farsa criada por um lunático ocidental para assustar o governo americano. Alguém percebe alguma preservação das relações políticas entre China e EUA nisso?